Olho D'água do Borges/RN -

O TIRO SAIU PELA CULATRA: Cobrança seletiva da vereadora Jessica Queiroga expõe dívida deixada pela administração de sua avó

 

Em Olho D’Água do Borges, a política voltou a provar uma velha máxima: "quem tem telhado de vidro não deve atirar pedra no do vizinho". Ao tentar criar um fato político contra a atual administração, a vereadora Jéssica Leite Queiroga Sales (PP), acabou protagonizando um verdadeiro autogol, expondo uma dívida deixada pela gestão de sua avó, a ex-prefeita Maria Helena Leite de Queiroga — e, ainda mais grave, sua própria e conveniente omissão como fiscal do povo.

No exercício legítimo — porém seletivo — de vereadora, Jéssica encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Educação cobrando explicações sobre um suposto atraso no pagamento do Programa de Auxílio Financeiro Estudantil (PAFE). A resposta, no entanto, foi tudo, menos o que a vereadora esperava. Veio técnica, documentada e devastadora do ponto de vista político.

Em ofício claro e contundente, (veja abaixo), a Secretaria esclareceu que o único pagamento pendente sob responsabilidade da atual gestão dizia respeito ao mês de dezembro de 2025, atraso justificado por procedimentos normais de encerramento do exercício financeiro, necessários para garantir a lisura das contas públicas. O pagamento, inclusive, já tinha data marcada: 30 de janeiro. Caso encerrado? Longe disso.

Foi exatamente aí que o tiro saiu pela culatra.

Para responder “de forma fidedigna” ao questionamento da vereadora, a Secretaria realizou uma auditoria interna e trouxe à tona um verdadeiro esqueleto no armário: um calote sistemático contra estudantes deixado pela gestão anterior — justamente a da ex-prefeita Maria Helena Leite de Queiroga, sua avó.

Os fatos revelados no documento oficial são graves e constrangedores:

  • Em 2023, os meses de agosto e outubro sequer foram processados. Não houve pagamento. O mês de setembro, embora processado, foi deixado sem lastro financeiro, configurando um aparente descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • Em 2024, o abandono foi ainda mais explícito. Os meses de outubro, novembro e dezembro foram simplesmente ignorados. Nenhum procedimento administrativo foi aberto para pagamento — curiosamente, logo após o resultado do processo eleitoral.

E como se não bastasse, o próprio ofício faz questão de registrar que toda essa desorganização administrativa e financeira ocorreu durante a gestão da avó da nobre vereadora.

A pergunta que ecoa pelas ruas da cidade é inevitável: onde estava a fiscalização rigorosa da vereadora Jéssica Leite quando estudantes ficaram meses sem receber? Por que o silêncio absoluto em 2023 e 2024? A preocupação da vereadora com os estudantes só existe quando o prefeito é adversário político?

Fiscalizar é dever do vereador. Cobrar é obrigação. Mas tentar fabricar uma crise a partir de um atraso pontual, técnico e justificado, enquanto se fecha os olhos para um prejuízo muito maior para os estudantes, deixado pela própria família, isso expõe não zelo, mas oportunismo político.

A atual gestão não apenas respondeu com fatos e transparência, como também abriu a caixa-preta de uma dívida que estava convenientemente abafada pela omissão da vereadora. E para fechar com chave de ouro, o ofício ainda convida a vereadora ou qualquer interessado, a consultar toda a documentação comprobatória do calote — um gesto que a coloca em clara sinuca de bico.

O episódio já entra para a história política de Olho d’Água do Borges como o dia em que uma tentativa de ataque virou autogol. Um lembrete claro de que, para cobrar, é preciso ter moral. E, acima de tudo, memória boa.

Veja o oficio abaixo:







 

Allyson apressa o passo, confirma pré-candidatura ao Governo e avalia renúncia à Prefeitura antes de abril

 

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (28) ao programa Meio-Dia RN com BG, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, finalmente tirou do papel aquilo que vinha sendo tratado apenas nos bastidores: confirmou a pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte e admitiu, ainda que de forma cautelosa, a possibilidade de deixar o comando da Prefeitura antes do prazo legal de desincompatibilização, em abril.

