Olho D'água do Borges/RN -

ÚLTIMO LUGAR: RN é o estado do Nordeste que menos investiu em relação à receita total, segundo relatório do Tesouro Nacional

 

O Rio Grande do Norte foi o estado que menos investiu no Nordeste entre janeiro e outubro de 2025, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional. Apenas 3% da receita foi destinada a investimentos, enquanto Paraíba aplicou 11% e Ceará, 7%.

O RN também teve o pior investimento per capita da região: R$ 106,55 por habitante, bem abaixo do valor orçado para o ano (R$ 460,40). Em relação a 2024, houve uma queda de 40,8% nos investimentos no mesmo período.

Segundo a Aequus Consultoria, os números refletem a fragilidade fiscal do estado. Desde 2019, o RN mantém nota Capag C (Capacidade de Pagamento), o que limita o acesso a empréstimos com garantia da União.

Em 2024, 43% dos investimentos dependeram de operações de crédito.

O RN também encerrou o ano com o menor investimento empenhado por habitante da região.

O principal entrave é o alto gasto com pessoal: 73% das despesas até outubro de 2025 foram para folha e encargos. No Executivo, esse gasto já ultrapassa o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Economistas afirmam que a falta de investimento prejudica a atração de empresas e contribui para a estagnação econômica do estado, enquanto vizinhos como Ceará e Paraíba avançam.

O governo afirma que o investimento total de 2025 chegou a R$ 605 milhões, o terceiro maior dos últimos 16 anos, mas especialistas alertam que o cenário fiscal segue crítico.

Tribuna do Norte

 

Dia 22 no radar: Rogério Marinho vai juntar prefeitos e lideranças no litoral potiguar para testa força e redesenhar 2026

 

O dia 22 entrou de vez no calendário político do Rio Grande do Norte. Na praia de Pirambúzios, litoral Sul do Estado, o senador Rogério Marinho (PL) reunirá prefeitos e lideranças em um encontro que vai muito além de uma confraternização à beira-mar. O objetivo é claro: medir força e pavimentar decisões estratégicas para 2026.

Embora ainda evite anúncio oficial, Rogério dá sinais de que o projeto majoritário está sobre a mesa. A reunião servirá para alinhar o núcleo mais próximo, ouvir aliados e indicar, nos bastidores, qual caminho pretende seguir. De Brasília, ele retorna convencido de que tem musculatura política para disputar o Governo do Estado, sem romper com sua atuação no cenário nacional.

Há, porém, variáveis externas pesando no jogo. O ex-presidente Jair Bolsonaro trabalha para que Rogério tenha papel central na articulação nacional do PL, especialmente na campanha de Flávio Bolsonaro. É o eixo Brasília–RN operando de forma sincronizada.

Em Pirambúzios, a aposta é numa demonstração de força. A expectativa é de presença maciça de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e parlamentares estaduais e federais, além de novas filiações ao PL e anúncios de alianças. Nos corredores, especula-se até sobre movimentos envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, hoje no PSDB e próximo ao senador Styvenson Valentim.

O encontro pode, portanto, definir rumos. Se Rogério avançar, a estrutura estará montada. Se recuar, o campo da direita tende a se reorganizar em torno do ex-prefeito Álvaro Dias.

Uma coisa é certa: Pirambúzios não será apenas mais um evento político. O encontro tem tudo para funcionar como um divisor de águas na pré-campanha potiguar, acirrando a disputa entre direita, centro-direita e governo. Em ano pré-eleitoral, cada ato vira palco — e Rogério sabe que, na política, quem não se mostra, desaparece do jogo. 

"Teje Prometido": Fátima inaugura o local de estádio em Mossoró, mas projeto ainda engatinha com emenda modesta

A governadora Fátima Bezerra cumpriu agenda em Mossoró neste sábado (17) apenas para inaugurar o local do novo estádio de futebol — promessa feita ainda no ano passado. O equipamento será implantado na Avenida Lauro Monte, no bairro Abolição III, enquanto a cidade segue há mais de três anos sem um estádio e com seus clubes jogando fora de casa.

O anúncio vem acompanhado de pouca efetividade prática. O Governo do Estado informa que o projeto executivo está “em fase final”, viabilizado por uma emenda da deputada Isolda Dantas (PT) no valor de R$ 165 mil — recurso restrito à elaboração do projeto, não à obra. Ou seja, mais discurso vazio.

