Olho D'água do Borges/RN -

RN à beira do colapso: o fim de um governo desastroso e suas consequências para o Estado

 

Nem o mais pessimista dos potiguares poderia imaginar que, após oito anos no comando do Rio Grande do Norte — incluindo uma reeleição ainda no primeiro turno — o Estado chegaria ao início de 2026 mergulhado em um cenário de verdadeiro colapso administrativo.

Os problemas se acumulam em praticamente todas as áreas do governo. As finanças estão fragilizadas, serviços essenciais operam no limite e a instabilidade institucional se tornou regra. O RN vive hoje um ambiente de insegurança administrativa que compromete o presente e ameaça o futuro.

O quadro se agrava ainda mais com a iminente saída da governadora Fátima Bezerra, prevista para abril. Diferente do que seria uma transição natural e responsável, o Estado caminha para um vácuo de poder: o vice-governador Walter Alves deverá renunciar nos próximos dias, justamente em meio ao risco real de aprofundamento da crise e de um possível colapso financeiro.

Ainda mais alarmante é ver a principal responsável por esse cenário se lançar candidata ao Senado Federal — uma Casa que tem papel decisivo na articulação política e na destinação de recursos para estados e municípios. A tentativa de ascensão política contrasta com o legado de desorganização administrativa deixado no Rio Grande do Norte.

O povo potiguar sente diariamente o peso desse desgoverno: salários atrasados, serviços precarizados e um Estado sem rumo. Essa realidade não será esquecida. As urnas de outubro representarão o julgamento democrático de uma gestão marcada pelo fracasso.

Que Deus salve o Rio Grande do Norte.

Especulações sobre permanência de Ezequiel no PSDB e possível apoio a Rogério Marinho movimentam bastidores políticos

 

As especulações sobre a permanência do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, no PSDB têm provocado intensa movimentação nos alpendres de verão da política potiguar.

Ezequiel, que chegou a sinalizar disposição para se filiar ao MDB, partido comandado no estado pelo vice-governador Walter Alves, passou a reavaliar sua saída da legenda tucana.

Interlocutores avaliam que a possível permanência de Ezequiel no PSDB, partido ao qual também é filiado o senador Styvenson Valentim, pode indicar um alinhamento político com a pré-candidatura do senadir Rogério Marinho ao Governo do Estado nas eleições deste ano.

O cenário ainda é tratado com cautela por aliados, mas as movimentações reforçam a decisão de Ezequiel que terão impacto direto no próximo pleito.

Potiguar News

 

Editorial: Duplicação da BR-304 é usada como palanque eleitoral do PT

 

A duplicação da BR-304 escancara, mais uma vez, a forma como o PT trata obras públicas: não como dever de Estado, mas como instrumento de propaganda eleitoral. O que deveria ser uma intervenção estruturante e urgente para o Rio Grande do Norte virou palco de discursos, vídeos promocionais e promessas recicladas, todas convenientemente alinhadas ao calendário político.

Durante anos, a BR-304 foi ignorada. Projetos ficaram no papel, recursos não apareceram e o discurso oficial era sempre o mesmo: “está em estudo”, “está no planejamento”, “está em Brasília”. Agora, às vésperas de eleições, a rodovia ressuscita como prioridade absoluta, apresentada como se fosse um presente do PT ao povo potiguar — quando, na verdade, é uma obrigação básica do governo federal.

A encenação é explícita. Anuncia-se a duplicação sem cronograma confiável, sem garantia clara de recursos e sem compromisso com a conclusão integral da obra. Iniciam-se trechos pontuais, suficientes para fotos e manchetes, mas insuficientes para resolver o problema histórico da rodovia. O objetivo não é concluir, é aparecer.

Essa politicagem com dinheiro público é um desrespeito ao RN. A duplicação da BR-304 não pode ser reduzida a peça de marketing para salvar governos desgastados ou turbinar candidaturas. Trata-se de uma estrada que mata, que trava a economia e que há décadas cobra soluções concretas.

O povo potiguar já conhece esse teatro. Não quer promessas embaladas em palanque nem obras usadas como moeda eleitoral. Quer a BR-304 duplicada de verdade, do começo ao fim, com seriedade, transparência e longe da exploração política rasteira que o PT insiste em repetir.