Chamou atenção o esforço do prefeito em minimizar o impacto da operação da Polícia Federal que o colocou no centro do noticiário nacional. Segundo Allyson, o cumprimento de mandados de busca e apreensão não altera em absolutamente nada o seu planejamento político. Um discurso que tenta transmitir normalidade, mas que contrasta com a realidade dos fatos.

Até poucos dias atrás, o assunto renúncia era tabu. Sempre que provocado, Allyson desviava, contemporizava ou simplesmente empurrava o tema para frente, numa clara tentativa de ganhar tempo e preservar todas as alternativas possíveis. Agora, subitamente, o tom mudou. O que antes era silêncio estratégico virou “avaliação”.

A coincidência de datas não passa despercebida. Após a exposição negativa, o desgaste público e a pressão crescente nos bastidores, o projeto eleitoral parece ter sido colocado no modo acelerado. O vaqueiro de Mossoró, que antes conduzia o discurso no passo lento da conveniência, agora ensaia corrida contra o relógio.

Nos corredores da política, a leitura é clara: a crise antecipou decisões que seriam tomadas com muito mais cautela. O que parecia planejamento virou reação. Resta saber se a mudança de ritmo será suficiente para conter os efeitos de um episódio que ainda está longe de seu desfecho e que, inevitavelmente, seguirá cobrando seu preço político.

Assista o vídeo aqui.

Mossoroenses apoiam PF: “Apenas a ponta do iceberg; é só o começo” e Vereadores protocolam pedido de CEI da “Matemática de Mossoró”

 

A Operação Mederi, deflagrada nessa terça-feira (27) pela Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios e que teve como alvo principal o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), causou alvoroço na cidade e despertou reações, muitas sem demonstrar qualquer surpresa com o suposto envolvimento do chefe do Executivo Municipal com corrupção. Para diversos mossoroenses, a PF pode achar mais casos de corrupção na gestão do prefeito que intitulou de “pobrezinho”.

“Apenas a ponta do iceberg. É muito mais do que Mossoró imagina. Arrocha PF.”, comentou Rudney Pinto. “É muita irregularidade, isso é só o começo!.”, escreveu Valeria Alencar. , “Se investigar mais vai achar um poço sem fundo”, afirmou Claudenice Pinheiro.

Adriano Pereira relatou uma desconfiança anterior com o prefeito. “Eu nunca confiei nesse Alisson Bezerra.”, declarou. Francinete Maia defendeu o afastamento de Allyson “pra facilitar as investigações”.

Teve também eleitor do prefeito decepcionado. David Alves disse que votou em Allyson duas vezes e classificou o possível recebimento de propina pelo prefeito como “ganância”. “A bíblia já fala sobre isso. É a raiz da amargura, depois que penetra o coração, já era.”, acrescentou. Sidney Gomes questionou a religiosidade do prefeito. “Ainda se diz evangélico o nosso belo prefeito.”, publicou.

Para muitos mossoronses, “a casa caiu” para Allyson. A ação da PF gerou até questionamentos obre a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). “Espero que a PF chegue até as centenas de denúncias arquivadas pela MPRN.”, comentou Gracielle Costa.

Enquanto os mossoroenses sem ligação com o Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, apoiaram e cobraram a ampliação das investigações, ocupantes de cargos na gestão foram ao perfil do prefeito nas redes sociais para questionar a atuação da PF e atestar a honestidade de Allyson.

Vereadores protocolam pedido de CEI da “Matemática de Mossoró” para investigar Allyson

A bancada de oposição na Câmara Municipal de Mossoró protocolou, nesta quarta-feira (28), pedido de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o suposto pagamento de propina ao prefeito Allyson Bezerra revelado pela Operação Mederi.

Em coletiva de imprensa concedida na Câmara, os vereadores Cabo Deyvison, Marleide Cunha, Pluvial Oliveira, Jailson Nogueira e Wiginis do Gás cobraram a participação dos demais parlamentares para se comprometerem com a investigação no legislativo.