Com capacidade prevista para cerca de cinco mil torcedores, o estádio ainda depende de um emaranhado de articulações: emendas futuras, participação da UERN e até uma possível Parceria Público-Privada, o que reforça a incerteza sobre quando — e se — a obra sairá do papel.

Enquanto isso, Potiguar e Baraúnas continuam arcando com prejuízos financeiros e perda de torcida por jogarem fora de Mossoró. A visita da governadora repete compromissos já anunciados em setembro passado, agora com nova data e o mesmo roteiro político. A previsão oficial é iniciar as obras ainda nesse primeiro semestre de em 2026, mantendo o esporte mossoroense refém de promessas e anúncios sucessivos.

Mais uma promessa política que dificilmente sairá do papel. Em sete anos de governo, Fátima Bezerra não entregou um novo estádio para Mossoró — e agora, no apagar das luzes de uma gestão marcada por resultados questionáveis, reaparece com anúncio e discurso reciclado. Sem obra iniciada, sem recursos garantidos e com tudo empurrado para o futuro, o roteiro é velho conhecido. Resta a pergunta que insiste em ecoar: o eleitor ainda acredita nesse tipo de promessa? 

José Agripino está sendo ingrato com Paulinho

 

O empresário José Agripino Maia está sendo ingrato com o Prefeito de Natal Paulinho Freire.

Derrotado nas urnas em 2018 quando disputou a eleição para deputado federal, José Agripino passou a viver em um ostracismo político depois de décadas ocupando papeis de destaque na política Nacional.

Liderando o então Democratas, Agripino passou a se dedicar às suas atividades empresariais e sequer teve condições de montar uma nominata para vereador de Natal nas eleições de 2020. Filiado histórico, até mesmo o folclórico Dagô do Forró deixou a legenda para disputar à reeleição.

Em 2022, onde o Democratas se fundiu com o PSL e passou a se chamar União Brasil, a legenda não tinha representatividade no Estado. A deputada Carla Dickson era a única remanescente do PSL que detinha mandato parlamentar, que “pesa dobrado” na hora de entregar controles regionais de legenda.  Então presidente da Câmara Municipal de Natal, o vereador Paulinho Freire trabalhava uma candidatura a deputado federal e passou a construir uma nominata forte para o pleito. Articulado, trouxe Benes Leocácio para o União Brasil e conseguiu junto com ele cosntruir a nominata vitoriosa que resulto na eleição de duas cadeiras, não consquistando a terceira em virtude de Carla Dickson não ter tido votação mínima para ocupar a vaga via quociente eleitoral.

Depois dessa eleição, Agripino passou a conceder entrevistas se autoproclamando como responsável pelo êxito do partido no pleito.

Para qualquer pessoa bem informada, a conversa não bate.

Se o ex-senador tinha tanto cacife eleitoral, por qual motivo deixou de concorrer à reeleição ao Senado na eleição anterior e foi para a disputa de deputado federal e mesmo assim foi derrotado ?

Depois da posse de Paulinho Freire como deputado federal e de Benes para o novo mandato, Agripino continuou como presidente regional do União Brasil unica e exclusivamente pela permissão dos dois mandatários.  O comando foi, por diversas vezes, oferecido aos dois que não aceitaram, optando por deixar Agripino no cargo como forma de “agracià-lo.”.

O vínculo do ex-senador com ACM Neto nunca foi suficiente para mantê-lo liderando o União Brasil. Siglas partidárias, sobretudo depois da supressão de legendas de alugueis e da cláusula de barreira, deixaram de ser “casa de repouso” de ex-políticos. Vale quem tem mandato!

Nas eleições de 2024, o ex-senador tentou a todo custo demover Paulinho Freire da idéia de disputar a Prefeitura de Natal. Tentava costurar uma aliança com o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, líder absoluto nas pesquisas e por consequencia, o caminho mais fácil para uma hipotética vitória.

Paulinho não engoliu a idéia, foi em busca de apoio, costurou alianças, foi abraçado pela Câmara Municipal, colocou Styvenson, Álvaro e Rogério nas ruas e venceu o pleito.

Onde estava Agripino ?

