Olho D'água do Borges/RN -

Governo publica MP do ‘imposto do pecado’, que terá transição em 2027; veja produtos e alíquotas

 

O governo Lula publicou na noite desta quarta-feira, 4, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo (IS) para 2027. Conhecido como “imposto do pecado”, o IS foi estabelecido pela reforma tributária para incidir sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

A MP define as regras para a aplicação do novo tributo durante sua fase inicial de implementação. Como tem força de lei e vigência imediata a partir da sua publicação, a MP permite a contagem da noventena a partir de sua edição – ou seja, prazo mínimo de 90 dias entre a publicação da norma e o início da cobrança.

Com isso, a cobrança do Seletivo está prevista para começar em 2 de fevereiro de 2027, simultaneamente à redução a zero das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidentes sobre bens prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Até o final de 2027, alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis a veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas corresponderão às atuais alíquotas do IPI Foto: Getty Images

A arquitetura de manter a carga atual do IPI sobre os produtos afetados pelo Seletivo na fase de implementação da reforma tributária foi resultado de um acordo entre o Ministério da Fazenda e os setores afetados pelo tributo.

Por isso, a Casa Civil confirmou que será apresentada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para prorrogar a incidência do IPI sobre os bens afetados pelo Seletivo até que haja “pleno efeito do Imposto Seletivo, a fim de evitar a desoneração sobre produtos gravosos à saúde, a exemplo de cigarros”.

Implementação

O Regime de Implementação Gradual estabelecido pela medida provisória terá caráter temporário e vai vigorar até 31 de dezembro de 2027.

Nesse período, as alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis a veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas corresponderão às atuais alíquotas do IPI, após a aplicação de fatores específicos de conversão.

“A adequação considera as diferenças entre as bases de incidência dos dois tributos, de modo a preservar o nível efetivo da tributação durante a transição”, disse a Casa Civil.

O Poder Executivo deverá enviar ao Congresso, até 31 de maio de 2027, um projeto de lei com a definição das alíquotas do imposto aplicáveis a partir de 1º de janeiro de 2028, em caráter definitivo.

Em comunicado, a Casa Civil frisou que o Imposto Seletivo tem caráter extrafiscal, “buscando orientar decisões de consumo e produção em direção a padrões mais compatíveis com os objetivos constitucionais de proteção à saúde e ao meio ambiente”.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, apresentado no final de agosto deste ano, a equipe econômica projeta uma arrecadação de quase R$ 42 bilhões com o Seletivo no próximo ano.

Veja as alíquotas dos setores afetados para 2027
As alíquotas do Imposto Seletivo vão corresponder às atuais alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aos setores afetados em 2027. Segundo a Casa Civil, os fatores de conversão servem para compensar as perdas de arrecadação com as mudanças nas bases de cálculos próprias do IS.

Veja as alíquotas:

Bebidas açucaradas: 2,6%
Cervejas de malte: 4,2%
Vinhos de uvas frescas e vinhos espumantes: 8,0%
Vermutes e afins: 12,0%
Vinhos de madeira, do porto e de xerez: 16,0%
Bebidas com teor alcoólico superior a 14% (como saquês, licores e bebidas destiladas): 16,0%
Bebidas refrescantes com teor alcoólico inferior a 8% (como Ice e opções prontas para consumo): 16,0%
Rum de cana-de-açúcar (excetuados rum e outras aguardentes obtidas do melaço da cana): 20,%
Demais bebidas alcoólicas (inclusive rum e outras aguardentes obtidas do melaço da cana): 24,0%
Os produtos fumígenos terão alíquota de 37,5%, enquanto cigarros e cigarrilhas estarão sujeitos a uma cobrança de 66,7%, além de uma parcela específica de R$ 3,50.

Veículos, aeronaves e embarcações

O texto também estabelece critérios de sustentabilidade e eficiência energética para a definição das alíquotas incidentes sobre veículos, aeronaves e embarcações.

