Olho D'água do Borges/RN -

Governadora Fátima e SINTE tramam mais um calote para os professores em relação ao piso do magistério

 

A governadora Fátima Bezerra segue em silêncio sobre a implantação efetiva do piso do magistério de 2026 — uma bandeira que ela própria levantava com veemência quando fazia oposição aos antigos governos do Rio Grande do Norte. Hoje, no comando do Estado, a postura é outra: omissão, atraso de retroativos e promessas que não saem do papel.

Fátima Bezerra (PT) tornou-se, ao longo de seus anos de governo, a única gestora do Rio Grande do Norte a resistir à implementação integral do piso do magistério. Ironicamente, trata-se da mesma lei que ela própria relatou e defendeu quando era parlamentar no Congresso Nacional. Só após muita pressão e mobilização da categoria, o governo anuncia o reajuste previsto na legislação, e ainda assim, vem acompanhada de parcelamentos prolongados que não se concretizam na prática. Enquanto isso, os professores seguem acumulando perdas salariais e aguardando o pagamento de retroativos que se arrastam por anos, transformando um direito garantido em uma espera interminável.

Mas o problema não se limita ao silêncio da governadora. Soma-se a isso a postura cada vez mais questionável do SINTE, sindicato que deveria representar e defender os professores. Em vez de pressionar o governo, a entidade tem sido marcada pela inércia, passividade, e conivência com a gestão estadual. Para muitos profissionais da educação, o sindicato parece ter trocado a combatividade histórica pela proximidade política com o governo, inclusive ocupando muitos cargos na Secretaria de Educação.

O resultado dessa relação é devastador para a categoria: promessas não cumpridas, retroativos acumulados e uma sensação crescente de abandono. A cada ano que passa, aumenta a descrença dos professores nas instituições que deveriam representá-los e protegê-los.

A situação expõe não apenas a crise da valorização do magistério, mas também a profunda perda de credibilidade da classe política e de parte do movimento sindical. Enquanto governadora e sindicato caminham alinhados, quem paga a conta é o professor, que segue esperando o que é seu por direito.

O que se vê, mais uma vez, é a categoria sendo empurrada para o fim da fila, enquanto governo e sindicato parecem preparar mais um capítulo de promessas, adiamentos e frustrações. 

Fátima Bezerra avalia riscos, renúncia perde força e PT já discute plano B para o Senado

 

A governadora Fátima Bezerra não tem, neste momento, nenhuma segurança sobre o desfecho da eleição para o chamado mandato-tampão no Governo do Estado. Como o PT precisa de 13 votos na Assembleia Legislativa para eleger o sucessor da governadora, o cenário atual é marcado muito mais por dúvidas do que por garantias.

No governo, a avaliação é de que a renúncia de Fátima só ocorrerá se houver certeza absoluta da existência dos votos necessários para a eleição indireta. Até agora, porém, as negociações políticas não produziram garantias concretas. Mesmo acordos que aparentam estar encaminhados ainda estão distantes de assegurar os 13 votos.

Outro ponto considerado essencial seria uma aliança com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, mas essa possibilidade, no momento, está longe de se consolidar.

Há ainda fatores institucionais que aumentam a cautela. O primeiro ato do processo seria a renúncia de Fátima. Depois disso, a eleição indireta ocorreria cerca de 30 dias depois, um intervalo considerado arriscado politicamente. Dentro do governo existe o temor de que acordos firmados agora possam ser desfeitos nesse período.

Também preocupa a possibilidade de, após a renúncia da governadora, Walter Alves desistir de renunciar, dentro de uma eventual estratégia articulada pelo MDB em conjunto com partidos da oposição, como União Brasil e PP.

Diante desse cenário, cresce dentro do governo o entendimento de que o risco de perder o controle do Executivo é real, caso a oposição consiga reorganizar forças durante esse intervalo.

