Olho D'água do Borges/RN -

Bases de Allyson no Oeste reclamam de falta de diálogo sobre escolha de Hermano como vice

 

Os rumores sobre a resistência ao nome do deputado Hermano Morais como vice na chapa de Allyson Bezerra têm origem clara: as bases do prefeito de Mossoró na região Oeste do Estado. Entre lideranças e apoiadores locais, a indicação não foi bem recebida e gerou reação imediata.

O principal foco da insatisfação é a forma como o nome surgiu. As bases que dão sustentação política a Allyson no Oeste afirmam que não houve qualquer consulta ou debate prévio. A percepção é de que a decisão foi tomada de cima para baixo, sem considerar quem atua diretamente no território.

Para muitos aliados, a tentativa de impor um nome de fora, sem diálogo, cria ruídos desnecessários em um projeto que até agora se apoiava fortemente no respaldo regional. No Oeste, o sentimento predominante é de que a vaga de vice deveria, ao menos, ser discutida com quem constrói a campanha no dia a dia.

Conclusão: nas primeiras articulações, Allyson Bezerra já passa o recado de um estilo político centralizador, mão de ferro e pouco afeito à escuta das próprias bases — postura que repete o modelo que tem adotado como prefeito da capital do Oeste, Mossoró.

 

Rogério Marinho anuncia hoje Álvaro Dias como candidato ao Governo do RN

 

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, será confirmado nesta quarta-feira (21) como candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo campo da direita. A definição põe fim a semanas de articulações silenciosas e especulações nos bastidores da política potiguar.

O anúncio oficial ocorrerá às 10h, durante entrevista coletiva na sede do PL, conduzida pelo senador Rogério Marinho. Embora tenha sido citado como possível candidato ao Executivo estadual, Rogério decidiu não entrar na disputa e concentrará esforços na coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

A escolha de Álvaro Dias representa um consenso entre as principais lideranças do grupo conservador. Prefeito de Natal por dois mandatos, ele chega à disputa respaldado pelo discurso de gestor experiente e com bom trânsito político. Internamente, a avaliação é de que seu nome reúne competitividade eleitoral e reduz riscos de divisão.

O movimento também impacta outros atores da direita. O senador Styvenson Valentim já deixou claro que não disputará o governo e deve buscar a reeleição, enquanto o prefeito de Natal, Paulinho Freire, tende a seguir a orientação do grupo, fortalecendo o palanque de Álvaro.

Com a confirmação desta quarta-feira, a direita potiguar sai do campo das conjecturas e apresenta um nome definido para a sucessão estadual, antecipando o debate eleitoral e pressionando os demais grupos políticos a acelerarem suas decisões.

Outro nome de peso que participa das articulações e pode se somar ao projeto da direita potiguar é o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, cuja eventual adesão é vista como um reforço estratégico para o grupo. 

Eleições indiretas! Assembleia legislativa está dividida em três correntes!

 

A eventual ( e anunciada)  realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) para escolher um governador com mandato de apenas oito meses colocaria o Legislativo no centro do jogo político estadual.

Com a Casa de 24 deputados estaduais dividida em três blocos equilibrados,  o processo tende a ser marcado por negociações intensas e alto grau de imprevisibilidade.

O primeiro grupo,  formado por deputados alinhados ao governo Fátima Bezerra (PT), contaria hoje com aproximadamente oito deputados – Isolda Dantas (PT), Francisco do PT, Divaneide Basílio (PT), Vivaldo Costa (PV), Dr Bernardo (PSDB), Eudiane Macedo (Rep), Ivanilson Oliveira e Ubaldo Fernandes (PV) , agora no PP, uma base que  enfrenta desgaste natural da gestão e dificuldades para assegurar coesão total em uma disputa sem voto popular.

O segundo bloco, liderado pelo senador Rogério Marinho (PL),  articula a oposição e busca transformar a eleição indireta em um movimento estratégico de fortalecimento para o campo conservador e para a disputa majoritária de 2026. São eles Adjuto Dias (MDB), Cel Azevedo (PL), Gustavo Carvalho (PL), José Dias (PL), Tomba Farias (PL), Cristiane Dantas (Solidariedade), Dr Kerginaldo (PL), Terezinha Maia (PL) e Luiz Eduardo (SDD-PL), Taveira Júnior, União Brasil

O terceiro grupo, mais recente na conexão política com foco em perceptivas futuras, reúne parlamentares ligados ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato ao governo nas próximas eleições diretas, e hoje se comporta parecido com o Centrão do Congresso Nacional com viés ideológico sem radicalismo. São eles Nelter Queiroz (PSDB), Kleber Rodrigues (PSDB-PP), Hermano Morais (PV-MDB), Neílton Diógenes (PP), Galeno Torquato (PSDB-UB).

O presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) estaria deixando o grupo governista para apoiar a oposição, numa possível mudança de papeis do senador Styvenson Valentin numa disputa para o Governo e ele seria o nome do bolsonarismo local para o Senado.

Variáveis que deverão ser definidas nos próximos dias e farão toda diferença na disputa indireta.

Sem maioria consolidada, o confronto  tende a ser decidida nos detalhes: acordos de última hora, interesses regionais e cálculos eleitorais individuais. Com mandato curto e caráter transitório, a eleição indireta se configura menos como uma escolha de governo e mais como uma prévia da sucessão estadual, reforçando o ambiente de divisão e incerteza na Assembleia.

Laurita Arruda com adaptação da Gazeta potiguar. 

Rogério marca coletiva no PL para esta quarta-feira para anunciar definição politica

 

O senador e líder da oposição Rogério Marinho marcou uma coletiva nesta quarta-feira, às 10h, na sede do PL, para tentar dar forma e rumo ao campo de oposição.

O convite foi feito ao senador Styvenson Valentim, que segue em cima do muro. Está pensativo se garante mais oito anos no Senado, praticamente reeleito, ou arrisca tudo numa disputa dura contra Allyson Bezerra pelo Governo do Estado.

O relógio corre. Rogério deu prazo até hoje para Styvenson decidir. Álvaro Dias também aparece no páreo, mais discreto, mas atento às brechas.

O almoço político que Rogério planejava em sua casa de praia, em Piranbuzios, na quinta (22), já corre risco de virar fumaça. O senador recebeu missão de comandar a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Prioridades mudaram. E a oposição no RN sente o peso disso. 

Walter Alves deixa cargos comissionados do MDB à disposição de Fátima

 

Ainda como vice-governador, Walter Alves deixou todos os cargos comissionados do MDB na administração estadual à disposição da governadora Fátima Bezerra. A informação foi divulgada pelo próprio gestor nas redes sociais nesta terça-feira (20).

Na segunda-feira (19), o vice-governador Walter Alves (MDB) comunicou a governadora Fátima Bezerra (PT) que renunciará ao cargo.

A definição ocorre em um momento de distanciamento entre o partido de Walter e a base governista à nivel estadual. O vice-governador ainda anunciará, oficialmente, sua renúncia e próximos passos na política estadual. Há a expectativa, de acordo com interlocutores, de que isso ocorra até o fim do mês.

Fátima, por sua vez, seguirá a determinação do partido nacional e deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.

 

O que uma ala do Centrão espera do encontro entre Bolsonaro e Tarcísio

 

Uma ala do Centrão favorável à candidatura do governador de São Paulo ao Palácio do Planalto avalia que o cenário de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) pode permanecer o mesmo após o encontro dele com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Tarcísio, como mostrou o Metrópoles, foi autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes a visitar Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, na quinta-feira (22/1). 

Na avaliação desses integrantes de partidos de centro, o ex-presidente não deve se mostrar disposto, neste momento, a abrir mão da candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República para apoiar uma possível postulação de Tarcísio. 

A leitura é que, apesar do perfil considerado “imprevisível”, Bolsonaro tende a manter, ao menos por ora, a estratégia familiar e não sinalizar recuo em relação ao projeto do filho. 

Integrantes do Centrão também avaliam que o ex-mandatário deve aproveitar o encontro com Tarcísio para ouvir avaliações sobre o cenário político e captar a percepção de governadores aliados sobre a atual conjuntura. 

Milena Teixeira - Metrópoles 

STF em crise: Fachin corre atrás de ministros para “apagar incêndio”

 

Pressionado por críticas crescentes e desgastes públicos, o presidente do STF, Edson Fachin, passou a procurar colegas da Corte nos últimos dias para conversas reservadas. O movimento ocorre em meio a decisões polêmicas e à percepção de crise interna no Supremo, cada vez mais questionado pela opinião pública.

Segundo relatos de ministros, Fachin não entra em casos específicos, mas admite que o momento é grave e “exige” diálogo. A aliados, ele tem dito que decidiu ouvir os colegas, inclusive durante o recesso, para debater o rumo do Judiciário e tentar reduzir a temperatura dentro e fora da Corte.

Nas conversas, o presidente do STF se coloca “à disposição” para discutir temas sensíveis e ouvir avaliações sobre o atual cenário do tribunal. O gesto é visto como uma tentativa de conter o desgaste institucional e alinhar discursos, num momento em que o Supremo virou protagonista político.