Terão alíquota zero os veículos adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e aqueles usados por motoristas profissionais na categoria de aluguel (táxi). O benefício da isenção também alcança veículos com registro de versão sustentável concedido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A medida prevê ainda a não incidência do Seletivo sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos (exceto picapes), além de veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou dos órgãos de segurança pública.

Minerais e sorteios

No caso da extração de bens minerais (como minério de ferro, petróleo, gás natural e carvão mineral), as alíquotas ficam reduzidas a zero até 31 de dezembro de 2027. De acordo com a Casa Civil, essa isenção vai durar até a definição do regime permanente pelo Congresso Nacional.

Hoje, a tributação sobre a extração de bens minerais é composta pela CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) e pelos tributos federais, estaduais e municipais tradicionais (como IRPJ, CSLL, ISS/ICMS nas etapas seguintes). Não há atualmente incidência de IPI sobre esse bens.

Para os concursos de prognósticos – que abrangem sorteios de números, loterias, apostas e competições hípicas realizados por órgãos públicos ou entidades privadas, como Mega-Sena, Lotofácil e Loteca -, foi estabelecida alíquota de 0,5%.

Compensação

A MP prevê que um eventual aumento de arrecadação do tributo vai ser compensado por uma redução equivalente da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) – novo tributo federal que vai substituir o PIS, o Cofins e o IPI. O mesmo deve ocorrer se o houver um aumento do CBS, com compensação do Seletivo.

A medida, de acordo com o governo federal, pretende preservar o nível global de arrecadação previsto na reforma tributária.

Segundo o Palácio do Planalto, a MP do Imposto Seletivo não vai implicar renúncia de receitas tributárias. Desta forma, as novas regras não vão representar perda de valores por parte do Poder Federal arrecadados através dos tributos.

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) calculou a CBS em 11,35% – acima do que era esperado pelo mercado. O Senado deve votar e criar uma resolução até o dia 15 de dezembro para que esse porcentual de referência seja fixado para 2027. 

Estadão. 

Queda do FPM é real, mas não pode servir de desculpa para esconder o descontrole das contas municipais.

 

A redução real dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é um problema que afeta diretamente as finanças das prefeituras brasileiras, especialmente as cidades pequenas, que dependem exclusivamente das transferências federais para manter os serviços públicos e pagar suas despesas.

O FPM é formado por uma parcela da arrecadação federal do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Portanto, qualquer oscilação na economia, redução da arrecadação ou concessão de benefícios fiscais pode impactar os valores repassados aos municípios.

Entretanto, a queda das receitas não explica sozinha a crise financeira de muitas prefeituras. É preciso discutir também a responsabilidade dos gestores que mantêm máquinas públicas inchadas, excesso de cargos comissionados, contratações desnecessárias e despesas incompatíveis com a realidade financeira do município.

Outro problema é a falta de planejamento. Muitos prefeitos aproveitam períodos de arrecadação elevada para ampliar despesas permanentes, como se os repasses fossem crescer indefinidamente. Ao mesmo tempo, deixam de investir no fortalecimento da arrecadação própria, negligenciando medidas como a atualização do cadastro imobiliário do IPTU, a fiscalização do ISS e a modernização da administração tributária. Muitas vezes, essa omissão ocorre por conveniência política ou administrativa, mantendo os municípios excessivamente dependentes do FPM.

É evidente que a redução dos repasses federais prejudica os municípios. Mas também é preciso reconhecer que uma gestão sem planejamento, marcada pelo desperdício e pelo excesso de gastos, agrava qualquer dificuldade financeira.

Não adianta reclamar da queda do FPM e continuar gastando sem responsabilidade. Antes de transferir toda a culpa para Brasília, muitos gestores precisam explicar como estão administrando o dinheiro público.

Afinal, administrar não é apenas gastar quando a receita aumenta, mas ter competência para manter as contas equilibradas quando os recursos diminuem. A população não pode pagar a conta da queda de arrecadação e, muito menos, da irresponsabilidade de seus governantes.

