Olho D'água do Borges/RN -

Centro-direita do RN desponta como a força mais organizada para a eleição de 2026

 

A semana é considerada decisiva para a oposição no Rio Grande do Norte, que deve avançar na definição da chapa que disputará o governo estadual. O grupo formado pelos senadores Rogério Marinho(PL) e Styvenson Valentim(PSDB), pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira(PSDB), pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire(União), e pelo ex-prefeito Álvaro Dias(Republicanos) intensificou as articulações para fechar a composição majoritária.

A expectativa é que um consenso seja alcançado até quinta-feira(22), permitindo o início da pré-campanha e o fortalecimento do bloco oposicionista para as eleições de 2026.

Entre os cenários em discussão está a possibilidade de Rogério Marinho abrir mão da disputa ao governo, como parte de uma estratégia para a formação de uma chapa competitiva. Nesse desenho, o senador Styvenson Valentim — que aparece bem posicionado nas pesquisas para o Senado Federal — e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, com forte atuação política tanto na capital quanto no interior do estado, surgem como nomes centrais para a composição.

A articulação também conta com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que avalia a possibilidade de disputar uma vaga no Senado ou indicar sua irmã, a vice-prefeita de Currais Novos, para compor a chapa como candidata a vice-governadora.

Caso se concretize, a engenharia política resultaria na união de partidos como PL, PSDB e Republicanos, formando um grupo de peso para o pleito eleitoral de 2026. A aliança reuniria ainda o apoio de quase 100 prefeitos em todo o Rio Grande do Norte, ampliando significativamente o alcance e a capilaridade da oposição no estado.

Gazeta Potiguar


Projeto de Nelter Queiroz busca fortalecer economia de Olho D’Água do Borges ao reconhecer a “Cidade do Forró” como patrimônio cultural do RN

 

O deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte que declara a “Cidade do Forró”, localizada no município de Olho D’Água do Borges, como Patrimônio Material e Cultural do Estado. A iniciativa representa um importante passo na valorização da cultura nordestina e no fortalecimento da economia local, especialmente na região Oeste potiguar.

Para Nelter Queiroz, o reconhecimento oficial da Cidade do Forró como patrimônio cultural garante proteção jurídica ao espaço e amplia suas possibilidades de desenvolvimento. “Estamos falando de um equipamento cultural que preserva a memória do nosso povo, valoriza o forró como expressão legítima da cultura nordestina e, ao mesmo tempo, gera emprego, renda e oportunidades para a população local”, destaca.

Ainda segundo o parlamentar, o impacto econômico deste equipamento turístico e cultural é direto: o fluxo de pessoas impulsiona setores como comércio, hospedagem, alimentação e serviços, beneficiando Olho D’Água do Borges e municípios vizinhos.

Com mais essa iniciativa, Nelter Queiroz reafirma seu compromisso com a valorização da cultura potiguar, a preservação das tradições do interior e o desenvolvimento sustentável dos municípios, utilizando seu mandato parlamentar para transformar identidade cultural em oportunidade concreta para a população.

Cidade do Forró

Instalada na Fazenda Tome Xote, a Cidade do Forró é um complexo cultural idealizado pelo cantor e compositor Dorgival Dantas, filho de Olho D’Água do Borges, e inaugurado em maio de 2023. O espaço reproduz vilarejos do interior nordestino da década de 1940 e reúne edificações simbólicas como igreja, prefeitura, delegacia, bodega e casas típicas, todas com mobiliário de época, preservando a memória e a identidade cultural do sertão.

Além do valor histórico e cultural, o local conta com palco fixo para apresentações, camarins, área de convivência e estrutura para grandes eventos, consolidando-se como um polo de cultura, lazer e turismo. Um dos destaques é o evento “Derradeiro de Maio”, que marca a abertura dos festejos juninos no Rio Grande do Norte, reunindo grandes nomes do forró e atraindo público de diversas cidades e estados.

 

Rogério Marinho e Ezequiel Ferreira se reúnem nesta terça-feira para tratar de possível aliança

O senador Rogério Marinho intensificou, nos últimos dias, as articulações para definir seu papel nas eleições de 2026. A conversa mais decisiva acontece nesta terça-feira, quando ele se reúne com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, para discutir uma possível aliança.

