Olho D'água do Borges/RN -

O abismo que o Rio Grande do Norte insiste em ignorar

 

Em vez de estancar a sangria que acomete de quase-morte um paciente terminal, o que parece acontecer com o nosso Rio Grande do Norte é justamente um impulso maior para se jogar no abismo. Os dados trazidos em primeira mão por reportagem do jornalista Tiago Rebolo, editor-geral do jornal AGORA RN e redator-chefe de O Correio de Hoje, sobre os gastos previdenciários do Estado, são um verdadeiro soco no estômago de quem observa, apavorado, o caminhar do histórico fiscal potiguar.

Ao longo do último ano, por diversas oportunidades neste espaço, apontamos o quadro calamitoso das contas públicas e refletimos sobre a necessidade premente de se estancar essa sangria. Apesar disso, e apesar da consciência dos governantes, gestores e líderes que conduzem os destinos do Estado, parece não haver mudanças concretas ou ações objetivas capazes de modificar esse cenário.

O novo dado trata sobre o peso da Previdência nas contas públicas. Segundo relatório apresentado à Assembleia Legislativa, o Rio Grande do Norte registrou, em 2025, um déficit previdenciário superior a R$ 2 bilhões — resultado da diferença entre R$ 3,537 bilhões em receitas e R$ 5,559 bilhões em despesas com aposentadorias e pensões. Trata-se de um desequilíbrio estrutural que impõe severas restrições à capacidade de investimento do Estado.

É evidente que o déficit previdenciário não constitui um problema exclusivo do Rio Grande do Norte. Trata-se de um desafio nacional. No entanto, o fato de o Estado despontar com a maior despesa proporcional com Previdência do país — 34% de toda a despesa pública, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional — é mais um indicador preocupante de sua fragilidade fiscal. Ou faltou competência dos gestores ao longo dos anos, ou sobrou má vontade política e irresponsabilidade fiscal para enfrentar um dos mais graves problemas da administração pública.

Não é fácil sentar na cadeira de governador. No Rio Grande do Norte, essa tem sido uma experiência amarga para muitos políticos. Como afirmou o ex-vice-governador Fábio Dantas, governar o Estado assemelha-se a ocupar uma “cadeira elétrica”, capaz de exterminar politicamente aqueles que almejam coroar suas trajetórias com a chefia do Executivo. Ainda assim, trata-se de um desafio que exige coragem e responsabilidade.

Esse desafio também se coloca diante dos nomes que despontam na disputa eleitoral, como Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Cadu Xavier. Governar o Rio Grande do Norte deve ser encarado como uma missão, que demandará medidas duras de ajuste fiscal, cortes de despesas, incremento de receitas e, sobretudo, pactuação institucional com os demais Poderes e órgãos autônomos. Sem esse esforço conjunto, qualquer tentativa de reorganização das contas públicas estará fadada ao fracasso.

O déficit previdenciário ilustra com clareza essa realidade. O sistema opera sob o regime de repartição simples, no qual as contribuições dos servidores ativos financiam os benefícios dos inativos. O problema é que a pirâmide se inverteu: atualmente, 52% dos segurados são aposentados ou pensionistas, enquanto apenas 48% estão em atividade. Esse desequilíbrio demográfico pressiona as finanças e exige respostas estruturais.

Medidas saneadoras já foram adotadas, como a reforma previdenciária de 2020 e a criação da previdência complementar em 2021, que tende a reduzir o déficit atuarial no longo prazo. Entretanto, seus efeitos são graduais e insuficientes para resolver o problema no curto prazo. A regra da paridade, ainda aplicável a servidores mais antigos, continua a pressionar as despesas. Não se descarta, portanto, a necessidade de novas reformas, como admitiu o próprio presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern), Nereu Linhares.

E a Previdência não é o único indicador a envergonhar o Estado. O Rio Grande do Norte foi a unidade da federação cuja dívida mais cresceu em 2025: alta de 35%, saindo de R$ 7,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões. As despesas com pessoal e encargos consumiram 75% da receita estadual, sobrando apenas 4% para investimentos — o menor percentual do País. A poupança corrente do Estado é de míseros 3,1%, a segunda pior do Brasil. O caixa encerrou 2025 com disponibilidade negativa em mais de R$ 3 bilhões, o segundo pior resultado nacional, atrás apenas de Minas Gerais. São números que, juntos, pintam o retrato de um Estado à beira do colapso fiscal.

