Olho D'água do Borges/RN -

A sinuca de bico de Fátima: disputar o Senado ou permanecer no Governo até o fim

 

A governadora Fátima Bezerra vive um dos momentos mais delicados de sua trajetória política. À medida que o calendário eleitoral avança, cresce a pressão interna e externa sobre sua decisão: renunciar ao Governo do Rio Grande do Norte para disputar uma vaga no Senado ou permanecer no cargo até o último dia do mandato.

Para além da escolha pessoal, o desafio central de Fátima é político. Ela precisa convencer, sobretudo, seu eleitorado de esquerda de que será, de fato, candidata ao Senado e que não abrirá espaço para que a deputada federal Natália Bonavides (PT) ocupe esse protagonismo na chapa majoritária. Essa resistência não é pequena e reflete disputas internas cada vez mais visíveis dentro do próprio campo progressista.

Nos bastidores, cresce a percepção de que está cada vez mais difícil para Fátima deixar o comando do Estado. A razão é simples: a situação administrativa do RN é considerada frágil, com problemas estruturais, financeiros e de gestão que poderiam cair diretamente no colo de um eventual sucessor antes mesmo da eleição. Expor esse cenário às vésperas do pleito pode ser um risco alto demais, tanto para a própria governadora quanto para o grupo político que ela lidera.

Diante disso, não é coincidência que setores da esquerda já defendam abertamente que Fátima permaneça no Governo até o fim do mandato. A estratégia seria usar a máquina e o peso institucional para fortalecer os projetos eleitorais de Cadu Xavier e da própria Natália Bonavides, preservando a imagem da governadora e evitando um desgaste antecipado.

Entretanto, essa equação não é simples. Dentro da coligação, há quem não aceite abrir mão do capital eleitoral de Natália. Estima-se que a deputada possa alcançar algo em torno de 200 mil votos, um patrimônio político que muitos aliados não estão dispostos a sacrificar. Nesse contexto, o deputado Fernando Mineiro desponta como um dos principais interessados na manutenção dessa força eleitoral intacta, mesmo que isso aprofunde as tensões internas.

O fato é que Fátima está cercada por dilemas, pressões e interesses cruzados. Qualquer decisão trará custos políticos. Seja disputando o Senado e deixando um governo vulnerável, seja permanecendo no cargo e frustrando expectativas eleitorais, a governadora terá de escolher qual desgaste está disposta a enfrentar. A sinuca de bico está armada — e o tempo joga contra ela.

 

Benes Leocádio consolida protagonismo municipalista e desponta como forte nome à reeleição para a Câmara Federal

 

Reconhecido como uma das principais vozes do municipalismo no Congresso Nacional, o deputado federal Benes Leocádio consolida seu mandato e avança com firmeza rumo à reeleição à Câmara dos Deputados. Sua atuação tem sido marcada pela presença constante nos municípios do Rio Grande do Norte e pelo diálogo permanente com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, tornando-se um elo direto entre as necessidades locais e Brasília.

Ao longo do mandato, Benes destinou recursos significativos para dezenas de cidades potiguares, viabilizando investimentos estratégicos em áreas essenciais como saúde, infraestrutura, educação e assistência social. Esses aportes contribuíram diretamente para melhorar a qualidade de vida da população e fortalecer a capacidade administrativa dos municípios.

Em Brasília, o parlamentar se destaca pela defesa intransigente do fortalecimento dos municípios, participando ativamente de debates estruturantes e apoiando pautas que ampliam a autonomia administrativa e financeira das prefeituras. Sua postura equilibrada, aliada à habilidade de articulação política, lhe garante respeito entre colegas de parlamento e lideranças de diferentes espectros políticos.

Com um histórico consistente de resultados, forte capilaridade política e conexão permanente com as bases, Benes Leocádio chega ao novo ciclo eleitoral em um ambiente amplamente favorável. O deputado reafirma, assim, seu compromisso de seguir sendo a voz firme e atuante dos municípios potiguares no Congresso Nacional.

 

Justiça condena município de Mossoró após revelar irregularidades na contratação de empresas terceirizadas

 

Após o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) ajuizar uma Ação Civil Pública, a 1ª Vara do Trabalho de Mossoró condenou o município local por falhas sistemáticas e históricas na fiscalização de seus contratos de prestação de serviços.