Na semana passada, em Brasília, Rogério se reuniu com lideranças do PL para discutir a possibilidade de atuar na coordenação nacional da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. De volta ao Estado, iniciou contatos com aliados para reorganizar o partido no Rio Grande do Norte.

O senador aguardava o retorno de Álvaro Dias e Styvenson Valentim para tratar das definições. Com Styvenson, a questão é saber se ele mantém a intenção de disputar o Governo; com Álvaro, se aceita a revisão do acordo que o colocaria como substituto de Rogério na corrida estadual.

Somente após essas conversas, Rogério pretende fechar os entendimentos com Ezequiel. A ideia é concluir tudo até quarta-feira e anunciar a decisão na quinta, durante um encontro do PL em sua residência de veraneio.

A proposta apresentada a Ezequiel envolve uma vaga ao Senado. O desenho inicial previa Álvaro Dias no Governo e uma chapa ao Senado com Styvenson e Ezequiel, cenário que pode mudar caso Styvenson confirme candidatura ao Executivo.

As negociações seguem em ritmo acelerado para que todas as definições estejam consolidadas até quinta-feira.

 

Governo considera que Waltinho foi desleal e deve cortar todos os cargos do MDB no Estado

 

Que o vice-governador Walter Alves oficializaria que não assumirá o Governo do Estado, em razão do seu projeto de se candidatar à Assembleia Legislativa, era esperado por todos. Que Walter também anunciaria uma aliança do MDB com União Brasil/PP e o apoio à candidatura de Allyson Bezerra, isso igualmente já era previsto.

O que ninguém sabe ainda é o que acontecerá agora, com tudo oficializado: o pós-anúncio. Principalmente no que diz respeito à exoneração — ou não — de todos os cargos que o MDB ocupa na estrutura do Estado.

Pode-se imaginar que o MDB mantenha as quatro secretarias, a Caern e toda a estrutura de cargos comissionados considerando que Waltinho anunciou que vai apoiar a reeleição do presidente Lula no RN, pode apoiar Fátima para o Senado e que ainda também possa ajudar o PT na eleição indireta para o mandato tampão.

Mas é preciso analisar essa questão com cuidado, porque não é tão simples assim. Principalmente porque internamente o PT entende que houve uma grande deslealdade de Walter ao negociar contra o Governo, ainda sendo governo. É muito provável que a exoneração dos cargos do MDB ocorra rapidamente. O mais coerente seria o próprio Waltinho orientar os seus indicados a pedirem exoneração.

Considerar que os cargos serão mantidos apenas porque o MDB potiguar apoiará Lula contraria a lógica política. Quantos votos, afinal, Waltinho entregaria a Lula no RN com seu apoio? Que diferencial tem esse apoio a ponto de merecer a super estrutura que o MDB conta hoje? Além disso, se houver desgaste junto ao eleitorado lulista, quem terá de se explicar é Waltinho — não o PT.

O fato é que deixar o MDB com os cargos significa permitir que uma parcela relevante da estrutura do Estado esteja disponível para ajudar a eleger adversários do Governo. Isso não faz sentido.

Pode haver quem defenda manter parte dos cargos em nome de um possível apoio do MDB a Fátima ao Senado e ao PT na eleição indireta do governador tampão. Também essa hipótese carece de justificativa razoável.

Com o MDB formalmente integrado a uma coligação envolvendo PP/União Brasil/PSD/MDB, não há como sustentar um apoio significativo “por baixo dos panos” a Fátima, fora do palanque. Nenhum material de campanha será produzido nesse formato, não haverá tempo de TV. E, se a questão é garantir o apoio de prefeitos do MDB, a esta altura esse alinhamento não virá por imposição “de cima para baixo”. Fátima vai ter que negociá-los um a um.

Quanto à possibilidade de o MDB apoiar o PT na eleição indireta, há outro obstáculo: o partido agora está inserido em uma nova aliança. Não há como Waltinho estar alinhado com Agripino, João Maia, Robinson, Benes e Allyson e, à revelia de todos eles, apoiar o nome governista que contrarie o interesse desse grupo na eleição geral de outubro.

Portanto, nenhuma dessas ponderações se sustenta plenamente na lógica política. A tendência é de rompimento total. O Governo Fátima deverá optar por “passar a tesoura” nos cargos do MDB e utilizar esses espaços para atrair novos aliados.