É certo que existem itens da pauta fiscal cuja margem de ação do governante é limitada. A própria Previdência exige soluções de longo prazo e pactuação entre os Poderes. Ainda assim, o agravamento do déficit é mais um índice vexatório para o Rio Grande do Norte — um retrato que deveria envergonhar governantes e lideranças políticas e servir como alerta para a necessidade de responsabilidade pública.

Afinal, uma gestão fiscal equilibrada não é um fim em si mesma, mas um instrumento indispensável para assegurar investimentos em educação, saúde, segurança, habitação e assistência social. São esses serviços que impactam diretamente a vida da população, especialmente a mais vulnerável, que vive nas periferias e muitas vezes permanece invisível aos olhos das elites.

É a esses cidadãos que o Estado deve voltar o seu olhar. Se não os enxerga, deve aprender a enxergar. Deve colocá-los no centro das prioridades e das decisões. Essa é a função do Estado, essa é a função da política e essa é a missão de quem governa: promover o desenvolvimento, gerar riquezas e distribuí-las de forma justa, garantindo dignidade e oportunidades para todos.

 Agora RN

Quase 47 mil pessoas aguardam cirurgias no SUS no RN, aponta Sesap

 

Atualmente, 46.930 pessoas aguardam por uma cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte, segundo dados do portal Regula Cirurgia, da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN. O número foi verificado em consulta realizada às 12h desta quinta-feira 16.

O tratamento cirúrgico de varizes lidera a demanda por procedimentos no RN, com 3.296 pessoas aguardando na fila. Em seguida aparece a colecistectomia (cirurgia para retirada da vesícula biliar) com 2.808 pacientes à espera. Já a histeroscopia, exame utilizado para avaliar o interior do útero, ocupa a terceira posição, com 2.149 solicitações registradas.

Entre os municípios com maior demanda por cirurgias, Natal lidera com 8.861 pessoas na fila, seguida por Parnamirim, com 2.174, e Macaíba, que soma 1.880 pacientes aguardando. Na sequência aparecem Mossoró (1.549) e Ceará-Mirim (1.372). Também registram números elevados São José de Mipibu (967), Currais Novos (908) e Extremoz (805). Em seguida estão São Gonçalo do Amarante (790), Santa Cruz (750), Goianinha (741), Macau (733) e Nova Cruz (710). Com menores volumes na lista aparecem João Câmara (652) e Santo Antônio (642).

A Sesap informou ao O Correio de Hoje que não é possível precisar o tempo de espera na fila por cirurgias, já que cada tipo de procedimento possui características e demandas específicas.

Março foi o mês que o RN mais realizou cirurgias em 2026, com 7.893 regulados. Desde a criação do sistema Regula Cirurgia foram contabilizados 135.528 procedimentos. As unidades de saúde que mais recebem pacientes para a realização de cirurgias do estado são: Hospital Saúde de Todos (15 mil vagas), Hospital Lindolfo Gomes (15 mil vagas) e Hospital Regional de João Câmara (13 mil).

Sobre a fila de espera, o Governo do Estado destacou as ações que já foram realizadas para amenizar a situação. Disse ainda que, em sete anos, as unidades próprias de saúde foram reestruturadas por investimentos do Governo do Estado e realizaram 76.530 cirurgias.

O Estado afirmou ainda que a razão do aumento exponencial de procedimentos se deu pelo investimento na interiorização da saúde, através da expansão de serviços, com a realização de eletivas ortopédicas fora da Região Metropolitana. A administração disse que, no caso das eletivas ortopédicas — pela primeira vez na história — o interior passou a contar com os procedimentos com a instalação dos serviços nos hospitais regionais de Assú, Mossoró e Pau dos Ferros.