Internamente, vários argumentos começam a ganhar peso para justificar a possibilidade de Fátima não renunciar. Um deles é que, se o objetivo de disputar o Senado seria ampliar a base do presidente Lula, o impacto seria menor caso isso não ocorra, principalmente diante da possibilidade de Zenaide Maia ser reeleita — considerada também um voto alinhado ao governo federal.

Dentro do governo, há consenso de que o maior prejuízo político não seria a ausência de Fátima na disputa pelo Senado, mas sim a eventual perda do governo para a oposição. Isso teria efeitos diretos sobre as chapas de deputado federal e estadual e também sobre a própria disputa pelo Governo do Estado em 2026.

Nesse contexto, começa a ganhar força dentro do PT uma alternativa: evitar a saída de Natália Bonavides da disputa proporcional para preservar a nominata de deputado federal.

Assim, surge como plano alternativo a possibilidade de o deputado Francisco do PT disputar o Senado no lugar de Fátima.

O tema domina as conversas internas no governo. Hoje, a tendência é que a renúncia da governadora esteja cada vez mais distante, enquanto o nome de Francisco do PT passa a ser tratado como uma alternativa real para a corrida ao Senado.

 

Álvaro Dias cumpre agenda política em Mossoró e intensifica articulações no interior

 

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, terá agenda política em Mossoró na próxima quinta e sexta-feira.

Esta será a primeira visita de Álvaro ao segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte após o lançamento de sua pré-candidatura ao governo.

A programação está sendo organizada pelo presidente do Republicanos em Mossoró, Aldo Fernandes, e deve incluir encontros políticos, visitas e conversas com lideranças locais e regionais.

A expectativa é de dois dias de intensa movimentação política. Nos bastidores, a presença de Álvaro na cidade é vista como um movimento estratégico dentro do processo de consolidação de sua pré-candidatura no interior do estado. 

Ezequiel Ferreira oficializa sua chegada no REPUBLICANOS e já conta com pelo menos seis deputados!

 

Próximo de anunciar oficialmente seu ingresso no Republicanos — ato de filiação que deve ser programado para o final deste mês — o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, já está empenhado na formação da nominata de deputado estadual do partido.

A expectativa em torno da nominata do Republicanos é que ela esteja completa e tenha potencial para eleger entre sete e oito deputados estaduais. Vários nomes considerados importantes já começam a ser contabilizados na chapa.

O próprio Ezequiel, além dos deputados de mandato Ivanilson Oliveira, Cristianne Dantas, Taveira Júnior, Neílton, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes, são apontados como integrantes dessa nominata. O grupo também deverá contar com nomes como Érico Jácome, Robson Carvalho, Camila Araújo e Gustavo Soares. Na avaliação de observadores políticos, esta tende a ser uma das nominatas mais fortes da disputa.

O movimento de Ezequiel no Republicanos faz parte de uma estratégia maior traçada por ele, pelo senador Rogério Marinho e pelo prefeito Paulinho Freire. A ideia é que as nominatas do PL e do Republicanos, somadas, elejam entre 13 e 14 deputados estaduais, garantindo a esse agrupamento o controle da Assembleia Legislativa.

Dessa forma, o grupo teria condições de definir a próxima mesa diretora da Casa, independentemente de vencer ou não a eleição para o Governo do Estado. Esse é o cálculo político que vem sendo feito dentro do palanque da direita no Rio Grande do Norte.

Gazeta Potiguar.

Agripino praticamente expulsa Nina e Paulinho do União Brasil

 

Ao negar carta de anuência a Nina Souza, presidente estadual expulsa na prática a vereadora e empurra o prefeito Paulinho Freire para fora do partido.

O presidente estadual do União Brasil no Rio Grande do Norte, José Agripino Maia, resolveu comprar uma briga que pode custar caro ao partido no estado.

Ao negar a carta de anuência para que a vereadora de Natal Nina Souza possa se filiar ao Partido Liberal e disputar uma vaga de deputada federal, Agripino praticamente a colocou para fora da legenda. Na prática, foi uma expulsão política.