A CEI foi batizada de “Matemática de Mossoró” em alusão a trechos de diálogos revelados pela PF em que empresários discutem a divisão de propina entre eles, Allyson e uma mulher não identificada. Segundo a PF, o prefeito ficaria com R$ 60 mil, (15%) de uma ordem de entrega de material no valor de R$ 400 mil.

Além da CEI, a oposição vai pedir a convocação de uma sessão extraordinária para debater a operação e também vai acionar o Ministério Público.

Diário do RN 

Com coerência e muito trabalho, Nelter Queiroz se firma entre os parlamentares mais atuantes do RN

 

Com sólida atuação nas bases e presença ativa na Assembleia Legislativa, Nelter Queiroz consolida-se como uma das vozes mais experientes e coerentes do parlamento potiguar.

Defensor firme das pautas que impactam diretamente a vida da população, o deputado alia conhecimento político, sensibilidade social e compromisso com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Seu mandato é marcado pelo diálogo permanente com os municípios, pela fiscalização responsável e pelo posicionamento firme diante dos desafios do Estado, sempre em sintonia com as demandas reais do povo potiguar.

Trata-se de uma atuação consistente, construída com trabalho, credibilidade e respeito, que reforça seu papel como liderança política de referência no RN.

José Agripino não é bobo

 

Enquanto partidos como União Brasil, MDB, PSD e Progressistas divulgaram uma nota conjunta em apoio ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), o gesto foi visto nos bastidores mais como retórica política do que como uma defesa firme e personalizada. O texto, assinado pelas legendas, não trouxe posicionamentos individuais nem assumiu um tom mais contundente diante da crise enfrentada pelo gestor mossoroense.

O que mais chamou atenção, no entanto, foi o silêncio do ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil e principal padrinho político de Allyson na pré-corrida ao Governo do Rio Grande do Norte. Até o momento, Agripino não fez uma única declaração pública em defesa do afilhado político, limitando-se, segundo aliados, a apenas respaldar institucionalmente a nota partidária.

Robinson Pires

 

Primeira lista oficial de espécies ameaçadas de extinção no RN é instituída pelo Idema; confira

 

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) instituiu, pela primeira vez, a Lista Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Estado, por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta quarta-feira (28). A iniciativa representa um marco para a conservação da biodiversidade potiguar e fortalece as ações de gestão ambiental no território estadual.

A lista reúne 172 espécies da fauna silvestre nativa, residentes ou migratórias, que ocorrem naturalmente no Rio Grande do Norte, abrangendo ambientes terrestres, aquáticos continentais, costeiros e marinhos, incluindo o mar territorial e a zona costeira adjacente, respeitadas as competências legais dos demais entes federativos.

Para a elaboração do documento, o Idema contou com atuação de diversos pesquisadores da UFRN, UERN, UFERSA, entre outras instituições, que avaliaram, com base em dados científicos disponíveis, diferentes grupos da fauna silvestre, como insetos (libélulas e borboletas), peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos, crustáceos, anfíbios, répteis, incluindo tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos. A análise considerou critérios científicos reconhecidos, levando em conta a distribuição geográfica das espécies, o estado de conservação, as ameaças existentes e a disponibilidade de informações técnicas específicas para o estado.

Entre as espécies emblemáticas que ajudam a comunicar a importância da conservação da biodiversidade potiguar, destacam-se, no ambiente costeiro e marinho, o peixe-serra ( Pristis pectinata ), o tubarão-martelo ( Sphyrna lewini ), o mero ( Epinephelus itajara ), a tartaruga-de-couro ( Dermochelys coriacea ) e o peixe-boi-marinho ( Trichechus manatus ), todas classificadas como Criticamente em Perigo. Já na fauna terrestre e continental, figuram espécies como a ararajuba ( Primolius maracana ), o gavião-de-pescoço-curto ( Leptodon forbesi ), a jacucaca ( Penelope jacucaca ), a ema ( Rhea americana ) e a perereca-da-caatinga ( Pseudopaludicola jaredi ), que evidenciam a diversidade de ambientes e a urgência das ações de proteção.

Veja materia completa aqui.