 

Esta é a foto que deixou a esquerda potiguar de cabelo em pé

Uma foto que percorreu os quatro cantos do Rio Grande do Norte nos últimos dias vem movimentando os bastidores da política potiguar e deixando a esquerda apreensiva. O registro reúne nomes de peso e figuras influentes do cenário estadual, alimentando especulações sobre uma possível grande aliança para as eleições de 2026.

Na imagem aparecem: Paulinho Freire, prefeito de Natal; Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa; Paulinho Buda, apontado como a nova força política do RN e provável governador por alguns meses; comunicador Bruno Giovani, Walter Alves, vice-governador; Nina Souza e Gustavo Carvalho, deputado estadual. 

Para muitos observadores, caso esse grupo realmente se una em um projeto político comum, o cenário eleitoral poderá sofrer uma reviravolta significativa. A avaliação nos bastidores é de que uma aliança desse porte teria força suficiente para encerrar o atual ciclo de domínio da esquerda no estado a partir de 2026. 

Enquanto isso, a foto segue circulando, gerando comentários, análises e muita expectativa sobre os próximos capítulos da política potiguar.

Nove sindicatos convocam protesto após atraso no 13º salário no RN

 

Pelo menos nove sindicatos anunciaram um ato público de protesto para a manhã desta segunda-feira (12), em Natal, após o não pagamento do 13º salário a parte dos servidores estaduais, principalmente aposentados e pensionistas. A mobilização foi convocada depois que o valor não foi depositado na sexta-feira (9), data anunciada pelo próprio Governo do Estado.

O protesto está marcado para as 9h, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo. Até a manhã deste sábado (10), confirmaram participação as entidades Sinsp, Sinai, Sindsaúde, Sinte-RN, Astran, Sindppen, Aduern, Sinter/Sefaz e Sindpci.

Segundo os sindicatos, os servidores ativos receberam a gratificação, mas aposentados e pensionistas de diferentes categorias relataram que o pagamento não caiu na conta. O Sinai-RN informou que esteve na Secretaria de Planejamento e da Fazenda e recebeu a explicação de que o pagamento seria concluído na sexta-feira. Como isso não ocorreu, a entidade decidiu manter a convocação do protesto.

Em nota, o Sinai afirmou que não aceita um novo atraso e convocou ativos, aposentados, pensionistas e também quem já recebeu o 13º a participar do ato, em solidariedade aos que ainda aguardam o pagamento.

O Sindsaúde/RN também denunciou o atraso no pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas da área da saúde. A entidade afirma que o governo havia prometido quitar os valores na sexta-feira, o que não aconteceu. Segundo o sindicato, o secretário adjunto de Administração informou que a folha já estava pronta, mas dependia de autorização da Secretaria de Planejamento, o que não ocorreu até o fim do dia.

Já o Sinsp/RN informou que recebeu diversas queixas de aposentados e pensionistas que ainda não receberam a gratificação e que não foi apresentado prazo oficial para regularização. A presidente do sindicato, Janeayre Souto, afirmou que a situação gera insegurança e atinge diretamente famílias que dependem do pagamento.

Após as cobranças, o Governo do Rio Grande do Norte confirmou, no sábado (10), que concluiu o pagamento do 13º salário dos servidores ativos e de parte dos inativos na sexta-feira (9). Em nota oficial, o Executivo estadual informou que o pagamento dos servidores que ainda não receberam será concluído nesta segunda-feira (12).

Em dezembro, o governo havia anunciado que o pagamento do 13º salário de ativos, aposentados e pensionistas ocorreria de forma integral no dia 9 de janeiro de 2026. Apesar disso, entidades sindicais destacam que a promessa não foi cumprida para todos os servidores, o que motivou a mobilização marcada para esta segunda-feira.

Portal 96FM

 

Secretário Jucimar Nunes representa Olho D’água do Borges no 30º Encontro dos Profetas da Chuva, em Quixadá-CE

 

O secretário municipal de Recursos Hídricos e Meio Ambiente de Olho D’água do Borges, Jucimar Nunes, está representando o município neste sábado (10) no 30º Encontro dos Profetas da Chuva, realizado na cidade de Quixadá, no Ceará. O evento é um dos mais tradicionais do Nordeste e reúne saberes populares, cultura regional e debates sobre o futuro do semiárido.