O líder da legenda que tinha um nome disputando a Prefeitura de Natal e que quase não apareceu na campanha da capital, estava em Mossóro. Empresário com vários negócios na cidade, o ex-senador estava na capital do Oeste trabalhando pela reeleição de Alysson Bezerra, que 1 ano antes do pleito já liderava com folga e não precisava de Agripino para influenciar no resultado.

O União Brasil concluiu o pleito de 2024 em Natal com o Prefeito eleito e saiu de zero para cinco cadeiras na Câmara de Natal.

Resultados eleitorais são construídos com números, estratégias, credibilidade, diálogo e correção mútua. 

Sobre as tratativas para as eleições de 2026, onde Agripino Maia já anunciou que não vai liberar nenhum mandatário para deixar o União Brasil, falaremos mais à frente.

Os Coroneis já foram abolidos da política Potiguar há tempos. A política mudou e não estamos mais no tempo de imposições.

Por Igor Costa. 

Congresso quer avançar com propostas que disciplinam conduta de ministros do STF

 

Ganha força no Congresso as movimentações para andar com propostas que disciplinam a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O fator propulsor é a estranhíssima ligação de magistrados e familiares com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e figura central no que se desenha ser a maior fraude bancária da história do País, como disse o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Na esquerda, a proposta é andar com o projeto que cria o código de conduta para ministros do STF.

Pressão meia-boca 

A oposição considera o “código de conduta”, proposto pelo Psol, pano de fundo para ajudar na criação de um código próprio, gestado no STF.

Só o começo 

A ofensiva ainda quer avançar com textos como os que ampliam e hipóteses de crimes de responsabilidade e suspeição de ministros.

Engavetador 

Já para o primeiro semestre, a pressão deve ser em cima do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), para criar a CPI do Banco Master.

Água no chopp 

Motta não tem dado sinais de urgência para andar com a CPI, solta desculpas como pedidos mais antigos que estão represados na Câmara.

Claudio Humberto

Ezequiel vai declarar apoio a Rogério Marinho

 

O presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira, vai de Rogério Marinho na disputa pelo Governo do RN em 2026. A informação será confirmada nas próximas semanas. 

Filiado ao PSDB, do senador Styvenson Valentim, Ezequiel deve seguir no partido, assumindo um espaço no grupo de oposição ao Governo do RN. Inclusive, deve ir para o evento do PL na próxima semana, que marcará o lançamento da pré-candidatura de Rogério.  

Esse é um grande baque para a gestão Fátima Bezerra. O RN só não está pior porque Ezequiel comandou a Assembleia de uma forma que ajudou a amenizar a crise provocada pelo PT. 

Lembrando que só Ezequiel fala por Ezequiel. 

Blog do Gustavo Negreiros. 

A incoerência política do deputado Kleber Rodrigues

 

O deputado estadual Kleber Rodrigues resolveu transformar o cenário político do Rio Grande do Norte em um verdadeiro exercício de contorcionismo. Em vez de escolher um campo claro, optou por ocupar todos ao mesmo tempo — ainda que sejam incompatíveis entre si.

Enquanto sinaliza apoio à candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, adversário declarado do governo estadual, Kleber continua confortavelmente instalado na base da governadora Fátima Bezerra. A contradição não é pequena: Allyson constrói seu discurso atacando a gestão petista, justamente a administração que abriga o deputado.

O enredo se complica ainda mais quando se observa o mapa de alianças para o Senado. Kleber acena para Zenaide Maia em uma vaga e, sem qualquer constrangimento, promete apoio à própria Fátima Bezerra na outra. Na prática, tenta agradar a todos. Governista quando convém, oposicionista quando rende palco, aliado apenas enquanto for útil.

Do lado do governo, a tendência é tolerar o paradoxo. O cálculo eleitoral fala mais alto do que a contradição política. Afinal, em tempos de disputa dura, votos pesam mais do que fidelidade.

O caso de Kleber Rodrigues é apenas mais um retrato de uma política cada vez mais pragmática, onde a ideologia virou detalhe e a conveniência passou a ser regra. No Rio Grande do Norte, o jogo deixou de ser sobre lado — é apenas sobre sobrevivência.

 

Fátima se cala, direita assume controle total da narrativa e isola o PT

 

O ano começou com intensidade no noticiário político com os líderes do Rio Grande do Norte se reposicionando para as eleições de outubro.

