Olho D'água do Borges/RN -

Chuva derruba teto de UTI no Walfredo Gurgel e expõe caos na saúde do RN

 

Parte do teto da UTI G2 do Hospital Regional Walfredo Gurgel caiu nesta quarta-feira (11), em Natal, após as fortes chuvas que atingem a capital desde a madrugada. O hospital é a principal referência em atendimentos de urgência e emergência do Rio Grande do Norte. O caso foi confirmado por servidores da unidade, pelo Sindsaúde e pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Segundo relatos de funcionários, uma placa do forro do teto despencou sobre uma cama de paciente durante a manhã. Apesar do susto, não houve registro de feridos. O episódio reforça as críticas recorrentes sobre a estrutura antiga do hospital, alvo constante de denúncias por problemas físicos e de manutenção: “todo o prédio do hospital é velho feito gambiarra”.

Em nota, a Sesap confirmou que parte do forro de uma das UTIs cedeu em decorrência das chuvas. A pasta informou que dois pacientes precisaram ser transferidos para outras unidades, já que o espaço atingido ficará temporariamente interditado. Também foi comunicado que pacientes e equipamentos foram realocados dentro do próprio setor.

Ainda de acordo com a Sesap, equipes de manutenção irão realizar os reparos assim que as condições climáticas permitirem. O episódio ocorre poucos dias depois de a governadora afirmar, em mensagem oficial, que a saúde estadual apresentou melhorias — declaração que contrasta com a realidade enfrentada diariamente no maior hospital público do estado.

Blog do Bg

Eleição indireta no Rio de Janeiro reacende debate jurídico que pode impactar o RN

 

O Rio de Janeiro também passará por eleição indireta. Por lá, o governador Cláudio Castro renunciará ao cargo para disputar o Senado, e o vice, Thiago Pampolha, já havia renunciado anteriormente para assumir uma vaga no TCE-RJ. Nesta quarta-feira, a Assembleia Legislativa publicou as regras da eleição.

O principal debate gira em torno das regras aprovadas — e há um ponto que também pode gerar discussões aqui no Estado. Foi estabelecido o prazo de 24 horas, após a renúncia, para que eventuais candidatos se desincompatibilizem dos cargos públicos que ocupem. O tema promete ser judicializado.

A discussão jurídica sustenta que o prazo de desincompatibilização deveria respeitar a Lei da Ficha Limpa, que estipula 180 dias de afastamento. No entanto, nas decisões do STF nas ADI 1.057 (Bahia) e ADPF 969 (Alagoas), foi firmado entendimento no sentido de que o prazo aplicável é, de fato, de 180 dias.

O argumento contrário à exigência dos 180 dias é que se trata de uma eleição atípica, de natureza administrativa, conduzida pela Assembleia Legislativa, sem participação da Justiça Eleitoral. Por ser uma situação inesperada, não haveria como prever prazos tão extensos, sobretudo porque sequer estava configurada a dupla vacância.

Aqui no RN, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, já informou que existe um texto praticamente pronto, que será analisado e aprovado em breve pelos deputados, regulamentando o pleito indireto.

Pelo que tive conhecimento, a proposta a ser aprovada no RN não prevê o prazo de seis meses para desincompatibilização. Há grande possibilidade de que o texto potiguar adote os mesmos prazos estabelecidos no Rio de Janeiro.

Essa definição é extremamente relevante, pois, caso prevaleça o prazo de seis meses previsto na legislação eleitoral, a tendência é que diversos possíveis candidatos fiquem fora da disputa.

Neto Queiroz

 

Inmet emite alerta de chuvas intensas para quase todo o RN até sexta (13)

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um novo alerta de chuvas intensas para quase todos os municípios do Rio Grande do Norte. O aviso amarelo de perigo potencial tem validade até às 23h59 de sexta-feira (13).

De acordo com o alerta, as cidades potiguares podem ser atingidas por chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia. Além disso, há possibilidade de ventos intensos de até 60 km/h, com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos e de descargas elétricas.

“Em caso de rajadas de vento, não se abra debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda”, orientou o Inmet.