Agora RN

 

A conta chegou: veja quias foram os deputados que votaram para aumentar o ICMS e pesar no seu bolso no RN


Com a aproximação das eleições de 2026, volta à tona uma decisão que pesou diretamente no bolso da população do Rio Grande do Norte: o aumento da alíquota do ICMS de 18% para 20%. 

A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2024 e passou a valer em 2025. Na prática, isso significou mais impostos sobre itens essenciais como combustíveis, energia elétrica e diversos serviços — encarecendo ainda mais o custo de vida, especialmente para quem já enfrenta dificuldades financeiras. 

Na época, o Governo do Estado justificou o aumento como necessário para equilibrar as contas públicas. No entanto, críticos apontaram que a conta foi repassada diretamente para a população, enquanto faltaram medidas mais eficientes de gestão e corte de gastos.

Agora, em meio ao debate eleitoral, internautas voltam a lembrar: quem foram os deputados que votaram a favor desse aumento?

Confira os nomes:

  • Divaneide Basílio
  • Dr. Bernardo
  • Eudiane Macedo
  • Ezequiel Ferreira
  • Francisco do PT
  • Hermano Morais
  • Isolda Dantas
  • Ivanilson Oliveira
  • Kleber Rodrigues
  • Neilton Diógenes
  • Ubaldo Fernandes
  • Vivaldo Costa

A decisão segue sendo um marco no debate político do estado. Mais do que nunca, relembrar esse tipo de votação é essencial para que o eleitor avalie as escolhas feitas por seus representantes — e decida, de forma consciente, nas urnas. 

Entra em vigor no RN lei que permite pagamento de IPVA e multas durante blitz para evitar apreensão de veículos

 

Já em vigor no RN a lei 12.615, de 24 de dezembro de 2025, que permite quitação de IPVA e multas em blitz para evitar apreensão de veículos.

A lei criou um programa que permite o pagamento imediato de débitos de veículos durante fiscalizações de trânsito. A medida autoriza a quitação de IPVA, taxa de licenciamento em atraso e infrações de trânsito no momento da abordagem, evitando a remoção do veículo para o pátio do Detran ou de outro órgão fiscalizador.

De acordo com o texto que institui o Programa RN em Dia Regularização de Débitos de Veículos, quando o veículo for abordado em uma operação de trânsito e a única irregularidade constatada for a falta de pagamento dos débitos previstos na lei, o proprietário poderá realizar a quitação durante a blitz e seguir viagem.

A nova lei assegura que a quitação realizada no local impede apenas a medida administrativa de remoção do veículo, não afastando outras penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Ficam de fora da nova regra os veículos envolvidos em ilícitos penais ou que possuam pendências judiciais.

Daltro Emericiano

 

Confira as atrações do Mossoró cidade junina 2026


A Prefeitura de Mossoró anunciou nesta quinta-feira (16), as grandes atrações da 29ª edição do “Mossoró Cidade Junina” (MCJ). O evento, aberto ao público, aconteceu no Hotel Thermas. Neste ano, o maior São João do Rio Grande do Norte traz na sua programação atrações como: Alok, Xand Avião, Nattan, Bell Marques, Cláudia Leitte, Simone Mendes e grandes atrações.

No evento, a Prefeitura divulgou as datas, atrações e a estrutura de todos os polos do São João mais cultural do mundo. O MCJ 2026 começará no dia 6 de junho, com o tradicional “Pingo da Mei Dia”, e vai até o dia 27 de junho, com o “Boca da Noite”, encerrando os festejos juninos.

O São João de Mossoró reúne shows musicais, apresentações culturais, quadrilhas juninas e polos temáticos. Em 2025, atraiu visitantes de várias regiões do país, reunindo mais 1,5 milhão de pessoas.