O ponto central é a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) em não assumir o Governo quando a governadora Fátima Bezerra (PT) renunciar ao cargo para disputar o Senado.

A decisão de Walter de focar em uma vaga na Assembleia Legislativa, deu um xeque-mate na governadora.

Agora ela está entre entregar a máquina estadual provavelmente a um nome da oposição que seria eleito de forma indireta na Assembleia Legislativa ou abrir mão de disputar o cargo.

A peça do xadrez está na mão de Fátima que prefere seguir em silêncio.

O silêncio está entregando uma fatura amarga para a petista porque a oposição está controlando a narrativa sem contraponto dos políticos da base governista.

Para piorar o cenário, os movimentos políticos criam uma situação de isolamento do PT com Walter se acertando com o líder nas pesquisas para o Governo, o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), e o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira (PSDB) em processo de aproximação com o senador Rogério Marinho (PL), que está em segundo lugar nas pesquisas.

A inércia de Fátima vai custar caro.

Blog do Barreto.

 

Corre, Natália, corre… vem ajudar Fátima!

 

Fátima Bezerra não pode reclamar da falta de opções para compor a chapa na disputa pelo Senado. Opções existem. O problema é a qualidade eleitoral delas. Entre aliados da federação e afins, já surgiram três nomes: Rivaldo Fernandes (PV), Antenor Roberto (PCdoB) e Jean Paul Prates (PDT). O PSOL até corre por fora, mas talvez por prudência ainda não indicou ninguém.

Olhando friamente para esse cardápio, a constatação é dura: somando os votos de todos, não enche um ônibus — e olhe lá se for micro-ônibus. São nomes conhecidos nos bastidores, respeitados em círculos políticos, mas absolutamente frágeis do ponto de vista eleitoral. Ruins de voto, simples assim.

Rivaldo não tem densidade popular. Antenor nunca conseguiu transformar visibilidade institucional em capital eleitoral. Jean Paul já mostrou que voto majoritário não é exatamente o seu habitat natural. Nenhum deles acrescenta musculatura real a uma candidatura que já enfrenta desgaste de governo, rejeição acumulada e fadiga política.

Se Fátima quisesse, de fato, melhorar o cenário, só haveria um nome capaz de mudar minimamente o jogo: Natália Bonavides. Jovem, competitiva, com base eleitoral sólida e capacidade de transferência de votos. Fora isso, o resto é conversa para animar reunião de partido, não para ganhar eleição.

No mais, é tapeação interna. E eleição não se vence com boas intenções nem com nomes simbólicos. Se vencer fosse fácil assim, não precisava nem sair de casa.

 Robinson Pires

Prefeitura de Olho D’Água do Borges esclarece informações maldosas sobre obra da Escola Municipal Antônio Carlos de Paiva

 

A Prefeitura de Olho D’Água do Borges divulgou nota para esclarecer informações maldosas e desprovida de fundamentação que vêm circulando nas mídias sobre a obra da Escola Municipal Antônio Carlos de Paiva. Segundo o município, o conteúdo divulgado apresenta distorções quanto à situação da obra e ao uso de recursos públicos.

De acordo com a administração municipal, é correta a informação sobre a destinação de uma emenda parlamentar do senador Styvenson Valentim, no valor de R$ 700 mil, destinada à conclusão da unidade escolar. No entanto, a Prefeitura ressalta que o recurso não foi executado e não é suficiente, isoladamente, para a finalização imediata da obra.

O valor, conforme informado, foi creditado na conta do município apenas no final de outubro de 2025 e permanece sem utilização. Os recursos estão vinculados à complementação necessária para a convalidação do Convênio nº 19.756/2014, firmado entre o município e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que trata da conclusão da escola.

Ainda segundo a nota, quando a atual gestão assumiu a administração, o convênio estava vencido e a obra paralisada a oito anos, classificada como inacabada. Para viabilizar a reconvalidação junto ao Ministério da Educação e evitar a perda dos recursos federais, o município utilizou recursos próprios para atender exigências técnicas, como reforços estruturais e recuperação de serviços comprometidos pelo abandono prolongado.