Mas o movimento não atinge apenas Nina. A decisão também respinga diretamente no prefeito de Natal, Paulinho Freire, marido da vereadora e uma das principais lideranças do partido na capital. É difícil imaginar que Paulinho vá aceitar passivamente um gesto considerado desleal dentro do próprio partido.

O resultado dessa decisão pode ser simples: ao tentar enquadrar Nina Souza, Agripino corre o risco de perder também Paulinho Freire. Ou seja, ao invés de preservar o partido, o presidente estadual pode acabar provocando um racha dentro do União Brasil justamente na capital do estado.

No jogo político, há cenários que fortalecem e outros que isolam. A canetada de Agripino parece caminhar para a segunda opção. E, no final das contas, quem pode sair menor dessa história é o próprio comando do União Brasil no Rio Grande do Norte.

Robinson Pires

STF não vê saída para maior crise de credibilidade da sua história

 

Supremo Tribunal Federal enfrenta o que vem sendo apontado como a maior crise de credibilidade de sua história recente. Nos bastidores, o presidente da Corte, Edson Fachin, tem discutido com outros ministros possíveis saídas institucionais para conter o desgaste da imagem do tribunal.

Entre as hipóteses levantadas por juristas estaria o incentivo ao afastamento voluntário de ministros envolvidos em polêmicas recentes, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A medida, considerada dura por especialistas, é vista como improvável por não se alinhar ao perfil mais cauteloso de Fachin.

Outra possibilidade seria encaminhar questionamentos à Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, embora a atuação do órgão também esteja sendo alvo de críticas.

Dentro do STF, parte dos ministros avalia que a Corte estaria “sob ataque”, defendendo que a presidência do tribunal adote postura de defesa institucional e proteção aos integrantes da Casa.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que, caso o próprio STF não adote providências, o Senado Federal poderá ser pressionado a analisar pedidos de impeachment contra ministros, ampliando ainda mais a crise institucional.

Com informações do Diário do Poder

PESQUISA IPSOS-IPEC: 51% desaprovam Lula e 56% dizem não confiar no presidente

 

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira (10) mostra que o governo do presidente Lula (PT) é desaprovado por 51% dos brasileiros, enquanto 43% afirmam aprovar a gestão. Outros 6% disseram não saber ou preferiram não responder.

Em relação ao levantamento anterior, feito em dezembro, houve leve oscilação: a aprovação subiu um ponto (de 42% para 43%) e a desaprovação caiu um ponto (de 52% para 51%).

Quando perguntados sobre a avaliação do governo, 40% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 33% dizem que é boa ou ótima. Outros 24% consideram regular e 3% não souberam responder. Na comparação com dezembro, a avaliação negativa permaneceu no mesmo patamar, enquanto a positiva subiu três pontos percentuais.

O levantamento também mediu o nível de confiança no presidente. Para 56% dos entrevistados, Lula não é confiável, enquanto 40% afirmam confiar no chefe do Executivo. Outros 4% não souberam ou não responderam. Os números são praticamente os mesmos registrados na pesquisa divulgada em dezembro.

A pesquisa ainda mostra percepção negativa sobre o governo e a economia. Para 43% dos brasileiros, a gestão Lula está pior do que esperavam, enquanto 28% dizem que está igual e 25% afirmam que está melhor.

Já sobre a situação econômica do país, 42% avaliam que piorou, 27% dizem que melhorou e 28% consideram que permaneceu igual. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Cúpula da direita no RN discute chapa, mandato-tampão e futuro de Ezequiel


A reunião prevista para o fim de se mana entre integrantes da cúpula do PL, Republicanos e PSDB ocorreu no domingo e contou com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire, do senador Rogério Marinho, do senador Styvenson Valentim e do presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira.

O encontro foi realizado no apartamento do prefeito Paulinho Freire. Quatro temas principais estiveram na pauta: o lançamento oficial da chapa completa no dia 21 de março, a eleição indireta para o mandato-tampão, o futuro político de Ezequiel Ferreira e a formação das nominatas para deputado federal e estadual.