Rogério Marinho e Styvenson votam a favor da Redução da Maioridade Penal na PEC da Segurança; Zenaide vota contra

 

A bancada do Rio Grande do Norte no Senado voltou a mostrar posições divergentes em uma pauta de grande repercussão social. Na votação realizada nesta terça-feira (3), os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (Podemos) se posicionaram contra a retirada da discussão sobre a redução da maioridade penal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, defendendo que o tema continue sendo debatido dentro da proposta.

Na contramão dos dois parlamentares, a senadora Zenaide Maia (PSD) votou a favor da retirada do assunto, defendendo que a redução da maioridade penal seja discutida separadamente.

A posição de Zenaide merece ser questionada. Em um momento em que a violência e a participação de menores em crimes graves preocupam cada vez mais a população, a decisão de afastar o tema do debate dentro da PEC levanta dúvidas sobre suas prioridades políticas e seu compromisso com as demandas da sociedade.

O eleitor tem o direito de cobrar coerência, posicionamento e compromisso dos seus representantes. Não basta ocupar uma cadeira no Senado: é preciso defender pautas que correspondam às preocupações da população.

A derrota de Zenaide Maia na disputa pelo Senado representa também um recado das urnas. Quando o eleitor deixa de se sentir representado, a resposta vem nas eleições. A política precisa entender que mandato não é propriedade de quem ocupa o cargo, mas uma responsabilidade confiada pela população.

 

PL oficializa Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado

 

O senador Rogério Marinho (PL-RN) oficializou nesta quarta-feira (4) sua candidatura à presidência do Senado em 2027. O parlamentar terá o apoio do Novo, que possui três senadores, e busca reunir os 41 votos necessários para vencer a disputa contra o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A articulação do PL também tenta conquistar apoios individuais de parlamentares de outros partidos, como Republicanos, PP, MDB, Podemos e PSD. A estratégia prevê o fechamento das bancadas do PL e do Novo, além de dissidências das demais siglas.

Durante reunião com integrantes do partido, Marinho relembrou sua derrota para Rodrigo Pacheco em 2023 e afirmou que a disputa fortaleceu a oposição. Na ocasião, segundo ele, sua candidatura foi motivada por um pedido do então presidente Jair Bolsonaro.

O senador também criticou a condução do Senado após aquela eleição, afirmando que parlamentares do PL foram excluídos de comissões e da Mesa Diretora. Ao defender sua candidatura, prometeu respeitar a proporcionalidade partidária, as divergências e o diálogo entre os parlamentares.

“Vamos respeitar a proporcionalidade. Vamos respeitar a democracia. Vamos respeitar a dissidência”, afirmou. “Nós queremos o diálogo. Nós queremos o debate. Nós não desumanizamos os nossos adversários”, acrescentou. 

Duas alternativas para Allyson evitar o emprego na Ufersa

 

Servidor público concursado da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Allyson Bezerra não exerce a atividade de técnico de laboratório (nível de classificação D, cujo salário inicial é de R$ 2.667,19) desde 2018.

Naquele ano, ele se licenciou da função para disputar a eleição à Assembleia Legislativa. Eleito, renovou o direito de licença, não remunerada, para cumprir o mandato de deputado estadual.

Em 2020, eleito prefeito de Mossoró, a licença foi prolongada até abril de 2026, quando ele renunciou ao cargo para ser candidato a governador. Ato contínuo, solicitou nova licença para o período de campanha eleitoral.

A lei reza que a partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, ele faz jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses. Esse prazo termina nesta quinta-feira, 5.

Daí, Allyson Bezerra terá que decidir se reassume a função de técnico de laboratório da Ufersa ou se recorrerá a novo pedido de licença, o quinto desde 2018.

Nos corredores da Ufersa a aposta é que ele não retornará ao trabalho, por considerar, do alto de sua empáfia, que o cargo não condiz com a sua autoridade pública.