Fachin já falou com quase todos os ministros e segue em agenda fora de Brasília. Nesta terça-feira (20), ele embarca para o Maranhão, onde deve se reunir com Flávio Dino — mais um encontro que reforça a leitura de que o STF sente o peso da crise e tenta reagir nos bastidores.

 

Centro-direita do RN desponta como a força mais organizada para a eleição de 2026

 

A semana é considerada decisiva para a oposição no Rio Grande do Norte, que deve avançar na definição da chapa que disputará o governo estadual. O grupo formado pelos senadores Rogério Marinho(PL) e Styvenson Valentim(PSDB), pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira(PSDB), pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire(União), e pelo ex-prefeito Álvaro Dias(Republicanos) intensificou as articulações para fechar a composição majoritária.

A expectativa é que um consenso seja alcançado até quinta-feira(22), permitindo o início da pré-campanha e o fortalecimento do bloco oposicionista para as eleições de 2026.

Entre os cenários em discussão está a possibilidade de Rogério Marinho abrir mão da disputa ao governo, como parte de uma estratégia para a formação de uma chapa competitiva. Nesse desenho, o senador Styvenson Valentim — que aparece bem posicionado nas pesquisas para o Senado Federal — e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, com forte atuação política tanto na capital quanto no interior do estado, surgem como nomes centrais para a composição.

A articulação também conta com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que avalia a possibilidade de disputar uma vaga no Senado ou indicar sua irmã, a vice-prefeita de Currais Novos, para compor a chapa como candidata a vice-governadora.

Caso se concretize, a engenharia política resultaria na união de partidos como PL, PSDB e Republicanos, formando um grupo de peso para o pleito eleitoral de 2026. A aliança reuniria ainda o apoio de quase 100 prefeitos em todo o Rio Grande do Norte, ampliando significativamente o alcance e a capilaridade da oposição no estado.

Gazeta Potiguar


Projeto de Nelter Queiroz busca fortalecer economia de Olho D’Água do Borges ao reconhecer a “Cidade do Forró” como patrimônio cultural do RN

 

O deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte que declara a “Cidade do Forró”, localizada no município de Olho D’Água do Borges, como Patrimônio Material e Cultural do Estado. A iniciativa representa um importante passo na valorização da cultura nordestina e no fortalecimento da economia local, especialmente na região Oeste potiguar.

Para Nelter Queiroz, o reconhecimento oficial da Cidade do Forró como patrimônio cultural garante proteção jurídica ao espaço e amplia suas possibilidades de desenvolvimento. “Estamos falando de um equipamento cultural que preserva a memória do nosso povo, valoriza o forró como expressão legítima da cultura nordestina e, ao mesmo tempo, gera emprego, renda e oportunidades para a população local”, destaca.

Ainda segundo o parlamentar, o impacto econômico deste equipamento turístico e cultural é direto: o fluxo de pessoas impulsiona setores como comércio, hospedagem, alimentação e serviços, beneficiando Olho D’Água do Borges e municípios vizinhos.

Com mais essa iniciativa, Nelter Queiroz reafirma seu compromisso com a valorização da cultura potiguar, a preservação das tradições do interior e o desenvolvimento sustentável dos municípios, utilizando seu mandato parlamentar para transformar identidade cultural em oportunidade concreta para a população.

Cidade do Forró

Instalada na Fazenda Tome Xote, a Cidade do Forró é um complexo cultural idealizado pelo cantor e compositor Dorgival Dantas, filho de Olho D’Água do Borges, e inaugurado em maio de 2023. O espaço reproduz vilarejos do interior nordestino da década de 1940 e reúne edificações simbólicas como igreja, prefeitura, delegacia, bodega e casas típicas, todas com mobiliário de época, preservando a memória e a identidade cultural do sertão.

Além do valor histórico e cultural, o local conta com palco fixo para apresentações, camarins, área de convivência e estrutura para grandes eventos, consolidando-se como um polo de cultura, lazer e turismo. Um dos destaques é o evento “Derradeiro de Maio”, que marca a abertura dos festejos juninos no Rio Grande do Norte, reunindo grandes nomes do forró e atraindo público de diversas cidades e estados.

 

Rogério Marinho e Ezequiel Ferreira se reúnem nesta terça-feira para tratar de possível aliança

O senador Rogério Marinho intensificou, nos últimos dias, as articulações para definir seu papel nas eleições de 2026. A conversa mais decisiva acontece nesta terça-feira, quando ele se reúne com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, para discutir uma possível aliança.