A decisão reconheceu que a omissão do poder público resultou em graves violações aos direitos dos trabalhadores terceirizados, incluindo atrasos salariais recorrentes, ausência de depósitos de FGTS e até indícios de ingerência político-partidária nas contratações.

Condenações e Obrigações

A sentença determinou a adoção de medidas que visam uma mudança estrutural da gestão pública. Assim, o Município de Mossoró deve implementar, em até 180 dias, um programa de integridade e práticas de acordo com as leis, com canais de denúncia e monitoramento de riscos. Também deverá atualizar o manual de fiscalização de contratos; adotar medidas para evitar conflitos de interesse e impedir indicações políticas nas terceirizações; e cobrar das empresas os valores que a Prefeitura pagou nos últimos 5 anos por condenações ligadas a irregularidades.

Além disso, o Município foi condenado a pagar uma indenização por dano moral coletivo, no valor de R$ 50 mil, a ser revertido em benefício de projetos sociais locais.

Posicionamento Institucional

O Procurador do Trabalho Afonso de Paula Pinheiro Rocha, responsável pelo caso, ressalta que a sentença serve de alerta para todos os municípios potiguares sobre a importância de profissionalizar a gestão de contratos:

“O MPT atua na promoção da melhoria das rotinas de fiscalização contratual dos entes públicos, pois é a melhor maneira de prevenir fraudes trabalhistas na ampla rede de contratos que o poder público firma, e tem foco no trabalho humano. O MPT continuará a atuar para que a fiscalização contratual de todos os municípios não seja algo meramente formal e protocolar”.

“Continuaremos monitorando o cumprimento da sentença e utilizando este precedente para incentivar que outras prefeituras adotem boas práticas de fiscalização contratual e prevenção de ilícitos trabalhistas em suas redes contratuais. O objetivo é garantir que os recursos dos municípios não sejam utilizados para pagar por condenações das empresas contratadas e, principalmente, que o trabalhador tenha seus direitos preservados e o serviço prestado à sociedade não seja prejudicado”, frisa Afonso Rocha, coordenador Nacional da Promoção da Regularidade do Trabalho na Administração Pública no MPT.

Potiguar News

 

Hospitais do RN suspendem refeições para servidores, denuncia sindicato

 

A falta de alimentação para profissionais da saúde em hospitais da rede estadual do RN voltou ao centro das denúncias do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), que aponta a paralisação da empresa terceirizada JMT e falhas no cumprimento de contratos de fornecimento de alimentos como causas da suspensão de refeições durante os plantões. Segundo o sindicato, a situação compromete as condições de trabalho dos servidores e ameaça a continuidade e a qualidade da assistência hospitalar.

De acordo com relatos encaminhados ao sindicato, profissionais da saúde estão enfrentando plantões extensos sem qualquer garantia de alimentação, situação que afeta diretamente as condições de trabalho e também coloca em risco a assistência prestada aos pacientes.

Hospitais afetados e causas apontadas

No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, um aviso interno comunicou que a interrupção das refeições ocorreu em razão do descumprimento de entregas por parte dos fornecedores. Já em outras unidades, o Sindsaúde/RN afirma que a falta de alimentação está relacionada à greve da empresa JMT, motivada por atrasos nos pagamentos.

Até o momento, segundo o sindicato, há registros de denúncias nos seguintes hospitais:

  • Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel
  • Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho
  • Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena
  • Hospital Regional Dr. Mariano Coelho
  • Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros
  • Hospital Regional Lindolfo Gomes Vidal

Problema recorrente na rede estadual

Segundo o Sindsaúde/RN, a situação não é pontual. A entidade afirma que problemas envolvendo terceirização da alimentação e gestão contratual se repetem há anos na rede estadual de saúde. Para o sindicato, o cenário revela a incapacidade do governo Fátima Bezerra (PT) de garantir contratos regularizados, fiscalização eficaz e soluções duradouras para serviços considerados essenciais.

O sindicato classifica como inaceitável que as consequências da crise na terceirização sejam transferidas aos trabalhadores da saúde, destacando que alimentação é um direito básico e condição mínima para o exercício profissional em ambientes marcados por sobrecarga, estresse e risco constante.