A presença de Jucimar Nunes no encontro reforça o seu compromisso com o fortalecimento das políticas públicas voltadas à convivência com o semiárido, à valorização do conhecimento popular e à gestão responsável dos recursos hídricos, temas centrais para os municípios da região.

A programação teve início na noite da sexta-feira (09), com o Festival Encanta Quixadá, que reuniu violeiros e repentistas do Sertão Central, celebrando a cultura e a identidade nordestina.

Neste sábado (10), a partir das 9h, o Encontro acontece no Instituto Federal do Ceará (IFCE) – Campus Quixadá, com a apresentação das previsões para a quadra chuvosa de 2026, além de homenagens, feira de artesanato e diversas manifestações culturais.

Um dos idealizadores do evento, Helder Cortez, destacou a importância do encontro para a preservação do conhecimento tradicional. “O Encontro dos Profetas da Chuva cumpre um papel fundamental ao valorizar a observação dos sinais da natureza como forma de previsão das chuvas no Nordeste. Temos a expectativa de realizar a maior edição da história e destacamos o apoio da Cagece, parceira desde o início no resgate dessa cultura”, afirmou.

O evento deve reunir cerca de 700 participantes, incluindo profetas e profetizas do Ceará e de outros estados, como Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí, consolidando-se como um espaço de troca de saberes e valorização da cultura popular nordestina.

 

Desgoverno e calote: O 13º dos aposentados e pensionistas virou promessa vazia no RN

 

O dia 10 de janeiro amanheceu como mais um retrato do desgoverno no Rio Grande do Norte. O 13º salário dos aposentados e pensionistas simplesmente não foi pago. A promessa inicial era dezembro. Depois, empurraram para 9 de janeiro. Agora, nem data existe mais. Só o silêncio.

Nenhuma explicação oficial. Nenhuma nota. Nenhum pedido de desculpas. Nada. O governo Fátima Bezerra trata quem já trabalhou a vida inteira como se não merecesse sequer respeito.

O roteiro é conhecido e repetido. Anuncia, adia, descumpre e se esconde. A cada atraso, a confiança é destruída. A cada promessa quebrada, cresce a revolta de quem depende desse dinheiro para sobreviver.

Enquanto o governo silencia, as contas não esperam. Aluguel, remédios, água, luz e comida vencem no calendário real — aquele que o governo insiste em ignorar. Os juros correm. O sofrimento aumenta. E a humilhação se repete.

Enquanto isso, o desastre administrativo do Rio Grande do Norte avança sem freio. Aposentados e pensionistas, mais uma vez, foram jogados para escanteio, tratados como um peso descartável por um governo que virou as costas para quem já deu sua contribuição ao Estado.

Prometer e não pagar não é falha administrativa. É irresponsabilidade. É desrespeito. É cinismo. É vergonha. É gópi!

Outubro está chegando. Será a hora do povo dar a resposta que esse desgoverno merece. Resta saber se o eleitor terá memória, coragem e consciência para não repetir os mesmos erros.

INÉDITO! Ninguém quer ser governador do Rio Grande do Norte

 

A gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) foi tão devastadora que ninguém demonstra disposição para assumir o comando do Rio Grande do Norte. O cenário envolve a possível renúncia da governadora, que articula uma candidatura ao Senado em 2026, em busca de oito anos de imunidade parlamentar.

Com a saída de Fátima, o cargo deveria ser assumido pelo vice-governador Walter Alves (MDB) — eleito pelos potiguares exatamente para essa eventualidade. No entanto, ele reluta em sentar na cadeira do Palácio dos Despachos. O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), igualmente também já declinou da possibilidade.

Para quem não se recorda, Fátima Bezerra ganhou projeção nacional durante o impeachment de Dilma Rousseff, quando, da tribuna do Senado, protagonizou o episódio do “É gópi, é gópi”, numa performance que virou símbolo de despreparo e caricatura política. À época, ela representava o Rio Grande do Norte no Senado.