Nos bastidores da política, dois caminhos são considerados para justificar nova licença:

1 – Assumir uma função remunerada dentro do seu partido, o União Brasil;

2 – Assumir o cargo de Chefia de Gabinete do prefeito Marcos Bezerra (Republicanos) para continuar mandando na Prefeitura de Mossoró.

Um terceiro caminho é possível, porém, improvável:  Allyson pode optar por pedir licença para cuidar de assuntos particulares, prevista no Art. 91. da Lei 8.112/1990, que tem prazo de três anos consecutivos e sem remuneração.

A resposta será conhecida nesta quinta, 5, quando terá, por obrigação, que se apresentar ao seu local de trabalho.

Jornal de Fato

 

Ação do PDT no STF sobre sobras eleitorais pode alterar composição das bancadas do RN

 

Uma ação movida pelo PDT no STF, que ganhou o apoio do partido Missão, pode provocar mudanças na bancada federal do Rio Grande do Norte caso seja acolhida pela Corte. As legendas questionam o cálculo utilizado para distribuir as sobras eleitorais, mecanismo que define quem fica com as vagas restantes nas eleições proporcionais.

No RN, uma das possíveis mudanças seria a entrada do ex-governador Robinson Faria (PP), que recebeu 123.008 votos, mas ficou como suplente por uma diferença de apenas 32 votos em relação a João Maia (PP), eleito com 123.040. Nesse cenário, Robinson poderia assumir a vaga de Thabatta Pimenta (PV), que recebeu 92.743 votos.

A discussão também pode ter reflexos na Assembleia Legislativa do RN. O deputado estadual Galeno Torquato (União Brasil), que obteve 46.129 votos e ficou como suplente, poderia ser beneficiado por uma eventual mudança nos critérios de distribuição das vagas. Neste caso, estariam ameaçadas vagas conquistadas por nomes da federação PT/PCdoB/PV e do PL.

A ação tramita no STF sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. O PDT argumenta que o atual método das maiores médias favorece partidos com bancadas maiores e pode deixar candidatos mais votados sem mandato. O resultado dependerá do entendimento da Corte e de como as regras serão eventualmente recalculadas.

Blog do BG

 

Em nota, Femurn alerta prefeituras do RN para queda de receitas e atraso em repasses

 

Os dados foram apontados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e por indicadores oficiais de transferências federais. Segundo a federação, o quadro exige atenção dos gestores municipais.

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal receita de grande parte das prefeituras, teve redução nos repasses. No mesmo período, de acordo com a Federação, cresceram os gastos, principalmente na saúde, com consultas, exames, medicamentos e transporte de pacientes.

A Femurn também relata retenções ou atrasos em repasses do Governo do Estado, entre eles ICMS e IPVA. Há pendências ainda no cofinanciamento da assistência farmacêutica básica, da assistência social e de recursos da educação, incluindo o Fundeb.

Sem esses valores, as prefeituras usam recursos próprios para manter serviços que deveriam ter participação financeira estadual. Isso reduz o espaço nos orçamentos municipais.

Segundo a nota assinada pelo presidente da Femurn, José Augusto de Freitas Rêgo, os municípios assumem encargos antes atribuídos à União e aos estados sem receber os recursos correspondentes. Eles também precisam aplicar no mínimo 25% da receita de impostos e transferências em educação.

Algumas administrações já adiaram ou cancelaram eventos, revisaram investimentos, renegociaram contratos e reprogramaram pagamentos. Essas medidas buscam conter despesas.

A Femurn orienta os prefeitos a reforçar o controle financeiro e acompanhar de forma contínua a arrecadação. Recomenda ainda evitar novos compromissos sem garantia de recursos e priorizar serviços essenciais e obrigações legais.

A entidade avalia que a transição entre governos aumenta as incertezas. Decisões que poderiam aliviar as contas municipais podem ficar para 2027.