Cobrança por providências imediatas

Diante do quadro, o Sindsaúde/RN exige do Governo do Estado e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) medidas urgentes, como:

  • Regularização dos pagamentos às empresas terceirizadas;
  • Restabelecimento imediato do serviço de alimentação;
  • Adoção de soluções definitivas para evitar novas interrupções.

A entidade afirma que continuará monitorando os casos e denunciando irregularidades, reforçando o compromisso de atuar ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde.

Posicionamento da Sesap

Procurada pela reportagem da 98FM Natal, a Secretaria de Estado da Saúde Pública informou que a alimentação dos pacientes está totalmente assegurada. A Sesap declarou ainda que segue trabalhando para agilizar os pagamentos aos fornecedores, que teriam sido temporariamente impedidos devido ao período de fechamento do sistema financeiro estadual, situação comum no início do ano fiscal.

Portal 98FM

Caso Allyson domina o noticiário, agrava desgaste e expõe isolamento político

 

O tema dominante na mídia do Rio Grande do Norte, nas redes sociais e nos principais grupos de WhatsApp segue sendo a grave situação do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que permanece no centro do noticiário político e policial do estado.

A crise é profunda e se mantém como pauta recorrente na imprensa potiguar. Com o passar dos dias, o desgaste se intensifica e o nome do prefeito fica cada vez mais associado ao escândalo, consolidando a percepção de que sua imagem política sofreu danos severos, difíceis de reverter no curto prazo.

Em suas manifestações públicas, Allyson tem demonstrado mais preocupação em construir uma narrativa de vitimização do que em apresentar explicações objetivas ou provas consistentes de sua inocência. Em vez de enfrentar os fatos, opta por atribuir a crise a uma suposta perseguição política, desviando o foco do mérito das acusações.

Para reforçar esse discurso, recorre à rememoração de escândalos dos governos Rosalba Ciarlini e Fátima Bezerra, numa tentativa clara de relativizar a gravidade da situação atual. A estratégia, no entanto, pouco contribui para esclarecer os pontos sob investigação e soa mais como fuga do debate do que como defesa efetiva.

Como se não bastasse, na mesma semana em que foi surpreendido com a Polícia Federal à sua porta, no âmbito da Operação Mederi, Allyson passou a enfrentar um novo e relevante foco de desgaste. Veio a público uma sentença da Justiça do Trabalho que condena o Município de Mossoró por falhas sistemáticas na fiscalização de contratos terceirizados, além de apontar indícios de ingerência político-partidária.

A decisão, proferida no último dia 12 de janeiro pela 1ª Vara do Trabalho de Mossoró, em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), reconhece que a Prefeitura falhou reiteradamente no dever de fiscalização, permitindo atrasos salariais, ausência de recolhimento do FGTS e a utilização política de vagas de trabalho — um quadro grave do ponto de vista administrativo e institucional.

Ainda não é possível dimensionar com precisão o tamanho do dano provocado pela operação policial. No entanto, a eventual divulgação de diálogos envolvendo pagamento de propina tem potencial para ampliar de forma significativa o impacto negativo, aprofundando ainda mais a crise e o desgaste político.

De figura que ditava o ritmo do debate público e atuava como franco atirador no cenário estadual, Allyson Bezerra passou rapidamente à defensiva, obrigado a se explicar diariamente. O isolamento político é evidente. O apoio dos aliados se limitou a uma nota de solidariedade fria, sem peso político e, sintomaticamente, sem a assinatura dos presidentes partidários. Fora isso, o silêncio foi absoluto.

No momento mais delicado de sua trajetória política, Allyson ficou só.

O coelho de José Agripino

 

Já circula um papo em Natal, em alguns setores da política, de que o senador José Agripino Maia estaria repensando a rota do União Brasil para as eleições de 2026. A conversa de bastidor ganhou força com os desdobramentos da Polícia Federal envolvendo o ex-pobrezinho de Mossoró e pré-candidato a governador, Allyson Bezerra.