Ainda assim, só o eleitor potiguar acreditou que alguém que travava uma batalha pública com a língua portuguesa teria condições de gerir um estado já mergulhado em graves problemas estruturais.

A “bomba” — digo, o governo — pode acabar caindo temporariamente no colo do desembargador Ibanez Monteiro, presidente do Tribunal de Justiça do RN, que assumiria interinamente e convocaria uma eleição indireta, possivelmente em maio, para escolha de um governador tampão até o fim de 2026. Nesse cenário, apenas os deputados estaduais votariam.

Ninguém quer assumir esse governo porque sabe que herdará um verdadeiro suicídio político. As contas do Estado estão em frangalhos: salários de servidores à beira do atraso, 13º pago fora do prazo, empréstimos consignados retidos de forma ilegal e um rombo que já ultrapassa os R$ 10 bilhões.

O turismo, principal motor da economia potiguar, sofre com o avanço do crime organizado. A educação amarga os piores índices do Nordeste. A saúde está sucateada. As estradas, esburacadas. Fornecedores, sem receber.

Isso não pode ser chamado de gestão pública. É um desmantelo completo. Ou, como diria a própria Fátima Bezerra quando era senadora: o que fizeram com o pobre Rio Grande do Norte — “É gópi! É gópi!”.

Walter Alves vai renunciar à vice-governadoria no RN

 

Walter Alves (MDB) irá renunciar ao cargo de vice-governador do Rio Grande do Norte, cumprindo a desincompatibilização para disputar uma das 24 cadeiras de deputado estadual.

O anúncio oficial será feito na próxima semana, segundo apuração da TRIBUNA DO NORTE.

O vice-governador não vai assumir o cargo de governador do Rio Grande do Norte em caso de vacância do cargo, pela desincompatibilização da governadora Fátima Bezerra (PT), para possível disputa de uma vaga ao Senado da República, nas próximas eleições gerais.

Neste caso haverá uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para a escolha do gestor do Poder Executivo.

Walter Alves irá acelerar o trabalho de fortalecimento de nominatas do MDB, para estadual e federal.

Essas decisões, no entanto, não impedem a possibilidade, em um segundo momento, do MDB permanecer indicando um candidato a vice-governador ou a senador na chapa majoritária governista que no momento tem como pré-candidato ao governo, Carlos Eduardo Xavier, Secretário Estadual da Fazenda do RN. Mas isto fica para se conversar em outro momento.

O MDB trabalha nos bastidores para consolidar uma das nominatas mais fortes da disputa proporcional nas Eleições de 2026. O partido vem avançando na filiação de deputados estaduais com mandato e na articulação de novos nomes que ampliam a competitividade da legenda na corrida por vagas na ALRN.

Fontes seguras confirmam que o MDB conta com parlamentares de peso: os deputados estaduais Nelter Queiroz, Hermano Morais, Neilton Diógenes, Galeno Torquato e Ezequiel Ferreira de Souza, presidente da Assembleia Legislativa.

Além dos deputados em exercício, outras lideranças também devem integrar a nominata. Entre os nomes cotados estão o ex-prefeito de Assu, Dr. Gustavo Soares, e Kaline de Dr. Bernardo, que vêm sendo apontados como reforços importantes na formação da chapa proporcional do MDB.

A movimentação ganhou ainda mais força após encontro ocorrido quarta-feira (7) entre Walter Alves e o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi. Na ocasião, Walter recebeu garantias da direção nacional de total apoio e sustentação política à nominata que disputará as Eleições de 2026.

Tribuna do Norte

 

Janeiro começa quente no tabuleiro político estadual

 

O ano mal começou e a política estadual já dá sinais de que 2026 será marcado por disputas intensas e movimentos antecipados.

Em Mossoró, Allysson Bezerra promove ajustes no secretariado, gesto típico de quem prepara o terreno para uma saída estratégica do comando da prefeitura.

Walter Alves, reconduzido à presidência do MDB, segue no centro das especulações: assumir o governo ou disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Rogério Marinho, dividido entre a coordenação da campanha nacional da direita e a disputa pelo Governo do Estado, intensifica as articulações nos bastidores e já sinaliza que oficializará sua pré-candidatura no dia 22 de abril.