Após a regularização do convênio, foi aberto o Procedimento Licitatório nº 0703003/2025, na modalidade de concorrência eletrônica. O certame, porém, foi anulado após a identificação de indícios de irregularidades como: "vínculos familiares entre responsáveis técnicos e procuradores de licitantes, atuação de um mesmo profissional em mais de uma empresa concorrente e compartilhamento de endereço físico entre licitantes, configurando fortes indícios de conluio e fraude à competitividade.

Em seguida já foi publicado um novo processo licitatório, com sessão marcada para o dia 22 /01/2026. ( Veja abaixo a decisão que anulou o certame e suas irregularidades).


Diante dos fatos apresentados, não é razoável atribuir à atual gestão a responsabilidade por uma obra que ficou paralisada por oito anos, nem cobrar resultados imediatos diante da complexidade técnica e administrativa herdada.

A cobrança e o direito à fiscalização são legítimos e necessários, porém não podem ser exercidos de forma leviana, seletiva ou distorcida. Quando agentes públicos e meios de comunicação optam por ignorar fatos, descontextualizar informações ou explorar problemas herdados para fins de autopromoção política ou pessoal, deixam de cumprir seu papel fiscalizador e passam a alimentar o oportunismo político e a desinformação.

Por fim, a Prefeitura reafirma o seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos, destacando que trabalha para concluir a obra e entregar a escola em pleno funcionamento à população de Olho D’Água do Borges.

Veja a nota de esclarecimento aqui.

Mandato tampão: uma faca de dois gumes para situação e oposição no RN

 

A possível eleição para um mandato tampão no Rio Grande do Norte é uma típica faca de dois gumes. O jogo é rápido, o tempo é curto, mas o impacto político pode ser enorme — tanto para o PT quanto para a oposição.

Para o PT, vencer significaria manter o controle da máquina, ganhar visibilidade e usar o mandato como vitrine administrativa, mesmo que por pouco tempo. Também ajudaria a reorganizar o partido e reduzir disputas internas.

O problema é o outro lado da moeda: assumir um governo curto em meio a crise política e administrativa pode acelerar o desgaste. E uma derrota em eleição suplementar seria um recado duro das urnas, com forte peso simbólico.

Já para a oposição, o mandato tampão surge como uma chance rara de chegar ao poder sem passar por uma eleição completa. Uma vitória quebraria a hegemonia petista, serviria para expor os erros da gestão petista e ajudaria a fortalecer o grupo para a eleição de outubro.

Mas o risco é alto: pouco tempo para entregar resultados, problemas estruturais difíceis de resolver e a possibilidade de frustração do eleitorado. Sem falar nos embates jurídicos que costumam cercar esse tipo de eleição e podem virar armadilha política.

Resumo: quem vencer assume um governo curto, pressionado e sob holofotes. Quem perder, ganha discurso. No fim, o mandato tampão pode decidir não apenas o presente, mas o rumo da próxima eleição no RN.

De combatente a aliado: Allyson vai engolir o próprio discurso contra oligarquias Maia e Alves?

 

Em 2020, o então deputado estadual Allyson Bezerra construiu sua candidatura à Prefeitura de Mossoró vestindo a fantasia do “menino pobre” e um discurso agressivo contra as oligarquias Maia, Alves e Rosado, apontadas por ele como responsáveis históricas pelo atraso do Rio Grande do Norte. Era o discurso fácil do “nós contra eles”, que rendeu votos, aplausos e capital político.

Passados poucos anos, o roteiro mudou — e mudou para pior. Hoje, já reeleito prefeito e surfando em índices de popularidade, mesmo em meio a uma crise aberta com os servidores municipais, Allyson caminha tranquilamente para se tornar pupilo justamente das oligarquias que dizia combater. O combatente virou aliado. O discurso virou pó.

Reeleito prefeito de Mossoró pelo União Brasil, partido comandado no RN por José Agripino Maia, Allyson ainda articula um acordo com o MDB dos Alves, que estaria pronto para desembarcar em seu palanque no pleito de outubro. A pergunta que fica é simples e incômoda: onde vai parar o discurso contra as oligarquias? O eleitor vai fingir que não ouviu nada em 2020?

O que se vê é a velha metamorfose da política de conveniência: o discurso muda conforme o interesse, e o combate de ontem vira a aliança de hoje. As famílias Maia e Alves podem até estar enfraquecidas, mas ainda detêm capital político e acesso a um generoso fundo partidário do União Brasil e do MDB — uma estrutura de poder sob a qual Allyson parece cada vez mais confortável.