Neto Queiroz

 

Toffoli perdeu totalmente as condições morais de conduzir o caso Master

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli perdeu todas as condições morais para conduzir as investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master.

Os motivos são inúmeros: procedimentos fora dos usuais e uma obsessão quase que doentia pelo controle de todos os processos desta investigação. Nunca, nunca na história da recente República, um ministro de Supremo demonstrou tanto interesse em um caso específico; Toffoli, neste aspecto, conseguiu o exemplo (ruim, diga-se) de ultrapassar os limites já esgarçados pelo seu colega de corte, o ministro Alexandre de Moraes em relação à chamada ação penal do golpe.

Em menos de uma semana, Toffoli impediu que policiais federais tivessem acesso às provas do processo, determinou que peritos – indicados por ele – atuassem na perícia e, pasmem, determinou que as provas fossem armazenadas no Supremo Tribunal Federal (STF).

E, para piorar o cenário, o ministro ainda reduziu o prazo para a PF ouvir os investigados. Eram seis dias; o magistrado reduziu para dois.

A situação foi tão esdruxula que a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) foi obrigada a se manifestar sobre o caso.

Eis o que os próprios delegados afirmaram, por meio de nota oficial.

“Cumpre salientar, a título de exemplo, que, nem mesmo no âmbito interno da Polícia Federal, a designação de peritos ocorre por escolha pessoal ou nominal da autoridade policial. Tal cenário, de caráter manifestamente atípico, além de causar legítima perplexidade institucional, implica afronta às prerrogativas legalmente conferidas aos Delegados de Polícia Federal para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal, comprometendo, inclusive, a adequada e completa elucidação dos fatos em apuração”.

Os procedimentos adotados fora do rito, por si só, causam espanto. Algo que alguns colunistas alinhados ao Planalto classificam como, por exemplo, inusitado. O cenário fica ainda pior quando se constata, que, no passado não muito distante, familiares do ministro Dias Toffoli tiveram relações comerciais com parentes do banco Master, mais precisamente com o cunhado de Daniel Vorcaro.

É tudo muito grave. É tudo muito estranho. É tudo inaceitável do ponto de vista ético. Os ministros do STF adoram afirmar, em seus pronunciamentos, que atuam em prol da estabilidade democrática no país. O problema é que, ultimamente, eles se tornaram o principal fator de instabilidade democrática da República brasileira.

 O Antagonista

Oposição do Senado atinge assinaturas suficientes para instalar CPI do Master

 

A oposição no Senado conseguiu 42 assinaturas para instalar a CPI do Banco Master e agora pressiona o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, a criar o colegiado. O requerimento quer 90 dias para investigar fraudes no banco do empresário Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central. A pressão aumenta em meio a outros pedidos semelhantes na Câmara e em uma CPMI no Congresso Nacional.

O movimento mostra força da oposição, que reúne mais da metade do Senado. Entre os signatários estão líderes do PP, PL, Republicanos e Podemos, além de parlamentares da base do governo Lula. A estratégia é oficializar a CPI já na primeira sessão conjunta de 2026.

O caso Banco Master envolve supostas fraudes e falhas que prejudicaram clientes e acionistas. Com a CPI, a oposição quer detalhar todas as responsabilidades, inclusive possíveis omissões do Banco Central, e expor a rede de interesse por trás da instituição.

Enquanto o Congresso se articula, a criação da CPI sinaliza que o governo Lula terá dificuldades para blindar aliados.

 

ÚLTIMO LUGAR: RN é o estado do Nordeste que menos investiu em relação à receita total, segundo relatório do Tesouro Nacional

 

O Rio Grande do Norte foi o estado que menos investiu no Nordeste entre janeiro e outubro de 2025, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional. Apenas 3% da receita foi destinada a investimentos, enquanto Paraíba aplicou 11% e Ceará, 7%.

O RN também teve o pior investimento per capita da região: R$ 106,55 por habitante, bem abaixo do valor orçado para o ano (R$ 460,40). Em relação a 2024, houve uma queda de 40,8% nos investimentos no mesmo período.

Segundo a Aequus Consultoria, os números refletem a fragilidade fiscal do estado. Desde 2019, o RN mantém nota Capag C (Capacidade de Pagamento), o que limita o acesso a empréstimos com garantia da União.

Em 2024, 43% dos investimentos dependeram de operações de crédito.