Além disso, a recomendação é que você evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Confira as cidades em alerta AQUI:

Alysson parte para cima polícia federa ao pedir fim do sigilo no processo

 

Ao pedir fim do sigilo, Allyson transforma investigação em palanque político

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, resolveu peitar a Polícia Federal ao solicitar ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região o fim do sigilo das investigações relacionadas à operação realizada no último dia 27 de janeiro. Na prática, o gesto soa menos como transparência e mais como uma tentativa de antecipar a narrativa e politizar um processo que ainda está em curso.

Ao afirmar que quer “enfrentar isso com altivez” e “olhando no olho do cidadão”, Allyson adota um tom de confronto que não combina com a postura esperada de quem deveria, antes de tudo, colaborar silenciosamente com a Justiça. Quando um investigado passa a ditar o ritmo e a forma como a investigação deve ocorrer, o discurso deixa de ser institucional e passa a ser político.

A crítica do prefeito à cobertura da imprensa também chama atenção. Ao alegar que as informações estão sendo divulgadas “sem compromisso com a verdade”, Allyson tenta desqualificar o noticiário antes mesmo que o conteúdo completo da investigação venha a público — estratégia comum de quem busca controlar danos em meio a desgaste.

O momento escolhido para a declaração também não parece coincidência. Às vésperas da leitura de sua última mensagem anual e já em clima de despedida para disputar o Governo do Estado, o prefeito transforma um assunto policial em discurso político, mirando a opinião pública.

Transparência não se impõe no grito nem no confronto. Quem confia plenamente na própria conduta costuma deixar que a investigação siga seu curso natural — e que os fatos falem por si.

Gazeta Potiguar

 

Em coletiva de imprensa a governadora Fátima Bezerra colocou no colo de Rosalba a origem da quebradeira no sistema previdenciário do RN

 

Durante coletiva com a imprensa potiguar, na manhã desta quarta-feira (11), em Natal, a governadora Fátima Bezerra (PT) justificou o rombo que causou o déficit na previdência dos servidores estaduais, colocando no colo da ex-governadora Rosalba Ciarlini, a máxima culpa pelo início da crise estrutural que consumiu as reservas no caixa previdenciário, alimentado por contribuições dos trabalhadores do RN ao longo da vida produtiva no exercício do serviço público.

O sistema previdenciário do Rio Grande do Norte enfrenta uma crise estrutural grave, com o déficit previdenciário triplicando em 10 anos e ultrapassando R$ 54 bilhões em obrigações futuras, segundo dados divulgados no segundo semestre de 2025.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) determinou medidas urgentes para evitar a falência do sistema, destacando que o saldo do fundo cobre apenas 0,29% das obrigações futuras.

Na sua fala a governadora ressaltou que o pouco do que restou nos cofres da previdência foi remanejado para a conta do Governo, situação que coloca em risco a garantia dos salários em dia de aposentados e pensionistas.

Daltro Emericiano

 

BOMBA: PF pede afastamento de Toffoli em investigação do Banco Master no STF

 

A Polícia Federal pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que declare a suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. O pedido foi formalizado após a apreensão de mensagens no celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, nas quais o nome de Toffoli é citado.

As informações sobre o conteúdo das mensagens foram reveladas pelo portal UOL. Diante do requerimento, Fachin determinou que Dias Toffoli se manifeste oficialmente sobre o pedido de afastamento. Suspeição, nesse caso, é quando se questiona se um ministro teria condições de atuar com imparcialidade em um processo.

A iniciativa da PF ocorre após análise semelhante feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral, Paulo Gonet, decidiu não dar andamento a um pedido anterior, apresentado por parlamentares de oposição, alegando que a suspeição já havia sido afastada em requerimento analisado anteriormente.

O Banco Master é alvo de investigações da Polícia Federal por supostas irregularidades. A discussão sobre quem deve relatar o caso no STF adiciona um novo capítulo institucional ao processo, que já vinha sendo acompanhado por suas repercussões jurídicas e regulatórias. A decisão final dependerá da manifestação de Toffoli e dos desdobramentos internos no STF.