Já a governadora Fátima Bezerra tenta administrar o desgaste de sua gestão e busca um caminho para se manter competitiva, caso decida renunciar ao cargo.

Enquanto isso, partidos aceleram a montagem das nominatas para a disputa por vagas na Câmara Federal, Assembleia Legislativa e Senado.

Janeiro ainda está no início, mas o clima de campanha já tomou conta do cenário político estadual.

Estado O Papa Vivaldo Costa está fora de qualquer plano para governo-tampão no RN

 

Aos 86 anos, deputado não assumiria um governo falido e o PT não entregaria o comando do Estado

De uma fonte considerada muito segura: não existe a menor possibilidade de o nome do deputado estadual Vivaldo Costa ser cogitado em uma eventual eleição indireta para ser eleito o governador tampão do Rio Grande do Norte.

Com 86 anos de idade e uma longa trajetória na vida pública, Vivaldo não se submeteria ao maior sacrifício político de sua carreira: assumir um governo falido, sem margem de manobra administrativa, sem tempo para realizar qualquer ação relevante e com alto risco de sair desgastado e responsabilizado por problemas que não criou.

A avaliação é simples e lógica. Vivaldo prefere — e faz todo sentido — permanecer na sua cadeira de deputado estadual, encerrando a vida pública de forma tranquila, respeitada e com um final digno. Assumir o governo neste cenário significaria correr o risco de sair marcado pelo refrão cruel que ninguém quer carregar: “olhai o velhinho que não paga aos funcionários públicos”.

Ele não deixaria a vida pública com essa mancha.

Além disso, há um fator decisivo: o PT não entregaria o comando do governo a Vivaldo Costa de jeito nenhum. O partido quer controle absoluto do processo, da narrativa e das decisões até o último dia. Um nome fora do script petista simplesmente não entra na conta.

Portanto, qualquer especulação envolvendo Vivaldo Costa nesse cenário não passa de conversa vazia. Ele está fora do jogo — por escolha própria, por lógica política e por veto claro do grupo que hoje manda no Governo do Estado.

 Robinson Pires

Oposição busca derrubar veto de Fátima à lei dos repasses aos municípios

A governadora Fátima Bezerra (PT) vetou integralmente o Projeto de Lei nº 632/2025, que estabelecia critérios e prazos para o repasse aos municípios das parcelas do ICMS, IPVA e Fundeb. O veto provocou reação imediata do autor da proposta, deputado Gustavo Carvalho (PL) e do líder da oposição, deputado Tomba Farias (PL), que classificaram a medida como “desrespeito aos municípios e à Assembleia Legislativa” e indicaram haver articulação para derrubar o veto na Assembleia Legislativa. A Femurn e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União) também rechaçaram a medida governamental.

A proposta, aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa em dezembro passado, previa regras mais rígidas para assegurar previsibilidade e regularidade nos repasses constitucionais aos municípios. Segundo o governo, no entanto, a iniciativa ampliaria “significativamente o risco fiscal do Estado” ao criar créditos automáticos e engessar a administração financeira.

Autor do projeto, Gustavo Carvalho se disse surpreso e indignado. “Isso é uma demonstração de que a governadora não respeita os municípios do Rio Grande do Norte nem a Assembleia Legislativa, que aprovou o projeto por unanimidade”, relembrou. Para o parlamentar, o veto sinaliza um “fim de governo triste e caótico”, em referência ao último ano de dois mandatos consecutivos de Fátima à frente da gestão estadual.

Líder da oposição, Tomba Farias também criticou a decisão e ressaltou que a própria base governista havia votado a favor da proposta. “Inclusive, a base dela votou favorável ao projeto. Era importante garantir o repasse direto porque estava havendo atraso. Vetar foi uma decisão infeliz”, afirmou. O deputado disse acreditar na derrubada do impedimento publicado pela governadora. “Nós vamos nos juntar para derrubar o veto. Acredito que conseguimos isso com muita tranqüilidade, porque não vejo deputado que queira votar contra os municípios”, declarou. O líder do Governo na Casa, deputado Francisco do PT, foi procurado, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

Na mesma linha dos deputados oposicionistas, o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, destacou que o projeto foi construído com participação direta da entidade e tinha como objetivo coibir atrasos recorrentes. “O jurídico da Femurn participou da elaboração do projeto. Fomos pegos de surpresa com esse veto”, afirmou.