Assim como evaporou a imagem de defensor dos servidores, tão alardeada no início da carreira, também se dissolve a pose de opositor das oligarquias. Mais um capítulo do velho enredo da política potiguar, onde princípios têm prazo de validade e coerência é artigo raro. 

A política, como a vida, são feitas de escolhas. Allyson fez a dele. Não é o primeiro, nem será o último, a combater oligarquias no gogó e a se abraçar com elas na primeira esquina do poder. O problema é achar que o povo não percebe. E morreu Maria Preá!

Ezequiel não deve respaldar Waltinho na decisão de aliança com Allyson

 

O deputado Ezequiel Ferreira tem manifestado ao vice-governador Walter Alves que não deve se associar na aliança que o MDB pretende firmar com o pré-candidato a governador Allyson Bezerra. Diante desse cenário, também não deve se filiar ao MDB em março próximo, durante a abertura da janela partidária.

Não se trata de um rompimento pessoal ou de amizade, mas da adoção de caminhos políticos distintos nesse momento. Walter, por sua vez, postergou para o final do mês o anúncio final da aliança com Allyson na expectativa de convencer Ezequiel a seguir com ele. No entanto, essa possibilidade é considerada bastante remota.

Ezequiel está atualmente filiado ao PSDB, partido que, no início do ano passado, passou para o controle do senador Styvenson Valentim. Desde então, o presidente da Assembleia Legislativa aguardava apenas a abertura da janela para promover a mudança partidária. O acordo inicial previa sua ida para o MDB, onde assumiria a presidência da legenda e conduziria a articulação das nominatas estadual e federal, enquanto Walter ocuparia a cadeira de governador. Esse cenário, contudo, foi completamente alterado.

Pelo que consegui apurar, Ezequiel ainda não definiu a qual partido irá se filiar. Ele segue dialogando com outras lideranças e pretende tomar uma decisão somente após o carnaval.

O deputado também não esconde que mantém conversas com o senador Rogério Marinho. Nesse contexto, existe a possibilidade de ele permanecer no PSDB e integrar uma aliança de perfil liberal, mas para isso é vial que Rogério seja de fato o candidato a governador.

O que se sabe é que Ezequiel não tem afinidade com o bolsonarismo, razão pela qual não estaria sendo visto com bons olhos pelo segmento do PL mais alinhado à extrema direita.

De certa forma, Ezequiel se sentiu excluído nos rumos adotados por Waltinho, que acabaram implodindo não apenas os planos do PT, mas também interferindo em todo o planejamento político que o presidente da Assembleia vinha conduzindo.

Segundo minhas fontes, Ezequiel avalia que seguir Walter nesse projeto de centro o deixaria sem comando político e excessivamente dependente de outras lideranças. O que é certo, neste momento, é que, a decisão de hoje, é que ele não acompanhará Walter e intensifica as conversas em busca de uma definição clara de rumo.

Neto Queiroz

 

Álvaro só decide após ouvir aliados sobre assumir o Governo do RN

 

Para se definir sobre a possibilidade de assumir o Governo do Rio Grande do Norte na vaga que será deixada pela governadora Fátima Bezerra e pelo vice Walter Alves, Álvaro Dias deixa claro que não dará um passo sem antes ouvir seus principais aliados políticos.

Mesmo se declarando preparado para o desafio, o ex-prefeito de Natal tem adotado uma postura cautelosa diante da hipótese de uma eleição indireta. Em férias com a família no exterior, Álvaro ressaltou que qualquer decisão passará, obrigatoriamente, pelo diálogo com as lideranças que integram o seu campo político.

“Para tomar essa decisão eu preciso conversar com Rogério, Styvenson e Paulinho”, afirmou Álvaro, citando o senador Rogério Marinho (PL), o senador Styvenson Valentim (PSDB) e o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil).

A postura reforça o perfil de Álvaro como líder que valoriza alianças, companheirismo político e construção coletiva, evitando movimentos isolados. Nos bastidores, cresce a avaliação de que, caso avance, sua decisão será fruto de consenso e não de aventura pessoal.

Robinson Pires

 

 
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