Felicitações hoje, ao prefeito Antonimar Amorim pelo seu aniversário

Nesta quarta-feira (28), registramos nossas felicitações ao prefeito do município de Olho D’água do Borges, Antonimar Amorim pela passagem do seu aniversário.

Desejamos força, sabedoria e coragem para superar os desafios do caminho. Que continue administrando e cuidando de nossa cidade com responsabilidade, respeito às pessoas e compromisso com o bem comum, sempre guiado pela humildade, pela ética e pelo espírito humano de servir.

Que Deus o ilumine e conceda discernimento para governar e renove diariamente sua disposição para trabalhar em prol da nossa terra e da nossa gente.

Que hoje e sempre não lhe faltem saúde, paz e amor.

Feliz aniversário, Prefeito!

REPERCUSSÃO POLÍTICA: Os efeitos imediatos da Operação Mederi no projeto eleitoral de Allyson

 

Após realizar a análise jurídica da situação que envolve o prefeito Allyson Bezerra, é necessário avançar também para uma leitura política do caso, a fim de compreender seus desdobramentos. Se, no campo jurídico, o momento exige prudência e o processo tende a se alongar no tempo, na esfera política as consequências são imediatas.

Isso ocorre porque a operação se dá às vésperas de um processo eleitoral relevante. Teremos eleições em outubro, e o eleitor costuma ser muito mais influenciado pelos holofotes midiáticos do presente do que por uma eventual sentença judicial futura.

É inegável que os efeitos eleitorais de uma operação de busca e apreensão na residência de um prefeito de uma cidade importante, que lidera as pesquisas para o Governo do Estado, produzem danos que podem ser irreversíveis. A visibilidade foi fora do padrão: toda a imprensa estadual e nacional repercutiu o fato.

Tenho convicção de que o primeiro efeito político imediato é a mudança nos planos de Allyson Bezerra. Eventos que estavam sendo programados — como o anúncio oficial da pré-candidatura e uma eventual renúncia antecipada ao mandato de prefeito — tendem a ser suspensos. A busca e apreensão muda completamente o cenário.

Neste momento, o prefeito não pode se afastar do cargo. Ele precisa de tempo para organizar sua defesa, e a permanência à frente da Prefeitura de Mossoró pode lhe oferecer melhores condições políticas e institucionais para isso. Afastar-se agora seria como um comandante abandonar a embarcação em meio à tempestade. Da mesma forma, não há ambiente político para celebrar o anúncio de uma candidatura; esse movimento, inevitavelmente, precisará ser adiado.

Isso, no entanto, não significa desistência. Pelo contrário: Allyson Bezerra tende a manter sua candidatura, até mesmo como forma de defesa política. Abandonar o projeto neste momento poderia ser interpretado, por parte do eleitorado, como um reconhecimento tácito de culpa.

Outro movimento que precisará ser refeito é a articulação com os aliados políticos. O ambiente, neste momento, é de perplexidade e silêncio. Os parceiros aguardam os próximos desdobramentos antes de qualquer manifestação mais firme. Será necessária uma nova rodada de conversas com todas as forças aliadas, incluindo o MDB, liderado no Estado por Walter Alves, que agora demonstra cautela diante dos riscos políticos envolvidos.

Chama atenção, inclusive, a ausência de manifestações públicas de solidariedade ao prefeito. Nem mesmo o seu partido, o União Brasil, foi enfático em sua defesa até o momento. Os aliados optaram pelo silêncio, evitando notas públicas de apoio. Ainda que essas manifestações possam surgir nas próximas horas ou dias, o silêncio inicial foi eloquente.

A repercussão política negativa foi imediata e intensa, espalhando-se como um rastilho de pólvora. O caso dominou o noticiário local e alcançou projeção nacional, causando um desgaste expressivo na imagem do prefeito. Diante disso, Allyson Bezerra terá pela frente uma tarefa hercúlea: conter os danos, reorganizar sua estratégia política e tentar recuperar o terreno significativo que foi perdido em poucas horas.