O RN também encerrou o ano com o menor investimento empenhado por habitante da região.

O principal entrave é o alto gasto com pessoal: 73% das despesas até outubro de 2025 foram para folha e encargos. No Executivo, esse gasto já ultrapassa o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Economistas afirmam que a falta de investimento prejudica a atração de empresas e contribui para a estagnação econômica do estado, enquanto vizinhos como Ceará e Paraíba avançam.

O governo afirma que o investimento total de 2025 chegou a R$ 605 milhões, o terceiro maior dos últimos 16 anos, mas especialistas alertam que o cenário fiscal segue crítico.

Tribuna do Norte

 

Dia 22 no radar: Rogério Marinho vai juntar prefeitos e lideranças no litoral potiguar para testa força e redesenhar 2026

 

O dia 22 entrou de vez no calendário político do Rio Grande do Norte. Na praia de Pirambúzios, litoral Sul do Estado, o senador Rogério Marinho (PL) reunirá prefeitos e lideranças em um encontro que vai muito além de uma confraternização à beira-mar. O objetivo é claro: medir força e pavimentar decisões estratégicas para 2026.

Embora ainda evite anúncio oficial, Rogério dá sinais de que o projeto majoritário está sobre a mesa. A reunião servirá para alinhar o núcleo mais próximo, ouvir aliados e indicar, nos bastidores, qual caminho pretende seguir. De Brasília, ele retorna convencido de que tem musculatura política para disputar o Governo do Estado, sem romper com sua atuação no cenário nacional.

Há, porém, variáveis externas pesando no jogo. O ex-presidente Jair Bolsonaro trabalha para que Rogério tenha papel central na articulação nacional do PL, especialmente na campanha de Flávio Bolsonaro. É o eixo Brasília–RN operando de forma sincronizada.

Em Pirambúzios, a aposta é numa demonstração de força. A expectativa é de presença maciça de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e parlamentares estaduais e federais, além de novas filiações ao PL e anúncios de alianças. Nos corredores, especula-se até sobre movimentos envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, hoje no PSDB e próximo ao senador Styvenson Valentim.

O encontro pode, portanto, definir rumos. Se Rogério avançar, a estrutura estará montada. Se recuar, o campo da direita tende a se reorganizar em torno do ex-prefeito Álvaro Dias.

Uma coisa é certa: Pirambúzios não será apenas mais um evento político. O encontro tem tudo para funcionar como um divisor de águas na pré-campanha potiguar, acirrando a disputa entre direita, centro-direita e governo. Em ano pré-eleitoral, cada ato vira palco — e Rogério sabe que, na política, quem não se mostra, desaparece do jogo. 

"Teje Prometido": Fátima inaugura o local de estádio em Mossoró, mas projeto ainda engatinha com emenda modesta

A governadora Fátima Bezerra cumpriu agenda em Mossoró neste sábado (17) apenas para inaugurar o local do novo estádio de futebol — promessa feita ainda no ano passado. O equipamento será implantado na Avenida Lauro Monte, no bairro Abolição III, enquanto a cidade segue há mais de três anos sem um estádio e com seus clubes jogando fora de casa.

O anúncio vem acompanhado de pouca efetividade prática. O Governo do Estado informa que o projeto executivo está “em fase final”, viabilizado por uma emenda da deputada Isolda Dantas (PT) no valor de R$ 165 mil — recurso restrito à elaboração do projeto, não à obra. Ou seja, mais discurso vazio.

Com capacidade prevista para cerca de cinco mil torcedores, o estádio ainda depende de um emaranhado de articulações: emendas futuras, participação da UERN e até uma possível Parceria Público-Privada, o que reforça a incerteza sobre quando — e se — a obra sairá do papel.

Enquanto isso, Potiguar e Baraúnas continuam arcando com prejuízos financeiros e perda de torcida por jogarem fora de Mossoró. A visita da governadora repete compromissos já anunciados em setembro passado, agora com nova data e o mesmo roteiro político. A previsão oficial é iniciar as obras ainda nesse primeiro semestre de em 2026, mantendo o esporte mossoroense refém de promessas e anúncios sucessivos.