Em conversas reservadas, dizem que Agripino já não bate o martelo sobre a candidatura de Allyson e admite que o cenário dependerá diretamente do impacto político e jurídico das investigações. No entanto, o senador faz questão de assegurar que, mesmo havendo impedimento de Allyson, o União Brasil não ficará fora da disputa e terá candidato próprio ao Governo do Estado.

A dúvida que continua alimentando o papo é outra: quem seria o coelho na cartola de José Agripino caso Allyson não tenha condições de concorrer? Até agora, nenhum nome foi apresentado de forma clara, o que mantém o ambiente de incerteza dentro do partido.

O fato é que o tabuleiro de 2026 segue em aberto. A cartola existe, mas, por enquanto, ninguém sabe qual.

Robinson Pires

 

O TIRO SAIU PELA CULATRA: Cobrança seletiva da vereadora Jessica Queiroga expõe dívida deixada pela administração de sua avó

 

Em Olho D’Água do Borges, a política voltou a provar uma velha máxima: "quem tem telhado de vidro não deve atirar pedra no do vizinho". Ao tentar criar um fato político contra a atual administração, a vereadora Jéssica Leite Queiroga Sales (PP), acabou protagonizando um verdadeiro autogol, expondo uma dívida deixada pela gestão de sua avó, a ex-prefeita Maria Helena Leite de Queiroga — e, ainda mais grave, sua própria e conveniente omissão como fiscal do povo.

No exercício legítimo — porém seletivo — de vereadora, Jéssica encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Educação cobrando explicações sobre um suposto atraso no pagamento do Programa de Auxílio Financeiro Estudantil (PAFE). A resposta, no entanto, foi tudo, menos o que a vereadora esperava. Veio técnica, documentada e devastadora do ponto de vista político.

Em ofício claro e contundente, (veja abaixo), a Secretaria esclareceu que o único pagamento pendente sob responsabilidade da atual gestão dizia respeito ao mês de dezembro de 2025, atraso justificado por procedimentos normais de encerramento do exercício financeiro, necessários para garantir a lisura das contas públicas. O pagamento, inclusive, já tinha data marcada: 30 de janeiro. Caso encerrado? Longe disso.

Foi exatamente aí que o tiro saiu pela culatra.

Para responder “de forma fidedigna” ao questionamento da vereadora, a Secretaria realizou uma auditoria interna e trouxe à tona um verdadeiro esqueleto no armário: um calote sistemático contra estudantes deixado pela gestão anterior — justamente a da ex-prefeita Maria Helena Leite de Queiroga, sua avó.

Os fatos revelados no documento oficial são graves e constrangedores:

  • Em 2023, os meses de agosto e outubro sequer foram processados. Não houve pagamento. O mês de setembro, embora processado, foi deixado sem lastro financeiro, configurando um aparente descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • Em 2024, o abandono foi ainda mais explícito. Os meses de outubro, novembro e dezembro foram simplesmente ignorados. Nenhum procedimento administrativo foi aberto para pagamento — curiosamente, logo após o resultado do processo eleitoral.

E como se não bastasse, o próprio ofício faz questão de registrar que toda essa desorganização administrativa e financeira ocorreu durante a gestão da avó da nobre vereadora.

A pergunta que ecoa pelas ruas da cidade é inevitável: onde estava a fiscalização rigorosa da vereadora Jéssica Leite quando estudantes ficaram meses sem receber? Por que o silêncio absoluto em 2023 e 2024? A preocupação da vereadora com os estudantes só existe quando o prefeito é adversário político?

Fiscalizar é dever do vereador. Cobrar é obrigação. Mas tentar fabricar uma crise a partir de um atraso pontual, técnico e justificado, enquanto se fecha os olhos para um prejuízo muito maior para os estudantes, deixado pela própria família, isso expõe não zelo, mas oportunismo político.

A atual gestão não apenas respondeu com fatos e transparência, como também abriu a caixa-preta de uma dívida que estava convenientemente abafada pela omissão da vereadora. E para fechar com chave de ouro, o ofício ainda convida a vereadora ou qualquer interessado, a consultar toda a documentação comprobatória do calote — um gesto que a coloca em clara sinuca de bico.

O episódio já entra para a história política de Olho d’Água do Borges como o dia em que uma tentativa de ataque virou autogol. Um lembrete claro de que, para cobrar, é preciso ter moral. E, acima de tudo, memória boa.