 Neto Queiroz

Operação Mederi: Dinheiro desviado seria para campanha de governador de Allyson, aponta PF

 

De acordo com a decisão da Operação Mederi, obtida pelo Blog do Dina, (Veja aqui), o grupo criminoso estaria a arquitetar a acumulação de valores de propina para financiar futuras campanhas eleitorais. As investigações indicam planos tanto para a campanha do próprio prefeito Allyson Bezerra — projetado como candidato a governador — como para a do seu vice-prefeito, Marcos Medeiros.

Os diálogos interceptados e citados no documento mostram os investigados a sugerir a estratégia de “ir tirando aos pouquinhos” o dinheiro ilícito e guardá-lo, em vez de realizar pagamentos imediatos. A intenção seria acumular o montante para ser entregue posteriormente como financiamento de campanha, com um dos sócios a propor: “Vai tirando esse dinheiro e guardando. Quando for no final, quando for para começar tá aqui MARCO, aqui é um extra pra você”.

A decisão judicial destaca que os envolvidos discutem abertamente que parte da propina devida (mencionando o valor de cem mil reais), deveria ser reservada para a campanha eleitoral. O objetivo dessa manobra seria “criar moral com o HOMEM” (referência atribuída ao prefeito), visando projetos políticos futuros, incluindo a disputa pelo Governo do Estado.

Para a Justiça, essas conversas demonstram que os supostos envolvidos no esquema estão cientes da dinâmica sucessória local e planejam as suas ações ilícitas considerando este cenário. A acumulação de recursos desviados da saúde pública teria, portanto, o fim específico de perpetuar o grupo político no poder através do financiamento irregular de campanhas.

Blog do Dina

 

Allyson é apontado como chefe de estrutura criminosa em desvios de recursos em Mossoró

 

Conforme a decisão da Operação Mederi, obtida pelo Blog do Dina, (Veja Aqui), a autoridade policial coloca o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, no topo da estrutura criminosa descrita, juntamente com o seu vice-prefeito. A sua anuência é considerada essencial para a manutenção do sistema operacional de fraudes e pagamentos indevidos, dada a sua autoridade administrativa final sobre os contratos e pagamentos.

A investigação sublinha a dimensão financeira do suposto esquema, apontando que a Prefeitura de Mossoró é a principal fonte de receita da empresa investigada, a DISMED. Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) citados no inquérito revelam que o município transferiu mais de 13,5 milhões de reais para a DISMED entre os anos de 2021 e 2025.

A decisão detalha que, no nível intermediário da organização, estariam os gestores administrativos, como secretários de saúde e diretores financeiros, que garantiriam as condições institucionais para o funcionamento do sistema. Já no nível operacional, atuariam fiscais e gestores de contrato, viabilizando concretamente as entregas parciais de medicamentos mediante atestados falsos.

Para a Justiça, o volume de recursos públicos envolvidos, somado à posição de liderança atribuída aos gestores e à mecânica de pagamentos por produtos não entregues, reforça a gravidade do suposto desvio de erário. A decisão conclui que a estrutura organizada e sistemática de desvio de recursos públicos mediante fraude em contratos de saúde justifica as medidas de busca e apreensão e bloqueio de bens decretadas.

Fonte: Blog do Dina

Vorcaro com Lula, Lewandowski na folha do Master: governo metido até o pescoço

 

Lula (PT) e seu governo parecem enrolados até o pescoço no caso do Banco Master, cujo domo, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Uma das revelações mais devastadores sobre esse escândalo, até agora, mostrou que o presidente da República e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reuniram-se com Vorcaro para tratar do Master. E que, no cargo, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ganhou R$ 5,25 milhões como consultor do Master.

Lobby bem sucedido

A reunião de Lula com Vorcaro ocorreu a pedido do ex-ministro petista Guido Mantega, contratado como “consultor” por R$ 1 milhão mensais.

Tentativa de blindagem

O vazamento da reunião, “controlado”, incluiu o detalhe de que Lula achou que o tema deveria ser tratado pela “área técnica” do governo.

R$ 250 mil mensais

Ricardo Lewandowski recebeu R$ 6,5 milhões em um contrato de serviço de "consultoria", mediante pagamento de R$ 250 mil mensais.