 

Papa Jerimum é mais um a descartar assumir o “pepino” do Governo Fátima

 

O deputado estadual Vivaldo Costa, o “Papa Jerimum”, tratou de encerrar os rumores sobre uma eventual candidatura ao Governo do Estado em caso de eleição indireta, caso a governadora Fátima Bezerra deixe o cargo. E fez isso ao seu estilo: de forma clara, objetiva e sem rodeios.

Vivaldo afirmou que vive um momento de despedida da vida pública, não de novos desafios. Disse estar em fim de carreira e que não pretende assumir uma missão dessa dimensão nesta etapa da sua trajetória.

Nos bastidores, a fala foi interpretada como um recado direto aos que ainda ventilavam seu nome para um mandato tampão. O deputado preferiu a cautela a um movimento arriscado, afastando de vez qualquer possibilidade de disputar o comando do Executivo estadual.

Com isso, o Papa Jerimum põe ponto final nas especulações e deixa claro que, ao menos por agora, não pretende trocar a experiência acumulada ao longo dos anos por uma nova empreitada no Palácio.

 

Vice prefeita de Parnamirim Kátia Pires, rompe com União Brasil e declara apoio a Álvaro Dias

A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, filiada ao União Brasil, anunciou publicamente que rompe com a orientação do partido, que tem o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra como seu principal nome ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026, e declarou apoio ao pré-candidato Álvaro Dias (Republicanos) ao executivo estadual.

A decisão de Kátia Pires, que também inclui o alinhamento com Babá Pereira, pré-candidato a vice-governador, representa um movimento político relevante e sinaliza uma dissidência em relação ao projeto oficial do União Brasil no estado.

Parnamirim, terceira maior cidade do Rio Grande do Norte e peça estratégica no cenário eleitoral, passa a integrar oficialmente o palanque de Álvaro Dias. A adesão fortalece a articulação política no município e amplia a presença da pré-campanha no segundo maior colégio eleitoral da Grande Natal.

O apoio da vice-prefeita é visto como um passo importante na consolidação do projeto de Álvaro Dias, contribuindo para ampliar a base política no estado, num momento em que os nomes no campo oposicionista buscam consolidar alianças e fortalecer suas candidaturas para a eleição de 2026.

Blog do BG

 

Coronel Hélio contesta discurso otimista do governo e questiona: “Se está tudo tão bem, por que não há interessados em assumir?”

 

Em entrevista à 87 FM, o pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte, Coronel Hélio Oliveira, reagiu às declarações da governadora Fátima Bezerra (PT), que afirmou na Assembleia Legislativa estar entregando o Estado “mil vezes melhor”.

Para ele, a fala não condiz com a realidade vivida pela população potiguar. Coronel Hélio argumentou que o RN ainda aparece entre os estados com piores indicadores educacionais do país, o que, segundo avalia, demonstra a ausência de avanços concretos e estruturantes no setor.

O pré-candidato também criticou a falta de grandes obras e projetos capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico. Na sua avaliação, o Estado carece de iniciativas que deixem legado, fortaleçam a geração de empregos e ampliem a capacidade de atrair investimentos. “O que se observa é um cenário de estagnação, sem planejamento estratégico de longo prazo”, declarou.

Além disso, ele mencionou dificuldades na área fiscal e apontou problemas na rede pública de saúde, citando carência de estrutura e insumos hospitalares como reflexo de uma gestão que, segundo ele, não tem conseguido responder às demandas essenciais da população.

Ao final, Coronel Hélio sintetizou sua crítica com um questionamento: “Se o Rio Grande do Norte estivesse realmente ‘mil vezes melhor’, haveria uma corrida natural para assumir o governo. O que se vê, no entanto, é resistência até mesmo para um mandato tampão.”