O PL confirmou que o evento de anúncio da chapa oficial será realizado no dia 21 de março, às 15h, no Olimpo Recepções. Também está confirmada a presença de Flávio Bolsonaro no evento.

Sobre a eleição para o mandato-tampão, ainda não há definição oficial quanto ao lançamento de candidatura. O grupo vai entregar o comando dessa articulação ao deputado Ezequiel Ferreira, a quem caberá fazer as articulações. O PL vai apoiar o nome que Ezequiel indicar. Até o momento, esse nome não foi definido.

Em relação ao destino de Ezequiel Ferreira, está praticamente acertada sua filiação ao Republicanos, onde deverá assumir o comando do partido no estado. Sua principal missão será montar uma nominata forte para deputado estadual.

O grupo avaliou que a nominata a ser montada por Ezequiel no Republicanos, somada à nominata do PL, tJuntas têm potencial para formar a maioria dos deputados estaduais na próxima legislatura. Independentemente de quem vença a eleição para governador, esses dois partidos teriam força para influenciar o controle da Assembleia Legislativa.

Sobre a formação das nominatas, o entendimento entre os participantes da reunião é de que haverá apenas uma chapa para deputado federal, pelo PL, enquanto na disputa para deputado estadual deverão ser organizadas duas nominatas.

Neto Queiroz

Crise na saúde explode no RN e Hospital Walfredo Gurgel suspende cirurgias por falta de dinheiro

Pacientes que aguardavam procedimentos ortopédicos eletivos no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, voltaram a enfrentar mais um episódio de paralisação nos atendimentos. As cirurgias estão suspensas desde o último sábado (7), sem previsão oficial para retomada.

A interrupção ocorre após cerca de 30 dias sem repasses financeiros do Governo do Rio Grande do Norte, situação que inviabilizou a continuidade do fornecimento de materiais necessários para os procedimentos.

Responsáveis pelo fornecimento informaram que os insumos utilizados nas cirurgias possuem alto custo, o que tornou impossível manter o abastecimento sem o pagamento pendente.

Falta de repasse provoca paralisação

Segundo relatos relacionados à prestação do serviço, a ausência de repasses financeiros compromete diretamente a realização dos procedimentos ortopédicos eletivos no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

Sem os pagamentos, a empresa responsável pelos materiais afirma não ter condições de manter o fornecimento, classificando a situação como inviável e também insustentável financeiramente.

Esse cenário resulta na suspensão das cirurgias e no aumento da fila de pacientes que aguardam atendimento na principal unidade de urgência e emergência do estado.

Governo ainda não se pronunciou

Até o momento, o Governo do Rio Grande do Norte não divulgou posicionamento oficial sobre a paralisação dos procedimentos.

A direção do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel também não informou quando as cirurgias ortopédicas eletivas poderão ser retomadas.

A informação sobre a suspensão foi divulgada inicialmente pelo jornalista Gustavo Negreiros, que realizou a apuração do caso.

BNews Natal

Sindicato quer impeachment de Fátima Bezerra por pedalada fiscal com dinheiro dos consignados de servidores

 

O Jornal 96 desta segunda-feira (9), trouxe que o Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do Rio Grande do Norte (Sinai) denunciou que o Governo do Estado estaria deixando de repassar aos bancos valores descontados dos salários de servidores referentes a empréstimos consignados. Segundo o sindicato, a situação pode configurar apropriação indevida de recursos e até pedalada fiscal. Veja no vídeo aqui.

A denúncia foi feita pela presidente da entidade, Janeayre Souto, em um vídeo divulgado nas redes sociais. De acordo com ela, os valores descontados nos contracheques dos servidores não estariam sendo repassados às instituições financeiras. A estimativa apresentada pelo sindicato é de que a dívida já ultrapasse R$ 600 milhões.