Veja o oficio abaixo:







 

Allyson apressa o passo, confirma pré-candidatura ao Governo e avalia renúncia à Prefeitura antes de abril

 

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (28) ao programa Meio-Dia RN com BG, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, finalmente tirou do papel aquilo que vinha sendo tratado apenas nos bastidores: confirmou a pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte e admitiu, ainda que de forma cautelosa, a possibilidade de deixar o comando da Prefeitura antes do prazo legal de desincompatibilização, em abril.

Chamou atenção o esforço do prefeito em minimizar o impacto da operação da Polícia Federal que o colocou no centro do noticiário nacional. Segundo Allyson, o cumprimento de mandados de busca e apreensão não altera em absolutamente nada o seu planejamento político. Um discurso que tenta transmitir normalidade, mas que contrasta com a realidade dos fatos.

Até poucos dias atrás, o assunto renúncia era tabu. Sempre que provocado, Allyson desviava, contemporizava ou simplesmente empurrava o tema para frente, numa clara tentativa de ganhar tempo e preservar todas as alternativas possíveis. Agora, subitamente, o tom mudou. O que antes era silêncio estratégico virou “avaliação”.

A coincidência de datas não passa despercebida. Após a exposição negativa, o desgaste público e a pressão crescente nos bastidores, o projeto eleitoral parece ter sido colocado no modo acelerado. O vaqueiro de Mossoró, que antes conduzia o discurso no passo lento da conveniência, agora ensaia corrida contra o relógio.

Nos corredores da política, a leitura é clara: a crise antecipou decisões que seriam tomadas com muito mais cautela. O que parecia planejamento virou reação. Resta saber se a mudança de ritmo será suficiente para conter os efeitos de um episódio que ainda está longe de seu desfecho e que, inevitavelmente, seguirá cobrando seu preço político.

Assista o vídeo aqui.

Mossoroenses apoiam PF: “Apenas a ponta do iceberg; é só o começo” e Vereadores protocolam pedido de CEI da “Matemática de Mossoró”

 

A Operação Mederi, deflagrada nessa terça-feira (27) pela Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios e que teve como alvo principal o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), causou alvoroço na cidade e despertou reações, muitas sem demonstrar qualquer surpresa com o suposto envolvimento do chefe do Executivo Municipal com corrupção. Para diversos mossoroenses, a PF pode achar mais casos de corrupção na gestão do prefeito que intitulou de “pobrezinho”.

“Apenas a ponta do iceberg. É muito mais do que Mossoró imagina. Arrocha PF.”, comentou Rudney Pinto. “É muita irregularidade, isso é só o começo!.”, escreveu Valeria Alencar. , “Se investigar mais vai achar um poço sem fundo”, afirmou Claudenice Pinheiro.

Adriano Pereira relatou uma desconfiança anterior com o prefeito. “Eu nunca confiei nesse Alisson Bezerra.”, declarou. Francinete Maia defendeu o afastamento de Allyson “pra facilitar as investigações”.

Teve também eleitor do prefeito decepcionado. David Alves disse que votou em Allyson duas vezes e classificou o possível recebimento de propina pelo prefeito como “ganância”. “A bíblia já fala sobre isso. É a raiz da amargura, depois que penetra o coração, já era.”, acrescentou. Sidney Gomes questionou a religiosidade do prefeito. “Ainda se diz evangélico o nosso belo prefeito.”, publicou.

Para muitos mossoronses, “a casa caiu” para Allyson. A ação da PF gerou até questionamentos obre a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). “Espero que a PF chegue até as centenas de denúncias arquivadas pela MPRN.”, comentou Gracielle Costa.

Enquanto os mossoroenses sem ligação com o Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, apoiaram e cobraram a ampliação das investigações, ocupantes de cargos na gestão foram ao perfil do prefeito nas redes sociais para questionar a atuação da PF e atestar a honestidade de Allyson.

Vereadores protocolam pedido de CEI da “Matemática de Mossoró” para investigar Allyson

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Mossoró protocolou, nesta quarta-feira (28), pedido de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o suposto pagamento de propina ao prefeito Allyson Bezerra revelado pela Operação Mederi.