Na semana passada, em Brasília, Rogério se reuniu com lideranças do PL para discutir a possibilidade de atuar na coordenação nacional da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. De volta ao Estado, iniciou contatos com aliados para reorganizar o partido no Rio Grande do Norte.

O senador aguardava o retorno de Álvaro Dias e Styvenson Valentim para tratar das definições. Com Styvenson, a questão é saber se ele mantém a intenção de disputar o Governo; com Álvaro, se aceita a revisão do acordo que o colocaria como substituto de Rogério na corrida estadual.

Somente após essas conversas, Rogério pretende fechar os entendimentos com Ezequiel. A ideia é concluir tudo até quarta-feira e anunciar a decisão na quinta, durante um encontro do PL em sua residência de veraneio.

A proposta apresentada a Ezequiel envolve uma vaga ao Senado. O desenho inicial previa Álvaro Dias no Governo e uma chapa ao Senado com Styvenson e Ezequiel, cenário que pode mudar caso Styvenson confirme candidatura ao Executivo.

As negociações seguem em ritmo acelerado para que todas as definições estejam consolidadas até quinta-feira.

 

Governo considera que Waltinho foi desleal e deve cortar todos os cargos do MDB no Estado

 

Que o vice-governador Walter Alves oficializaria que não assumirá o Governo do Estado, em razão do seu projeto de se candidatar à Assembleia Legislativa, era esperado por todos. Que Walter também anunciaria uma aliança do MDB com União Brasil/PP e o apoio à candidatura de Allyson Bezerra, isso igualmente já era previsto.

O que ninguém sabe ainda é o que acontecerá agora, com tudo oficializado: o pós-anúncio. Principalmente no que diz respeito à exoneração — ou não — de todos os cargos que o MDB ocupa na estrutura do Estado.

Pode-se imaginar que o MDB mantenha as quatro secretarias, a Caern e toda a estrutura de cargos comissionados considerando que Waltinho anunciou que vai apoiar a reeleição do presidente Lula no RN, pode apoiar Fátima para o Senado e que ainda também possa ajudar o PT na eleição indireta para o mandato tampão.

Mas é preciso analisar essa questão com cuidado, porque não é tão simples assim. Principalmente porque internamente o PT entende que houve uma grande deslealdade de Walter ao negociar contra o Governo, ainda sendo governo. É muito provável que a exoneração dos cargos do MDB ocorra rapidamente. O mais coerente seria o próprio Waltinho orientar os seus indicados a pedirem exoneração.

Considerar que os cargos serão mantidos apenas porque o MDB potiguar apoiará Lula contraria a lógica política. Quantos votos, afinal, Waltinho entregaria a Lula no RN com seu apoio? Que diferencial tem esse apoio a ponto de merecer a super estrutura que o MDB conta hoje? Além disso, se houver desgaste junto ao eleitorado lulista, quem terá de se explicar é Waltinho — não o PT.

O fato é que deixar o MDB com os cargos significa permitir que uma parcela relevante da estrutura do Estado esteja disponível para ajudar a eleger adversários do Governo. Isso não faz sentido.

Pode haver quem defenda manter parte dos cargos em nome de um possível apoio do MDB a Fátima ao Senado e ao PT na eleição indireta do governador tampão. Também essa hipótese carece de justificativa razoável.

Com o MDB formalmente integrado a uma coligação envolvendo PP/União Brasil/PSD/MDB, não há como sustentar um apoio significativo “por baixo dos panos” a Fátima, fora do palanque. Nenhum material de campanha será produzido nesse formato, não haverá tempo de TV. E, se a questão é garantir o apoio de prefeitos do MDB, a esta altura esse alinhamento não virá por imposição “de cima para baixo”. Fátima vai ter que negociá-los um a um.

Quanto à possibilidade de o MDB apoiar o PT na eleição indireta, há outro obstáculo: o partido agora está inserido em uma nova aliança. Não há como Waltinho estar alinhado com Agripino, João Maia, Robinson, Benes e Allyson e, à revelia de todos eles, apoiar o nome governista que contrarie o interesse desse grupo na eleição geral de outubro.

Portanto, nenhuma dessas ponderações se sustenta plenamente na lógica política. A tendência é de rompimento total. O Governo Fátima deverá optar por “passar a tesoura” nos cargos do MDB e utilizar esses espaços para atrair novos aliados.

Neto Queiroz

 

Toffoli perdeu totalmente as condições morais de conduzir o caso Master

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli perdeu todas as condições morais para conduzir as investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master.