Mais uma promessa política que dificilmente sairá do papel. Em sete anos de governo, Fátima Bezerra não entregou um novo estádio para Mossoró — e agora, no apagar das luzes de uma gestão marcada por resultados questionáveis, reaparece com anúncio e discurso reciclado. Sem obra iniciada, sem recursos garantidos e com tudo empurrado para o futuro, o roteiro é velho conhecido. Resta a pergunta que insiste em ecoar: o eleitor ainda acredita nesse tipo de promessa? 

José Agripino está sendo ingrato com Paulinho

 

O empresário José Agripino Maia está sendo ingrato com o Prefeito de Natal Paulinho Freire.

Derrotado nas urnas em 2018 quando disputou a eleição para deputado federal, José Agripino passou a viver em um ostracismo político depois de décadas ocupando papeis de destaque na política Nacional.

Liderando o então Democratas, Agripino passou a se dedicar às suas atividades empresariais e sequer teve condições de montar uma nominata para vereador de Natal nas eleições de 2020. Filiado histórico, até mesmo o folclórico Dagô do Forró deixou a legenda para disputar à reeleição.

Em 2022, onde o Democratas se fundiu com o PSL e passou a se chamar União Brasil, a legenda não tinha representatividade no Estado. A deputada Carla Dickson era a única remanescente do PSL que detinha mandato parlamentar, que “pesa dobrado” na hora de entregar controles regionais de legenda.  Então presidente da Câmara Municipal de Natal, o vereador Paulinho Freire trabalhava uma candidatura a deputado federal e passou a construir uma nominata forte para o pleito. Articulado, trouxe Benes Leocácio para o União Brasil e conseguiu junto com ele cosntruir a nominata vitoriosa que resulto na eleição de duas cadeiras, não consquistando a terceira em virtude de Carla Dickson não ter tido votação mínima para ocupar a vaga via quociente eleitoral.

Depois dessa eleição, Agripino passou a conceder entrevistas se autoproclamando como responsável pelo êxito do partido no pleito.

Para qualquer pessoa bem informada, a conversa não bate.

Se o ex-senador tinha tanto cacife eleitoral, por qual motivo deixou de concorrer à reeleição ao Senado na eleição anterior e foi para a disputa de deputado federal e mesmo assim foi derrotado ?

Depois da posse de Paulinho Freire como deputado federal e de Benes para o novo mandato, Agripino continuou como presidente regional do União Brasil unica e exclusivamente pela permissão dos dois mandatários.  O comando foi, por diversas vezes, oferecido aos dois que não aceitaram, optando por deixar Agripino no cargo como forma de “agracià-lo.”.

O vínculo do ex-senador com ACM Neto nunca foi suficiente para mantê-lo liderando o União Brasil. Siglas partidárias, sobretudo depois da supressão de legendas de alugueis e da cláusula de barreira, deixaram de ser “casa de repouso” de ex-políticos. Vale quem tem mandato!

Nas eleições de 2024, o ex-senador tentou a todo custo demover Paulinho Freire da idéia de disputar a Prefeitura de Natal. Tentava costurar uma aliança com o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, líder absoluto nas pesquisas e por consequencia, o caminho mais fácil para uma hipotética vitória.

Paulinho não engoliu a idéia, foi em busca de apoio, costurou alianças, foi abraçado pela Câmara Municipal, colocou Styvenson, Álvaro e Rogério nas ruas e venceu o pleito.

Onde estava Agripino ?

O líder da legenda que tinha um nome disputando a Prefeitura de Natal e que quase não apareceu na campanha da capital, estava em Mossóro. Empresário com vários negócios na cidade, o ex-senador estava na capital do Oeste trabalhando pela reeleição de Alysson Bezerra, que 1 ano antes do pleito já liderava com folga e não precisava de Agripino para influenciar no resultado.

O União Brasil concluiu o pleito de 2024 em Natal com o Prefeito eleito e saiu de zero para cinco cadeiras na Câmara de Natal.

Resultados eleitorais são construídos com números, estratégias, credibilidade, diálogo e correção mútua. 

Sobre as tratativas para as eleições de 2026, onde Agripino Maia já anunciou que não vai liberar nenhum mandatário para deixar o União Brasil, falaremos mais à frente.

Os Coroneis já foram abolidos da política Potiguar há tempos. A política mudou e não estamos mais no tempo de imposições.

Por Igor Costa. 