Segundo a dirigente sindical, os descontos continuam sendo feitos mensalmente, mas os recursos não estariam chegando aos bancos. A situação, ainda de acordo com o sindicato, ocorreria desde julho de 2025.

Servidores também relatam prejuízos. Há casos de negativação do nome em serviços de proteção ao crédito e até descontos duplicados nos contracheques para tentar regularizar as dívidas junto às instituições financeiras.

Diante da situação, o sindicato cobra uma atuação mais firme dos órgãos de controle, como o Ministério Público e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A entidade defende que o caso seja investigado e que haja responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades.

Na Assembleia Legislativa, parlamentares já discutiram a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o atraso no repasse dos consignados. A proposta chegou a ser defendida publicamente pelo deputado estadual Gustavo Carvalho, mas ainda não avançou.

Durante o debate sobre o tema, também foram citadas informações sobre atrasos do governo com fornecedores. Segundo estimativas mencionadas, essas dívidas poderiam chegar a cerca de R$ 1 bilhão, com pagamentos em atraso entre três e cinco meses. Somados aos valores dos consignados, o montante poderia ultrapassar R$ 1,6 bilhão.

Para o sindicato, a retenção de valores descontados diretamente dos salários dos servidores pode caracterizar apropriação indébita. Por isso, a entidade afirma que o caso deveria ser tratado como possível crime e defende que seja analisada até mesmo a possibilidade de impeachment da governadora Fátima Bezerra.

Até agora, o Governo do Rio Grande do Norte não confirmou oficialmente o valor da dívida relacionada aos consignados. De acordo com relatos citados no debate, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, tem afirmado apenas que o valor divulgado publicamente não corresponde ao montante real, mas não apresentou números oficiais sobre o tamanho da dívida. 

Estados e municípios partilham R$ 3,8 bi referentes à segunda parcela do Fundeb para a Educação Básica

 

A segunda parcela da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) referente a 2026 foi depositada no último dia 27 nas contas dos municípios, estados e Distrito Federal.

O repasse, realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), soma R$ 3,8 bilhões. Os recursos foram distribuídos por meio das modalidades Valor Anual por Aluno (VAAF), Valor Anual Total por Aluno (VAAT) e Valor Aluno Ano Resultado (VAAR).

Considerando esse novo repasse, juntamente com os valores transferidos em janeiro — referentes à 13ª parcela de 2025 e à primeira parcela de 2026 — o total de recursos encaminhados aos entes federativos neste ano já chega a R$ 26,8 bilhões.

A complementação da União deve ser aplicada em ações de manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), conforme determina o artigo 70 da Lei nº 9.394/1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. 

Veja mais:

Entre as despesas permitidas estão a aquisição e manutenção do transporte escolar, a construção e conservação de unidades de ensino, a compra de material didático e escolar, além da remuneração e da formação continuada de professores e demais profissionais da educação.

Para 2026, a previsão é que a complementação da União ao Fundeb chegue a R$ 67,4 bilhões. A estimativa é de que 1.859 entes federativos sejam atendidos na modalidade VAAF, 2.481 na VAAT e 3.034 na VAAR.

Os repasses serão realizados em parcelas mensais entre janeiro de 2026 e janeiro de 2027, sempre até o último dia útil de cada mês, conforme o cronograma definido pela Portaria Interministerial MEC/MF nº 14/2025, disponível no portal do FNDE.

Os interessados podem consultar o detalhamento da distribuição dos recursos do Fundeb por meio dos demonstrativos disponíveis no site do FNDE.

 Marcos Dantas

A pobreza continua e o número de famílias no Bolsa Família cresceu 420%.