Filho de Olhodaguense, jovem Dídimo Públio, foi contemplado com bolsa de estudos por meio do Projeto Missionários Médicos no Paraguai

 

O jovem missionário Dídimo Públio foi contemplado com uma bolsa de estudos por meio do Projeto Missionários Médicos. Diante dessa conquista, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Mossoró enviará o jovem para a base da OGC, em Ciudad del Este, no Paraguai, onde dará continuidade à sua formação. Dídimo Públio é filho do nosso amigo e conterrâneo Paulinho Moreira.

A SENAMI, em parceria com a CGADB, firmou um importante acordo com a OGC (base no Paraguai), concedendo cinco bolsas de estudo integrais para o curso de Missiologia e Medicina, com o propósito de formar missionários médicos que atuarão nos países da Janela 10/40.

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Campo de Mossoró, juntamente com o DEMADEM, sempre apoia, divulga e incentiva os projetos desenvolvidos pela SENAMI e, mais uma vez, manifesta seu apoio por meio da vida do missionário Dídimo Públio.

O jovem missionário destaca-se por sua atuação fiel e comprometida na obra missionária em Mossoró e região, bem como em outros estados e países. Ao longo de sua caminhada, participou de diversos treinamentos missionários, entre eles: Mochileiros Missionários, EMITES, EMADE-NE, Perspectivas, EMFFORME, ETNIAS e EMIR. Além disso, recebeu capacitação missionária em contextos transculturais, atuando nos países do Senegal e da Bolívia, bem como junto a povos sertanejos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

Agora dia 19 de Fevereiro, Dídimo segue para mais um desafio, atendendo a um chamado bivocacional, com o propósito de que, em tudo, Deus seja louvado!


Mito e realidade: a supervalorização dos prefeitos na corrida pelo Governo no RN

 

Está todo mundo fazendo as contas de 2026 pensando no apoio dos 167 prefeitos do Rio Grande do Norte. Vira e mexe aparece notícias de que tal candidato tem tantos prefeitos. Antes de anunciar sua desistência, Rogério Marinho esbanjava que teria 80 prefeitos no seu palanque.

O que se sabe agora é que Álvaro Dias está tendo enormes dificuldades de achar os 80 prefeitos de Rogério. Babá Perera entrou na chapa majoritária como vice para atrair prefeitos para Álvaro. O PL está literalmente na caça aos prefeitos.

O palanque de Allyson Bezerra enfrenta a mesma dificuldade. Os cinco partidos que o apoiam – PP, União Brasil, MDB, PSD e Solidariedade – têm juntos 114 prefeitos. No evento de lançamento da pré-candidatura de Allyson, no último sábado, estavam lá apenas 16. O MDB, aliado de Allyson, que faz propaganda dos seus 44 prefeitos, levou apenas dois.

O PT tem poucos prefeitos. Na ponta do lápis, o PT elegeu 7 prefeitos apenas. Os outros integrante da federação, o PV elegeu 1 e o PCdoB nenhum.

A grande questão sobre esse foco dos candidatos em ter os prefeitos nos seus palanques é sobre o poder de transferência de votos que os prefeitos têm. Não há nenhuma dúvida que nas disputas proporcionais de deputados federais e estaduais, o apoio dos prefeitos é fundamental para eleger ou deseleger.

Contudo, na disputa majoritária, do presidente da República e do governador do Estado, há muitos argumentos sobre a limitação que os prefeitos têm sobre os votos do município.

Geralmente as disputas majoritárias têm maior projeção na mídia, as redes sociais acabam tendo enorme influência, a polarização entre os candidatos é bem mais evidenciada. Com isso, acaba chegando ao eleitor final um conjunto maior de informações que lhe dá condições de ter um julgamento sobre os nomes. Com mais informações ele toma sua posição, independente de apoios locais.

Na disputa proporcional e diferente. O número de candidatos é maior, não há polarização, geralmente o eleitor está pouco informado sobre quem são e o que defendem os candidatos. Por não ter uma preferência pessoal, na maioria dos casos, ele acaba aceitando a indicação de sua liderança política local.

Quando a gente trata da importância de ter os prefeitos no palanque, vem a lembrança a eleição de Fernando Bezerra, em 2002, que se gabava de ter cerca de 140 prefeitos no seu palanque e nem para o segundo turno foi. Ou de Henrique Alves, em 2014, com cerca de 140 prefeitos e foi derrotado por Robinson Faria com duas dúzias de prefeitos.