Confira a programação:

Polo Pingo da Mei Dia – 6 de junho

– Nattan
– Bell Marques
– Grafith
– Dan Ventura

Polo Estação das Artes:

Quinta, 11 de junho

– Calcinha Preta
– Iguinho e Lulinha
– João Gomes

Sexta, 12 de junho

– Mara Pavanelly
– Henry Freitas
– Zezo

‌Sábado, 13 de junho

– Márcia Fellipe
– Matheus e Kauan
– Flay

‌Quarta, 17 de junho

– Xand Avião
– Felipe Amorim
– Mano Walter

Quinta, 18 de junho

– Zé Vaqueiro
– Dorgival Dantas
– Pablo

Sexta, 19 de junho

– Solange Almeida
– Filho do Piseiro
– Simone Mendes

Sábado, 20 de junho

– Matheus Fernandes
– ⁠Marina Elali
– Lagosta Bronzeada
– Michele Andrade

Domingo, 21 de junho

– Kadu Martins
– Mumuzinho
– Sorriso Maroto

Quarta, 24 de junho

– Jonas Esticado
– Thiago Freitas
– Alok

Quinta, 25 de junho

– Vicente Nery
– Zé Cantor
– Tarcísio do Acordeon

Sexta, 26 de junho

– Zezé Di Camargo e Luciano
– Nuzio Medeiros
– ⁠Jotave

Boca da Noite

Sábado, 27 de junho

– Chicabana
– Claudia Leitte

Arraiá do Povo

Domingo, 7 de junho

– Waldonys
– ⁠Forrozão Tropykália
– ⁠Batista Lima

Sábado, 13 de junho

– Amazan
– ⁠Arnaldinho Netto
– ⁠Eliane

Domingo, 14 de junho

– Banda Líbanos
– ⁠Raynel Guedes
– ⁠Toca do Vale

Sábado, 20 de junho

– Ferro na Boneca
– ⁠Bonde do Brasil
– ⁠Edyr Vaqueiro

Domingo, 21 de junho

– Brasas do Forró
– ⁠Bartô Galeno
– ⁠Circuito Musical

Polo Poeta Antônio Francisco

Quarta, 10 de junho

– Bráulio Bessa

Segunda, 22 de junho

– Zé Lezin

Polo Igreja São João*

Segunda, 15 de junho

– Adriana Arydes

Sábado, 20 de junho

– William Sanfona

Terça, 23 de junho

– Thiago Brado

Atrações locais e regionais em todos os polos.


 

 


Allyson Bezerra e a sombra da Operação Mederi

O ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) está trabalhando em duas frentes para chegar inteiro às convenções partidárias, que acontecem daqui a três meses.

1 – Na superfície, ele percorre o Rio Grande do Norte para fortalecer o seu nome ao Governo do Estado;

2 – Nos bastidores, tenta inibir o avanço da Operação Mederi.

São duas lutas titânicas, com maior intensidade no campo jurídico, vistas como determinantes ao projeto eleitoral de Allyson.

Allyson sabe que uma eventual segunda fase da Mederi enterra a sua pré-candidatura a governador.

Uma operação de emergência está em curso.

Aliados que se apresentam como “influentes” nos tribunais e que se livraram de encrencas nas barras da Justiça, trabalham para “trancar” a ação que tem origem no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PE), ou postergar novas decisões.

Não será fácil.

O que vazou das investigações até aqui é muito grave.

Segundo a Polícia Federal, Allyson Bezerra está no “topo” do esquema criminoso que desviou recursos da saúde pública de Mossoró.

Essa afirmação está na decisão do juiz federal Rogério Fialho, que autorizou a Operação Mederi.

O nome do ex-prefeito aparece de forma direta nos diálogos interceptados pela PF como beneficiário de propina de 15% sobre os contratos pagos pela Prefeitura de Mossoró.

A Mederi é a sombra na caminhada de Allyson. Mesmo que ele se livre de novas decisões da Justiça Federal, seus adversários colocarão a operação da Polícia Federal na pauta da campanha eleitoral.

Jornal de Fato 

Pendências no Siope: CNM discute com FNDE soluções para cenário de negativação de Municípios no Cauc

 

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) participou de reunião na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, com representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), na sede do órgão, em Brasília. O encontro tratou do elevado número de Municípios com dificuldades na homologação do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), situação que tem levado à negativação no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias (Cauc) e à consequente perda de recursos.

Atualmente, mais de 4,2 mil Municípios estão negativados no Cauc por pendências relacionadas ao Siope. A restrição impede o recebimento de transferências voluntárias da União, a celebração de convênios e o acesso a recursos essenciais para a execução de políticas públicas.