 

Valores mensais do Bolsa Família saltaram de R$269 milhões em 2004 para R$13 bilhões/mês em 2026

O Bolsa Família atendia 3,6 milhões de famílias no início de 2004, no primeiro governo Lula. O próprio governo petista explica, em documento dos 20 anos do programa, o “contexto” à época: 28% dos brasileiros viviam em situação de pobreza, sendo 9% na pobreza extrema. Desde então, o número de famílias atendidas disparou quase 420%: atualmente são 18,7 milhões de famílias no programa, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social coletados pelo jornalista André Brito. Já as despesas mensais foram multiplicadas em quase dez vezes no período. As informações são do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

Valores mensais do Bolsa Família saltaram de R$269 milhões em 2004 (R$1,32 bilhão corrigidos pela inflação) para R$13 bilhões/mês em 2026.

Atualmente, segundo o Ipea/IBGE, o número de brasileiros que vivem na pobreza é de 26,8%, enquanto menos de 5% vivem na extrema pobreza.

Oposição quer investigar repasses do milionário Lula para Lulinha, alvo da CPMI do INSS

A grana que Lula despejou nas contas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, virou alvo da oposição, que quer escrutinar a movimentação financeira do filho do presidente, que tem uma amiga enrolada na falcatrua do INSS. Na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado já tramita pedido à Polícia Federal para investigar “cifra aproximada de R$ 25 milhões” do herdeiro de Lula. No bolo, mais de R$ 720 mil são de transferências entre o petista e Lulinha.

Alô, Receita

Na declaração de bens de Lula, tem R$ 7,4 milhões. Mas a maior parte, R$ 5,5 milhões, está imobilizada em uma espécie de previdência privada.

Mérito da CPMI

Foi a CPMI do INSS que aprovou a quebra do sigilo bancário de Lulinha e revelou que o presidente repassou o caminhão de dinheiro ao filho.

2+2

Somando o dinheiro em espécie (declarado), com créditos que aparecem nos bens assumidos à Justiça Eleitoral, faltam ainda R$ 266 mil.

Coisa de milionário

A movimentação financeira de Lulinha é na casa dos milhões. Mais de R$ 4 milhões por ano em 2022 e 2023 e mais de R$ 7,2 milhões em 2024.

Claudio Humberto

 

A mentira de Allyson Bezerra não se sustenta sobre o salario dos professores

 

O prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) propagou que a sua gestão concedeu o maior reajuste salarial dos professores da história de Mossoró e que a categoria ganha mais do que os educadores da rede estadual.

Em pré-campanha para a governador, ele publicou vídeo nas suas redes sociais e distribuiu o conteúdo, por meio de sua rede midiática, para convencer o resto do Rio Grande do Norte,

Só que a mentira não se sustenta.

As tabelas salariais em vigor, do município e estado, desmascaram a propaganda de Allyson Bezerra. Vamos aos números.

1 - Um professor do estado de nível médio com carga horária de 30 horas semanais recebe R$ 5.663,00; no município, professor de mesmo nível e mesma carga horária, ganha R$ 4.597,00, uma diferença de mais de R$ 1 mil;

2 – Professor de nível superior com 15 anos de serviço no estado recebe R$ 6.212,00, enquanto no município o professor do mesmo nível e com o mesmo tempo de serviço ganha R$ 5.043,00, o que representa quase R$ 1,2 mil a menos.

Essa diferença ocorre porque o Governo do RN aplicou todos os reajustes desde que foi instituída a lei do piso salarial do Magistério em 2019, enquanto a gestão Allyson, que está no sexto ano, zerou três anos de reajuste. Pior é que nos anos que a sua gestão concedeu o reajuste, ele não respeitou o retroativo ao mês de janeiro.

Para tentar sustentar a falsa verdade, Allyson Bezerra não teve um pingo de vergonha em manipular informações. No seu discurso midiático, para jurar que o município paga salário do professor maior do que o do estado, ele fez comparação do salário de um professor que tem 40 horas semanais (município) com o educador que trabalha 30 horas semanais (estado). Comparar salários com cargas horárias diferentes é desonestidade.

O Rio Grande do Norte precisa saber disso para não escorregar nos pulinhos, murrinhos, dancinhas e carinha de menino pobrezinho do sertão.

Francamente.

Cesar Santos/Jornal de Fato

 
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