Congresso quer avançar com propostas que disciplinam conduta de ministros do STF

 

Ganha força no Congresso as movimentações para andar com propostas que disciplinam a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O fator propulsor é a estranhíssima ligação de magistrados e familiares com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e figura central no que se desenha ser a maior fraude bancária da história do País, como disse o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Na esquerda, a proposta é andar com o projeto que cria o código de conduta para ministros do STF.

Pressão meia-boca 

A oposição considera o “código de conduta”, proposto pelo Psol, pano de fundo para ajudar na criação de um código próprio, gestado no STF.

Só o começo 

A ofensiva ainda quer avançar com textos como os que ampliam e hipóteses de crimes de responsabilidade e suspeição de ministros.

Engavetador 

Já para o primeiro semestre, a pressão deve ser em cima do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), para criar a CPI do Banco Master.

Água no chopp 

Motta não tem dado sinais de urgência para andar com a CPI, solta desculpas como pedidos mais antigos que estão represados na Câmara.

Claudio Humberto

Ezequiel vai declarar apoio a Rogério Marinho

 

O presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira, vai de Rogério Marinho na disputa pelo Governo do RN em 2026. A informação será confirmada nas próximas semanas. 

Filiado ao PSDB, do senador Styvenson Valentim, Ezequiel deve seguir no partido, assumindo um espaço no grupo de oposição ao Governo do RN. Inclusive, deve ir para o evento do PL na próxima semana, que marcará o lançamento da pré-candidatura de Rogério.  

Esse é um grande baque para a gestão Fátima Bezerra. O RN só não está pior porque Ezequiel comandou a Assembleia de uma forma que ajudou a amenizar a crise provocada pelo PT. 

Lembrando que só Ezequiel fala por Ezequiel. 

Blog do Gustavo Negreiros. 

A incoerência política do deputado Kleber Rodrigues

 

O deputado estadual Kleber Rodrigues resolveu transformar o cenário político do Rio Grande do Norte em um verdadeiro exercício de contorcionismo. Em vez de escolher um campo claro, optou por ocupar todos ao mesmo tempo — ainda que sejam incompatíveis entre si.

Enquanto sinaliza apoio à candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, adversário declarado do governo estadual, Kleber continua confortavelmente instalado na base da governadora Fátima Bezerra. A contradição não é pequena: Allyson constrói seu discurso atacando a gestão petista, justamente a administração que abriga o deputado.

O enredo se complica ainda mais quando se observa o mapa de alianças para o Senado. Kleber acena para Zenaide Maia em uma vaga e, sem qualquer constrangimento, promete apoio à própria Fátima Bezerra na outra. Na prática, tenta agradar a todos. Governista quando convém, oposicionista quando rende palco, aliado apenas enquanto for útil.

Do lado do governo, a tendência é tolerar o paradoxo. O cálculo eleitoral fala mais alto do que a contradição política. Afinal, em tempos de disputa dura, votos pesam mais do que fidelidade.

O caso de Kleber Rodrigues é apenas mais um retrato de uma política cada vez mais pragmática, onde a ideologia virou detalhe e a conveniência passou a ser regra. No Rio Grande do Norte, o jogo deixou de ser sobre lado — é apenas sobre sobrevivência.

 

Fátima se cala, direita assume controle total da narrativa e isola o PT

 

O ano começou com intensidade no noticiário político com os líderes do Rio Grande do Norte se reposicionando para as eleições de outubro.

O ponto central é a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) em não assumir o Governo quando a governadora Fátima Bezerra (PT) renunciar ao cargo para disputar o Senado.

A decisão de Walter de focar em uma vaga na Assembleia Legislativa, deu um xeque-mate na governadora.

Agora ela está entre entregar a máquina estadual provavelmente a um nome da oposição que seria eleito de forma indireta na Assembleia Legislativa ou abrir mão de disputar o cargo.

A peça do xadrez está na mão de Fátima que prefere seguir em silêncio.

O silêncio está entregando uma fatura amarga para a petista porque a oposição está controlando a narrativa sem contraponto dos políticos da base governista.

Para piorar o cenário, os movimentos políticos criam uma situação de isolamento do PT com Walter se acertando com o líder nas pesquisas para o Governo, o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), e o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira (PSDB) em processo de aproximação com o senador Rogério Marinho (PL), que está em segundo lugar nas pesquisas.

A inércia de Fátima vai custar caro.

Blog do Barreto.

 

 
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