Em coletiva de imprensa concedida na Câmara, os vereadores Cabo Deyvison, Marleide Cunha, Pluvial Oliveira, Jailson Nogueira e Wiginis do Gás cobraram a participação dos demais parlamentares para se comprometerem com a investigação no legislativo.

A CEI foi batizada de “Matemática de Mossoró” em alusão a trechos de diálogos revelados pela PF em que empresários discutem a divisão de propina entre eles, Allyson e uma mulher não identificada. Segundo a PF, o prefeito ficaria com R$ 60 mil, (15%) de uma ordem de entrega de material no valor de R$ 400 mil.

Além da CEI, a oposição vai pedir a convocação de uma sessão extraordinária para debater a operação e também vai acionar o Ministério Público.

Diário do RN 

Com coerência e muito trabalho, Nelter Queiroz se firma entre os parlamentares mais atuantes do RN

 

Com sólida atuação nas bases e presença ativa na Assembleia Legislativa, Nelter Queiroz consolida-se como uma das vozes mais experientes e coerentes do parlamento potiguar.

Defensor firme das pautas que impactam diretamente a vida da população, o deputado alia conhecimento político, sensibilidade social e compromisso com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Seu mandato é marcado pelo diálogo permanente com os municípios, pela fiscalização responsável e pelo posicionamento firme diante dos desafios do Estado, sempre em sintonia com as demandas reais do povo potiguar.

Trata-se de uma atuação consistente, construída com trabalho, credibilidade e respeito, que reforça seu papel como liderança política de referência no RN.

José Agripino não é bobo

 

Enquanto partidos como União Brasil, MDB, PSD e Progressistas divulgaram uma nota conjunta em apoio ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), o gesto foi visto nos bastidores mais como retórica política do que como uma defesa firme e personalizada. O texto, assinado pelas legendas, não trouxe posicionamentos individuais nem assumiu um tom mais contundente diante da crise enfrentada pelo gestor mossoroense.

O que mais chamou atenção, no entanto, foi o silêncio do ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil e principal padrinho político de Allyson na pré-corrida ao Governo do Rio Grande do Norte. Até o momento, Agripino não fez uma única declaração pública em defesa do afilhado político, limitando-se, segundo aliados, a apenas respaldar institucionalmente a nota partidária.

Robinson Pires

 

Primeira lista oficial de espécies ameaçadas de extinção no RN é instituída pelo Idema; confira

 

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) instituiu, pela primeira vez, a Lista Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Estado, por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta quarta-feira (28). A iniciativa representa um marco para a conservação da biodiversidade potiguar e fortalece as ações de gestão ambiental no território estadual.

A lista reúne 172 espécies da fauna silvestre nativa, residentes ou migratórias, que ocorrem naturalmente no Rio Grande do Norte, abrangendo ambientes terrestres, aquáticos continentais, costeiros e marinhos, incluindo o mar territorial e a zona costeira adjacente, respeitadas as competências legais dos demais entes federativos.

Para a elaboração do documento, o Idema contou com atuação de diversos pesquisadores da UFRN, UERN, UFERSA, entre outras instituições, que avaliaram, com base em dados científicos disponíveis, diferentes grupos da fauna silvestre, como insetos (libélulas e borboletas), peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos, crustáceos, anfíbios, répteis, incluindo tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos. A análise considerou critérios científicos reconhecidos, levando em conta a distribuição geográfica das espécies, o estado de conservação, as ameaças existentes e a disponibilidade de informações técnicas específicas para o estado.

Entre as espécies emblemáticas que ajudam a comunicar a importância da conservação da biodiversidade potiguar, destacam-se, no ambiente costeiro e marinho, o peixe-serra ( Pristis pectinata ), o tubarão-martelo ( Sphyrna lewini ), o mero ( Epinephelus itajara ), a tartaruga-de-couro ( Dermochelys coriacea ) e o peixe-boi-marinho ( Trichechus manatus ), todas classificadas como Criticamente em Perigo. Já na fauna terrestre e continental, figuram espécies como a ararajuba ( Primolius maracana ), o gavião-de-pescoço-curto ( Leptodon forbesi ), a jacucaca ( Penelope jacucaca ), a ema ( Rhea americana ) e a perereca-da-caatinga ( Pseudopaludicola jaredi ), que evidenciam a diversidade de ambientes e a urgência das ações de proteção.