Durante a reunião, a CNM solicitou ao FNDE a adoção de medidas céleres para enfrentar o problema. A entidade defendeu ajustes estruturais no sistema, com simplificação dos processos, maior estabilidade da plataforma e revisão das regras de validação; a correção de problemas sistêmicos identificados no 1º bimestre de 2026; e a possibilidade de classificar determinadas pendências como não impeditivas, permitindo sua regularização posterior sem a negativação do Município.

A CNM solicitou, ainda, a retirada da negativação dos entes prejudicados por falhas operacionais do sistema, além da análise dos chamados registrados no canal “Fale Conosco – Siope” em até 48 horas, da suspensão da implementação de novas críticas e avisos sem comunicação prévia e do aprimoramento da comunicação entre FNDE, CNM e gestores municipais. A entidade também propôs a realização de capacitações técnicas, em parceria com o FNDE, para orientar os gestores sobre o correto preenchimento e uso do sistema.

O FNDE afirmou que segue as exigências legais e que não pode retirar as restrições sem a devida correção das informações pelos Municípios. Ainda de acordo com o FNDE, mudanças legislativas recentes exigiram atualizações constantes no sistema, especialmente após a Emenda Constitucional 135/2024, que estabelece a destinação mínima de 4% dos recursos do Fundeb para a criação de matrículas em tempo integral a partir deste ano.

Como encaminhamento, o FNDE se comprometeu a dar celeridade à análise dos chamados em aberto e a avaliar medidas para mitigar os problemas apresentados. A autarquia também destacou que a ausência de registros detalhados dificulta a identificação de falhas sistêmicas, reforçando a importância de que os Municípios formalizem suas demandas com descrições claras e, quando possível, com o envio de imagens.

A CNM alerta que a negativação no Cauc compromete diretamente a gestão municipal, ao restringir o acesso a recursos essenciais, especialmente na área da educação. A entidade também reforça a orientação para que os gestores registrem corretamente suas demandas no canal “Fale Conosco”.

CNM

Clima péssimo na PGE do RN e a tabela das subcontas já chegou no MP e no Judiciário.

O ambiente na Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte estava pesado ontem. Bem, mais pesado do que o normal. A insatisfação com o comando do procurador-geral Antenor Roberto, o risonho e elegante, cresce a cada semana e já não cabe mais dentro das paredes da instituição. 

Os procuradores contam as horas para a saída dele. Não é exagero. É o que se ouve nos corredores, nas conversas reservadas, nas mensagens trocadas entre colegas. A PGE virou uma casa política quando deveria ser técnica. E quem está dentro sabe disso melhor do que ninguém. 

O apoio de Antenor se resume a 9 procuradores e ao grupo dos aposentados, justamente aqueles que, segundo denúncias que chegaram ao Blog, continuam recebendo honorários décadas após deixarem o serviço ativo. O resto da categoria torce o nariz. E torce com razão. 

Mas o que piorou tudo foi a tabela das subcontas. O documento que mostra como os honorários que deveriam ir para o fundo coletivo ficam retidos em contas individuais, beneficiando quem está no topo da hierrarquia com valores que chegam a quase R$ 180 mil, começou a circular fora da Procuradoria.

Chegou ao Ministério Público. Chegou ao Judiciário. E causou indignação. Porque o STF tem entendimento totalmente diferente.  

Quando a sujeira sai da própria casa e começa a incomodar instituições vizinhas, o problema deixa de ser interno.  

A PGE merece respeito. Os procuradores que trabalham de verdade merecem uma gestão à altura. E o povo potiguar merece saber o que está acontecendo dentro de um órgão que deveria defender os interesses do Estado, não os interesses de quem o comanda.​​​​​​​​​​​​​​​​

Os procuradores são revoltados com assessores "joridicos" que deveriam ser técnicos, mas são indicações políticas de Antenor e da governadora Fátima Bezerra. 

Virou Casa de Mãe Joana.  

Blog do Gustavo Negreiros.  

Possível rompimento de Zenaide preocupa grupo de Allyson Bezerra

O cenário político para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte começa a ganhar novos contornos com a possibilidade de mudança nas alianças. A senadora Zenaide Maia (PSD), que deve disputar a reeleição, pode se reaproximar do grupo liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT).