Concluindo: a história mostra que os prefeitos não são decisivos em eleição de governador. Ajuda sim, mas não são determinantes.

Neto Queiroz

 

Carnaval do sol em Taboleiro Grande é liberado após vistoria do Corpo de Bombeiros

 

Na manhã desta terça-feira (10/02), a Adega Balneário, localizada no município de Taboleiro Grande/RN, recebeu a vistoria do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte.

Durante a inspeção, foram avaliadas as condições de segurança do espaço, que é tradicionalmente conhecido por sediar o Carnaval do Sol, evento que já faz parte do calendário festivo da região há vários anos.

Após a vistoria técnica, o local foi considerado apto e liberado para a realização de mais uma edição do evento, atendendo às exigências e normas de segurança estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros, garantindo maior tranquilidade ao público e aos organizadores.

Fonte: Coordenação do evento, e enviado para publicação, pelo meu grande amigo e leitor do blog, Fabiano Bessa, direto de São Luiz, no Maranhão.

Um bom carnaval a todos!

avanço da Operação Mederi e barbas de molho

 

Nas eleições de 2024, os cinco partidos que apoiam o pré-candidato a governador Allyson Bezerra, do União Brasil, elegeram juntos 114 prefeitos de 167 municípios potiguares.

Destaque para o MDB, do vice-governador Walter Alves, que emplacou chefes de 45 executivos municipais.

É um batalhão importante e que pode ser decisivo numa campanha estadual. Teoricamente.

Na prática, há ingredientes políticos que devem ser levados em consideração.

Por exemplo: os 45 prefeitos do MDB, em sua maioria, têm parceria com o governo Fátima Bezerra (PT) e muitos deles não seguirão a orientação do partido após Walter romper com a governadora para apoiar Allyson.

O exemplo disso foi visto no lançamento da pré-candidatura de Allyson no fim de semana. Menos de 20% dos mais de 100 prefeitos filiados aos cinco partidos que estão com Allyson atenderam a convocação.

Há uma versão de bastidores, que faz sentido, que os gestores municipais puxaram o freio de mão após a Operação Mederi ter alcançado o prefeito de Mossoró, acusado pela Polícia Federal de liderar o esquema criminoso de desvio de recursos da saúde pública.

Não significa que esses prefeitos não possam mais à frente apoiar a postulação de Allyson, mas, para isso, eles querem ter certeza que a Polícia Federal não voltará bater à porta do prefeito.

Todos eles, sem exceção, consideram a situação de Allyson bem delicada diante do que já foi revelado no âmbito da Operação Mederi.

Cezar Santos

Estadão revela uso de conta “laranja” de menor em investigação da PF no caso Alysson

 

De acordo com apuração do jornal O Estado de São Paulo (Estadão – foto acima), a Polícia Federal afirma ter identificado movimentações bancárias em conta de uma estudante menor de idade como peça-chave para ocultar recursos de um suposto esquema investigado no Rio Grande do Norte.

Segundo a investigação, a conta — em nome da filha de empresários ligados às empresas Dismed e Drogaria Mais Saúde — teria sido utilizada para armazenar e redistribuir valores de origem ilícita. Apenas em um ano, o esquema teria movimentado cerca de R$ 13,5 milhões em contratos públicos, dos quais parte, conforme os investigadores, teria sido lavada por meio dessa conta considerada “laranja”.

A Polícia Federal aponta ainda que a conta da menor, incompatível com sua capacidade econômica, recebeu R$ 427 mil em um período de um ano após contratos firmados com o município de Serra do Mel, o que, segundo a apuração, pode caracterizar indícios de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

As investigações citam movimentações e contratos que alcançam municípios como Mossoró, Serra do Mel, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau, onde, de acordo com a PF, empresas teriam simulado concorrência em licitações e operado distribuição de propinas. Os citados nas apurações negam irregularidades, e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Robinson Pires

 

 
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