Veja materia completa aqui.

Felicitações hoje, ao prefeito Antonimar Amorim pelo seu aniversário

Nesta quarta-feira (28), registramos nossas felicitações ao prefeito do município de Olho D’água do Borges, Antonimar Amorim pela passagem do seu aniversário.

Desejamos força, sabedoria e coragem para superar os desafios do caminho. Que continue administrando e cuidando de nossa cidade com responsabilidade, respeito às pessoas e compromisso com o bem comum, sempre guiado pela humildade, pela ética e pelo espírito humano de servir.

Que Deus o ilumine e conceda discernimento para governar e renove diariamente sua disposição para trabalhar em prol da nossa terra e da nossa gente.

Que hoje e sempre não lhe faltem saúde, paz e amor.

Feliz aniversário, Prefeito!

REPERCUSSÃO POLÍTICA: Os efeitos imediatos da Operação Mederi no projeto eleitoral de Allyson

 

Após realizar a análise jurídica da situação que envolve o prefeito Allyson Bezerra, é necessário avançar também para uma leitura política do caso, a fim de compreender seus desdobramentos. Se, no campo jurídico, o momento exige prudência e o processo tende a se alongar no tempo, na esfera política as consequências são imediatas.

Isso ocorre porque a operação se dá às vésperas de um processo eleitoral relevante. Teremos eleições em outubro, e o eleitor costuma ser muito mais influenciado pelos holofotes midiáticos do presente do que por uma eventual sentença judicial futura.

É inegável que os efeitos eleitorais de uma operação de busca e apreensão na residência de um prefeito de uma cidade importante, que lidera as pesquisas para o Governo do Estado, produzem danos que podem ser irreversíveis. A visibilidade foi fora do padrão: toda a imprensa estadual e nacional repercutiu o fato.

Tenho convicção de que o primeiro efeito político imediato é a mudança nos planos de Allyson Bezerra. Eventos que estavam sendo programados — como o anúncio oficial da pré-candidatura e uma eventual renúncia antecipada ao mandato de prefeito — tendem a ser suspensos. A busca e apreensão muda completamente o cenário.

Neste momento, o prefeito não pode se afastar do cargo. Ele precisa de tempo para organizar sua defesa, e a permanência à frente da Prefeitura de Mossoró pode lhe oferecer melhores condições políticas e institucionais para isso. Afastar-se agora seria como um comandante abandonar a embarcação em meio à tempestade. Da mesma forma, não há ambiente político para celebrar o anúncio de uma candidatura; esse movimento, inevitavelmente, precisará ser adiado.

Isso, no entanto, não significa desistência. Pelo contrário: Allyson Bezerra tende a manter sua candidatura, até mesmo como forma de defesa política. Abandonar o projeto neste momento poderia ser interpretado, por parte do eleitorado, como um reconhecimento tácito de culpa.

Outro movimento que precisará ser refeito é a articulação com os aliados políticos. O ambiente, neste momento, é de perplexidade e silêncio. Os parceiros aguardam os próximos desdobramentos antes de qualquer manifestação mais firme. Será necessária uma nova rodada de conversas com todas as forças aliadas, incluindo o MDB, liderado no Estado por Walter Alves, que agora demonstra cautela diante dos riscos políticos envolvidos.

Chama atenção, inclusive, a ausência de manifestações públicas de solidariedade ao prefeito. Nem mesmo o seu partido, o União Brasil, foi enfático em sua defesa até o momento. Os aliados optaram pelo silêncio, evitando notas públicas de apoio. Ainda que essas manifestações possam surgir nas próximas horas ou dias, o silêncio inicial foi eloquente.

A repercussão política negativa foi imediata e intensa, espalhando-se como um rastilho de pólvora. O caso dominou o noticiário local e alcançou projeção nacional, causando um desgaste expressivo na imagem do prefeito. Diante disso, Allyson Bezerra terá pela frente uma tarefa hercúlea: conter os danos, reorganizar sua estratégia política e tentar recuperar o terreno significativo que foi perdido em poucas horas.

 Neto Queiroz

 
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