Segundo ele, os recursos atingidos são dos municípios. “O que está ocorrendo é atraso nos repasses do ICMS, do IPVA e também do Fundeb, que deveria ser transferido semanalmente. Estamos há semanas sem receber essa parcela”, disse.

Babá ressaltou que os atrasos têm impacto direto nos serviços públicos. “Isso afeta pagamento de contratos, fornecedores, merenda escolar, transporte escolar e até a folha da educação. Alguns municípios tiveram que usar recursos de outras fontes para cobrir despesas”, afirmou. Ele também demonstrou confiança na reversão da decisão. “Vamos trabalhar para derrubar o veto. Todos os deputados votaram a favor do projeto, não há razão para manter o veto.”

Tribuna do Norte. Veja mais aqui.

 

Fátima ignora deputados e penaliza municípios ao vetar repasses automáticos de ICMS, IPVA e Fundeb

 

No fim de seu governo, a governadora Fátima Bezerra decidiu enfrentar a Assembleia Legislativa e virar as costas para os prefeitos potiguares ao vetar integralmente o Projeto de Lei nº 632/2025, aprovado por unanimidade pelos deputados.

A proposta estabelecia critérios e prazos para o repasse automático de ICMS, IPVA e recursos do Fundeb às prefeituras, com o objetivo de corrigir atrasos e garantir previsibilidade financeira aos municípios, sem gerar novos custos ao Estado.

Mesmo assim, o Governo optou pelo veto total, amparado no argumento de invasão de competência do Executivo. Na prática, a decisão mantém os prefeitos reféns do Palácio, sem segurança sobre quando os recursos que lhes pertencem serão repassados.

O gesto ignora a unanimidade do Parlamento e reforça o distanciamento entre o Governo e os municípios. Agora, cabe à Assembleia decidir se derruba o veto e reafirma sua independência ou se aceita uma medida que penaliza prefeitos e a população, especialmente nos municípios menores.

Para os prefeitos aliados da governadora, fica a lição: fidelidade política não garante compromisso administrativo.

Janeiro de 2026 terá chuvas irregulares e calor acima da média no RN, aponta Inmet

 

O mês de janeiro de 2026 começa sob um cenário climático desafiador para o Rio Grande do Norte e grande parte do Nordeste. A previsão divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica irregularidade na distribuição das chuvas e temperaturas acima da média histórica, combinação que exige atenção tanto da população quanto do setor produtivo, especialmente da agricultura.

De acordo com o Inmet, áreas do centro-sul do Nordeste devem registrar chuvas abaixo da média, enquanto volumes acima do normal tendem a ocorrer apenas de forma pontual e isolada. No RN, a expectativa é de que as precipitações sejam mal distribuídas, com períodos secos intercalados por chuvas rápidas, padrão que dificulta o armazenamento de água no solo.

A previsão aponta chuva abaixo da média histórica em praticamente toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, na região central do Maranhão e no oeste de Pernambuco. Por outro lado, áreas isoladas da Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão e também do Rio Grande do Norte podem registrar volumes acima da média, sobretudo próximas ao litoral.

Mesmo nessas áreas mais favorecidas, o Inmet destaca que as chuvas não devem ocorrer de forma contínua, o que limita os benefícios para reservatórios e para a agricultura dependente exclusivamente das precipitações naturais.

Além da irregularidade das chuvas, o calor será um fator dominante. A previsão indica temperaturas acima da média em todos os estados do Nordeste, com destaque para Bahia, Piauí e sul do Maranhão, onde o aumento pode superar 1 °C em relação à climatologia de janeiro.

No Rio Grande do Norte, o cenário é de calor persistente, com médias elevadas ao longo do mês, o que intensifica a evaporação da água do solo e aumenta a sensação térmica, especialmente no interior do estado.

Impactos na agricultura potiguar

Para o setor agrícola do RN, o cenário exige cautela. A irregularidade das chuvas pode comprometer o plantio e o desenvolvimento de culturas de sequeiro, como milho e feijão, principalmente nas fases mais sensíveis do ciclo produtivo.  

 
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