Contrato mantido

Mesmo ministro, Lewandowski não cancelou o contrato do escritório de advocacia que mantém com os filhos, segundo a denúncia.

Claudio Humberto

Governo Lula tenta conter desgaste do caso Master e atua para barrar CPI em ano eleitoral

Preocupado com o impacto político da crise envolvendo o Banco Master, o Palácio do Planalto trabalha para se afastar do caso e evitar que o tema ganhe força no Congresso em pleno ano eleitoral. A estratégia do governo é reforçar o discurso de apoio às investigações em curso e evitar a instalação de uma CPI, vista internamente como um fator de instabilidade que poderia travar pautas prioritárias da gestão Lula.

O desgaste aumentou após a repercussão de encontros entre o presidente Lula e o dono do banco, Daniel Vorcaro, além das revelações envolvendo figuras próximas ao governo, como o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que prestou consultoria jurídica ao Master antes de retornar ao Executivo. O assunto também ganhou força nas redes sociais, com menções frequentes ao presidente e aliados, ampliando a pressão política sobre o Planalto.

Aliados do governo no Congresso afirmam que a linha de defesa será destacar que a Polícia Federal e o Banco Central já atuam no caso, o que tornaria desnecessária uma comissão parlamentar. A avaliação é de que uma CPI poderia transformar o escândalo em palco político para a oposição e contaminar o ambiente legislativo às vésperas das eleições.

Nos bastidores, o governo também pretende apontar que o processo de liquidação do banco foi conduzido pelo Banco Central e que as investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal. A leitura no Planalto é de que conter o avanço do caso no debate político será essencial para evitar que o tema da corrupção volte ao centro da disputa eleitoral em 2026.

Com informações do O Globo

Prefeito de Mossoró está entre os alvos da megaoperação da PF contra desvio de recursos no RN

 

Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em processos de licitação de saúde no Rio Grande do Norte (RN).

A TV Globo apurou que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da operação.

Ao todo, a PF cumpre 35 mandados de busca e apreensão no estado.

O g1 entrou em contato com o prefeito, mas ainda não obteve retorno.

Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.

A operação tem como base auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos do órgão apontam que há falhas na execução contratual. Inclusive, indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço dos produtos.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.

Fonte: G1

Desgaste de governadores do Nordeste acende alerta máximo no PT para 2026

 

O Partido dos Trabalhadores vive um momento de apreensão no Nordeste, região que historicamente sustenta suas vitórias eleitorais. O desempenho considerado fraco de governadores petistas na Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí tem preocupado a cúpula do partido, que já discute estratégias para evitar perdas decisivas nas eleições de 2026. A avaliação é de que a queda de popularidade nos estados ameaça diretamente o projeto de reeleição do presidente Lula.

Os números de 2022 ajudam a dimensionar o tamanho do risco. No Nordeste, Lula abriu vantagem de cerca de 12 milhões de votos sobre Jair Bolsonaro, enquanto no cenário nacional a diferença foi de apenas 2,1 milhões. Só a Bahia garantiu mais de 3 milhões de votos de frente, o que reforça a dependência eleitoral do PT em relação à região. Internamente, a pergunta que guia as articulações é como manter essa margem em um cenário de desgaste das gestões estaduais.

O Ceará virou um dos principais focos de atenção. A baixa aprovação do governador Elmano de Freitas levou o partido a acionar o ministro da Educação, Camilo Santana, que deve se desincompatibilizar do cargo para ficar apto a disputar o governo, caso seja necessário. Embora o discurso oficial ainda seja de apoio à reeleição de Elmano, a movimentação é vista como um plano alternativo diante da possibilidade de fortalecimento da oposição, liderada por Ciro Gomes.

Na Bahia, o quadro também preocupa. O governador Jerônimo Rodrigues enfrenta avaliações negativas, especialmente por causa da violência no estado, abrindo espaço para uma disputa mais equilibrada em 2026. Diante desse cenário, o governo federal aposta em medidas de forte impacto social no Nordeste, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o vale-gás e outros programas sociais, numa tentativa de conter o desgaste político e preservar o principal reduto eleitoral do PT.

Com informações da CNN

 

 
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