Servidores da saúde do Rio Grande do Norte aprovaram uma
paralisação de 24 horas no dia 5 de maio após o impasse nas negociações com o
Governo do Estado sobre o pagamento da recomposição salarial de 4,26%, prevista
para abril de 2026.
A decisão foi tomada em assembleia da categoria após mobilização realizada
nesta terça-feira (28), em frente à Governadoria, que reuniu trabalhadores da
saúde, da segurança pública e de outros setores da administração estadual.
Os servidores cobram o cumprimento do acordo firmado em 2024, previsto na
política remuneratória da Lei 778/2025. Em reunião com representantes do
governo, a Secretaria de Administração do Rio Grande do Norte informou que a
recomposição não foi paga em abril por insuficiência de arrecadação, com previsão
de implantação em maio.
O governo também informou que avalia, junto à Procuradoria-Geral do
Estado, a forma de pagamento dos valores retroativos referentes a abril. Uma
nova reunião entre o Executivo e entidades sindicais está marcada para o mesmo
dia da paralisação.
De acordo com o Sindsaúde/RN, a categoria também cobra a definição de um
calendário de pagamento dos valores atrasados e o cumprimento integral do
acordo firmado.
Técnicos de enfermagem do Samu
Metropolitano
Além da paralisação da saúde, técnicos de enfermagem do Samu Metropolitano
de Natal também vão realizar uma assembleia na quinta-feira (30), às 7h, na
sede da unidade. O grupo pode aprovar um indicativo de greve por tempo
indeterminado, com possibilidade de início do movimento também em 5 de maio.
A reunião foi convocada pelo sindicato após mudanças na composição das
equipes das ambulâncias, com a convocação de enfermeiros e a retirada de
técnicos de enfermagem do serviço. Segundo o Sindsaúde/RN, os profissionais
atuam há mais de 20 anos no Samu e são considerados essenciais para o atendimento
de urgência.
Durante a assembleia, a categoria deve discutir as condições de trabalho e
os impactos da medida, além de deliberar sobre os próximos passos do movimento.
O sindicato afirma ser contra a retirada dos técnicos e defende a permanência
dos profissionais no serviço, com supervisão de enfermeiros.
FM 98