De acordo com informações do jornalista Bruno Araújo, há articulações em andamento para que a parlamentar retorne à base governista e assuma papel de destaque na disputa pelo Senado. Um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo cogitado nas próximas semanas, com o objetivo de alinhar nacionalmente essa possível mudança de posicionamento.

Nos últimos meses, Zenaide vinha mantendo proximidade política com o pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, o que indicava um distanciamento do grupo da governadora. Apesar disso, não houve anúncio formal de rompimento entre as partes.

A eventual reconfiguração política ocorre em meio a incertezas envolvendo Allyson Bezerra, como questionamentos judiciais em meio a Operação Mederi e variações em levantamentos eleitorais, fatores que podem estar contribuindo para uma reaproximação entre a senadora e o grupo governista.

Blog Bruno Araújo/Potiguar News

Dívida pública do Brasil deve alcançar 100% do PIB em 2027, estima FMI

 

A dívida pública do Brasil deve atingir 100% do PIB até 2027, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional divulgada nesta quarta-feira (15).

Para 2026, a estimativa é de que o país encerre o ano com dívida equivalente a 96,5% do PIB. A tendência é de alta contínua, podendo chegar a 106,5% até 2031.

A dívida pública representa os recursos captados pelo governo por meio de empréstimos e emissão de títulos para financiar despesas, cobrir déficits e cumprir obrigações fiscais.

De acordo com o FMI, o avanço está ligado ao aumento dos gastos públicos, à alta dos juros e às pressões globais, como conflitos internacionais e maiores demandas por investimentos em defesa e áreas sociais.

O cenário não é exclusivo do Brasil. No mundo, a dívida global já se aproxima de 94% do PIB e deve atingir 100% até 2029 — nível visto anteriormente apenas após a Segunda Guerra Mundial.

O FMI alerta que o espaço fiscal está cada vez mais limitado, com maior sensibilidade dos mercados e redução da margem de segurança para equilibrar as contas públicas.

 

Governo do Estado dá calote de mais de R$ 50 milhões na saúde de Natal.


 

Imagine você ter uma dívida a receber superior a R$ 53 milhões que poderiam ser investidos em ações na saúde da sua cidade, mas o governo estadual te enrola há mais de seis meses.

Essa é a situação da Prefeitura de Natal que tem a receber do Governo do Estado exatamente R$ 53.373.638,65 referente ao Termo de Convênio n° 090/2018.

Documento do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas da Secretaria Municipal de Saúde referente ao período de outubro do ano passado a janeiro de 2026.

E o que o calote do governo provoca?

O município de Natal fica com dificuldades em honrar seus compromissos  e por isso médicos que trabalham para o SUS, principalmente os que lidam com a alta complexidade, estão cada vez mais apertados.

Blog do Gustavo Negreiros.

 

São João do Nordeste merece respeito: sem forró não existe São João. Precisamos defender nossas raízes, nossa cultura e nosso patrimônio.

 

O São João é mais do que uma festa no Nordeste: é um patrimônio cultural vivo, um elo entre passado e presente, um símbolo de identidade que atravessa gerações. No coração dessa celebração está o forró — ritmo nascido no sertão pernambucano, nos bailes populares do século XIX, e que se projetou nacionalmente a partir de obras como Forró na Roça (1937), de Manoel Queiróz e Xerém.

Sem forró, não existe São João — o que resta é uma descaracterização travestida de festa. Defender o forró não é saudosismo; é um ato de resistência cultural. É proteger um patrimônio que vem sendo, pouco a pouco, diluído por interesses comerciais.

O grande historiador potiguar Câmara Cascudo, explica que o termo “forró”, derivado de “forrobodó”, carrega a ideia de festa popular, de encontro coletivo, de energia viva — algo que ultrapassa qualquer rótulo comercial. É justamente esse sentido que hoje vem sendo esvaziado.

Ao longo do século XX, nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, os Três do Nordeste, e outros grandes nomes, transformaram o forró em uma linguagem universal. Suas  canções narravam o cotidiano, a fé, a esperança e a resistência do povo nordestino, consolidando o ritmo como pilar do São João e símbolo de orgulho regional.