Os motivos são inúmeros: procedimentos fora dos usuais e uma obsessão quase que doentia pelo controle de todos os processos desta investigação. Nunca, nunca na história da recente República, um ministro de Supremo demonstrou tanto interesse em um caso específico; Toffoli, neste aspecto, conseguiu o exemplo (ruim, diga-se) de ultrapassar os limites já esgarçados pelo seu colega de corte, o ministro Alexandre de Moraes em relação à chamada ação penal do golpe.

Em menos de uma semana, Toffoli impediu que policiais federais tivessem acesso às provas do processo, determinou que peritos – indicados por ele – atuassem na perícia e, pasmem, determinou que as provas fossem armazenadas no Supremo Tribunal Federal (STF).

E, para piorar o cenário, o ministro ainda reduziu o prazo para a PF ouvir os investigados. Eram seis dias; o magistrado reduziu para dois.

A situação foi tão esdruxula que a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) foi obrigada a se manifestar sobre o caso.

Eis o que os próprios delegados afirmaram, por meio de nota oficial.

“Cumpre salientar, a título de exemplo, que, nem mesmo no âmbito interno da Polícia Federal, a designação de peritos ocorre por escolha pessoal ou nominal da autoridade policial. Tal cenário, de caráter manifestamente atípico, além de causar legítima perplexidade institucional, implica afronta às prerrogativas legalmente conferidas aos Delegados de Polícia Federal para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal, comprometendo, inclusive, a adequada e completa elucidação dos fatos em apuração”.

Os procedimentos adotados fora do rito, por si só, causam espanto. Algo que alguns colunistas alinhados ao Planalto classificam como, por exemplo, inusitado. O cenário fica ainda pior quando se constata, que, no passado não muito distante, familiares do ministro Dias Toffoli tiveram relações comerciais com parentes do banco Master, mais precisamente com o cunhado de Daniel Vorcaro.

É tudo muito grave. É tudo muito estranho. É tudo inaceitável do ponto de vista ético. Os ministros do STF adoram afirmar, em seus pronunciamentos, que atuam em prol da estabilidade democrática no país. O problema é que, ultimamente, eles se tornaram o principal fator de instabilidade democrática da República brasileira.

 O Antagonista

Oposição do Senado atinge assinaturas suficientes para instalar CPI do Master

 

A oposição no Senado conseguiu 42 assinaturas para instalar a CPI do Banco Master e agora pressiona o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, a criar o colegiado. O requerimento quer 90 dias para investigar fraudes no banco do empresário Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central. A pressão aumenta em meio a outros pedidos semelhantes na Câmara e em uma CPMI no Congresso Nacional.

O movimento mostra força da oposição, que reúne mais da metade do Senado. Entre os signatários estão líderes do PP, PL, Republicanos e Podemos, além de parlamentares da base do governo Lula. A estratégia é oficializar a CPI já na primeira sessão conjunta de 2026.

O caso Banco Master envolve supostas fraudes e falhas que prejudicaram clientes e acionistas. Com a CPI, a oposição quer detalhar todas as responsabilidades, inclusive possíveis omissões do Banco Central, e expor a rede de interesse por trás da instituição.

Enquanto o Congresso se articula, a criação da CPI sinaliza que o governo Lula terá dificuldades para blindar aliados.

 

ÚLTIMO LUGAR: RN é o estado do Nordeste que menos investiu em relação à receita total, segundo relatório do Tesouro Nacional

 

O Rio Grande do Norte foi o estado que menos investiu no Nordeste entre janeiro e outubro de 2025, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional. Apenas 3% da receita foi destinada a investimentos, enquanto Paraíba aplicou 11% e Ceará, 7%.

O RN também teve o pior investimento per capita da região: R$ 106,55 por habitante, bem abaixo do valor orçado para o ano (R$ 460,40). Em relação a 2024, houve uma queda de 40,8% nos investimentos no mesmo período.

Segundo a Aequus Consultoria, os números refletem a fragilidade fiscal do estado. Desde 2019, o RN mantém nota Capag C (Capacidade de Pagamento), o que limita o acesso a empréstimos com garantia da União.

Em 2024, 43% dos investimentos dependeram de operações de crédito.

O RN também encerrou o ano com o menor investimento empenhado por habitante da região.

O principal entrave é o alto gasto com pessoal: 73% das despesas até outubro de 2025 foram para folha e encargos. No Executivo, esse gasto já ultrapassa o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Economistas afirmam que a falta de investimento prejudica a atração de empresas e contribui para a estagnação econômica do estado, enquanto vizinhos como Ceará e Paraíba avançam.

O governo afirma que o investimento total de 2025 chegou a R$ 605 milhões, o terceiro maior dos últimos 16 anos, mas especialistas alertam que o cenário fiscal segue crítico.

Tribuna do Norte

 

 
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