Apesar dessa riqueza histórica, o forró autêntico vem perdendo espaço.

Nos últimos anos, muitos festejos juninos passaram a ser ocupados por bandas que se autodenominam “forró”, mas que pouco preservam de sua essência. No lugar da poesia, da tradição e do respeito às raízes, surgem repertórios marcados pela vulgaridade, pela banalização das relações e por conteúdos que não dialogam com o espírito do São João — nem com sua origem familiar e comunitária.

Não se trata de rejeitar a inovação ou negar a evolução cultural. A música é, por natureza, dinâmica e diversa. O problema está no apagamento da tradição, na substituição de um patrimônio cultural por modismos descartáveis, impulsionados por interesses mercadológicos que utilizam o nome “forró” apenas como estratégia de venda.

Manter o São João autêntico não é retroceder — é honrar um legado. É garantir que as futuras gerações conheçam a força do xote, do baião, do xaxado e do arrasta-pé; que dancem ao som da sanfona, do triângulo e da zabumba; que compreendam que essa festa nasceu das fogueiras, das quadrilhas, da fé e da alegria do povo.

O Nordeste precisa — e merece — um São João que respeite suas raízes. Que acolha novos ritmos, sim, mas sem perder sua essência, sem apagar a chama que Luiz Gonzaga acendeu e que ainda ilumina cada arraial.

Preservar o forró autêntico é preservar a própria identidade. É garantir que os festejos juninos continuem sendo, acima de tudo, uma celebração da cultura, da família, da memória e do orgulho nordestino.

Um povo que não cultiva suas raízes perde a própria identidade — e, sem identidade, não há história, nem presente, nem futuro. Não existe o novo sem o velho; é das bases que nascem as verdadeiras inovações.

Por isso, ao organizar festas juninas com recursos públicos, os gestores precisam assumir sua responsabilidade cultural. Promover diversidade musical é possível — e necessário —, mas nunca à custa do que nos define. Valorizar o forró, ao mesmo tempo em que se abre espaço para novas expressões, é garantir que a tradição permaneça viva, respeitada e celebrada.

Preservar a essência do São João é honrar o povo, fortalecer a cultura e assegurar que as próximas gerações conheçam — e se orgulhem — de suas raízes.

Tradição não se substitui: se preserva. Viva o São João. Viva a cultura nordestina.

Por Gilberto Dias.

 

Álvaro projeta 2º turno com Cadu por causa da polarização nacional

 

Ao ser questionado sobre o acerto que diz ter tido nas eleições de 2024, quando previu que Carlos Eduardo Alves ficaria fora do segundo turno, o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, usou o episódio como base para projetar o cenário de 2026, com direito a aposta firme na polarização, durante entrevista concedida ao programa Repórter 98, da 98 FM, nesta terça-feira (14).

“Eu sabia da aprovação popular da nossa gestão. Quando a gente encerrou, foi com 65% de aprovação. Por isso eu sabia que Paulinho Freire ia ser eleito e que Carlos Eduardo não ia para o segundo turno”, afirmou, ao justificar a leitura que fez do cenário eleitoral na época.

Na mesma linha, disse ter feito a leitura correta também sobre o outro lado da disputa. “Eu sabia que o PT unido, apoiando a candidatura de Natália Bonavides, teria condições de ir para o segundo turno. Foi essa a avaliação que nós fizemos e deu certo”, acrescentou, ao citar o desempenho do campo adversário.

A partir desse raciocínio, Álvaro projeta repetir o cenário na eleição estadual e não inclui o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, entre os dois finalistas. “Essa eleição vai polarizar. A eleição para o Governo do Estado vai seguir os mesmos moldes da eleição municipal. Meu raciocínio é o mesmo”, disse, ao sustentar a expectativa de repetição do padrão eleitoral.

Em seguida, foi direto ao ponto. “Nós acreditamos que vai para o segundo turno a nossa candidatura e a candidatura de Cadu Xavier”, declarou, ao cravar os nomes que, na sua avaliação, avançam na disputa.

Ao comentar o desempenho de Allyson em Mossoró, tratou de relativizar o peso eleitoral do município no contexto estadual. “Mossoró não é o Rio Grande do Norte. Mossoró não é o Rio Grande do Norte, é apenas uma cidade”, repetiu, em tom enfático.

Apesar de descartar o adversário da disputa final, Álvaro deixou aberta a possibilidade de aliança futura. Questionado se aceitaria apoio de Allyson em um eventual segundo turno, respondeu sem rodeios: “Aceitaria o apoio de todos os que quiserem votar, apoiar”, afirmou, sinalizando abertura política.

Capilaridade política no RN
Ainda na entrevista, Álvaro enfatizou a base que diz já ter consolidado no interior do estado. “Nós temos aí 96 prefeitos comprometidos com o nosso projeto, conversados, que estão formando fileiras ao nosso lado e que vão participar dessa eleição”, afirmou, ao destacar a articulação municipal.

Segundo ele, o número ainda deve crescer. “Pretendemos passar dos 100. Estamos conversando com mais, estamos procurando”, disse, ao indicar avanço nas negociações.

O pré-candidato ponderou ainda que a ausência de apoio formal em algumas cidades não significa falta de presença política. “Onde a gente não tem prefeito, a gente tem o outro lado que também é significativo”, afirmou, ao reavaliar a força exclusiva das gestões municipais.

E concluiu destacando o papel dos grupos adversários no tabuleiro eleitoral. “A oposição, mesmo não tendo o controle da prefeitura, é considerada dentro do contexto eleitoral do Rio Grande do Norte”, afirmou, ao reforçar que pretende ampliar presença tanto entre aliados quanto em redutos onde não lidera diretamente.

Diário do RN

 

 

Governo do RN autoriza aumento de 4,26% no preço das passagens intermunicipais

 

O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER-RN) autorizou reajuste de 4,26% nas tarifas do transporte intermunicipal de passageiros no estado. A decisão foi anunciada na manhã desta terça-feira (14) após reunião com representantes das empresas e dos trabalhadores do setor. A medida passa a valer a partir desta quarta-feira (15), segundo a portaria nº 015/2026.

Em nota, o DER-RN informou que a medida visa corrigir a defasagem, seguindo a inflação observada em 2025, e tem como principal compromisso evitar demissões em massa de trabalhadores do transporte rodoviário. Além disso, o Governo do RN anunciou a renovação da isenção do ICMS sobre o combustível até dezembro de 2026.

Para os serviços da Região Metropolitana de Natal (RMN), a portaria mantém a estrutura tarifária dividida por anéis, organizando o sistema em faixas conforme a distância percorrida. No Anel I, a tarifa continua vinculada ao valor técnico do transporte urbano de Natal.

Já no Anel II (RMN), que abrange linhas semiurbanas, são mantidas tarifas fixas por níveis de quilometragem, variando conforme a distância percorrida. O nível 1 abrange percursos entre 11,55 km e 20,37 km, com tarifa de R$ 5,75; o nível 2 contempla distâncias de 20,38 km a 29,77 km, com valor de R$ 6,00; no nível 3 os trajetos variam entre 29,78 km e 38,02 km, com tarifa de R$ 8,00; e o nível 4 inclui percursos de 38,03 km a 44,50 km, com custo de R$ 10,00.

Para as linhas alimentadoras e transversais que operam na Grande Natal, a definição da tarifa leva em consideração o produto da quilometragem percorrida e o coeficiente quilométrico estabelecido na regulamentação.

Além disso, algumas linhas específicas tiveram valores definidos de forma diferenciada: os trajetos Natal–São José de Mipibu (via túnel da UFRN), com tarifa de R$ 8,80, e Natal–Barra do Rio (via Contendas), fixada em R$ 7,30.

Impacto no Bolso

O reajuste de 4,26% é visto com preocupação por passageiros que dependem do transporte intermunicipal. A assistente administrativa Natália Silvana, 36, se desloca diariamente de Natal a Parnamirim em razão do trabalho. Segundo ela, o aumento sobre o valor das passagens não vem acompanhado de melhorias na qualidade do transporte.

Tribuna do Norte

 

 
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