 98FM

As seis pastas que Cadu vai escolher sem ouvir partido

 

Antes de sentar com os partidos, Cadu Xavier (PT) vai fechar sozinho o centro do governo. O Blog do Dina apurou que o governador eleito vai anunciar primeiro seis pastas que considera centrais e que serão escolha pessoal dele, sem negociação com a base: Gabinete Civil, Secretaria de Governo, Fazenda, Administração, Controladoria e Procuradoria-Geral do Estado.

A Secretaria de Governo deve cuidar da gestão e da cobrança direta sobre os demais secretários. As seis devem ser formalizadas por decreto como um comitê gestor. As outras pastas entram na conversa com os partidos.

Cinco cadeiras já estão na mesa da transição

O núcleo tem uma coincidência com a equipe de transição publicada no Diário Oficial. Dos seis representantes do governo Fátima Bezerra na comissão, cinco são hoje titulares das pastas do núcleo: Virgínia Ferreira, do Gabinete Civil; Álvaro Luiz Bezerra, da Fazenda; Jane Araújo, da Administração; Antenor Roberto, da Procuradoria-Geral; e Luciana Daltro, da Controladoria, que coordena a transição. O sexto é Alexandre Lima, do Planejamento.

Isso não quer dizer que eles fiquem. Cadu Xavier já disse que pretende manter parte da equipe atual e mudar outras áreas, segundo o Saiba Mais. Mas os atuais donos dessas cadeiras já estão sentados à mesa do diagnóstico.

Caixa e controle primeiro

O desenho bate com o discurso. Logo depois de eleito, Cadu disse que o projeto dele passa pelo equilíbrio das contas e que, sem isso, “nada vai acontecer”. Quatro das seis pastas que ele guarda para si cuidam do dinheiro e da legalidade da máquina: Fazenda, Administração, Controladoria e Procuradoria.

O resto do secretariado depende da negociação com os partidos e de uma base na Assembleia que Cadu prometeu ampliar. O anúncio completo está previsto para até 20 de dezembro.

Blog do Dina

Eleição para a presidência da Assembleia Legislativa: quatro possibilidades e um nome favorito

 

Já comentei aqui no blog sobre como Cadu Xavier poderá formar uma base majoritária de apoio na Assembleia Legislativa e quais deputados poderão integrar essa base. Hoje, quero analisar especificamente a eleição para a nova Mesa Diretora da AL, que acontecerá em fevereiro do próximo ano.

Numa análise inicial, existem quatro possibilidades:

1. PT/PV no comando: A bancada do PT/PV pode reivindicar a presidência da Assembleia, com o argumento de ter elegido o governador. Para isso, precisaria se articular com o PSDB e parte do União Brasil/PP para construir uma maioria e eleger o presidente do Legislativo.

2. PSDB na presidência: O grupo do PSDB pode assumir o comando da Casa numa articulação com a bancada do PT/PV, somada ao trabalho de Ezequiel Ferreira para atrair mais três ou quatro deputados de outras legendas.

3. União Brasil/PP no comando: A bancada do União Brasil/PP pode conquistar a presidência numa articulação com o PT/PV, somando 13 votos.

4. União Brasil/PP e PL na oposição: As bancadas do União Brasil/PP e do PL podem se unir, formando um bloco de oposição com 13 votos, suficiente para conquistar a presidência da Assembleia.

Na articulação do PT, o nome para presidir a Assembleia seria Francisco do PT. No PSDB, a indicação seria Cristiane Dantas. Já no União Brasil/PP, o nome seria Kléber Rodrigues.

Ezequiel Ferreira não poderá ser reconduzido ao cargo em razão das regras que impedem uma nova reeleição consecutiva para a presidência da Casa.

Vamos analisar as possibilidades.

Sobre a hipótese de o PT reivindicar a presidência e indicar Francisco do PT como candidato, considero improvável. Cadu precisa ampliar sua base de apoio, já que conta inicialmente com apenas sete deputados. E uma das principais ferramentas para atrair novos aliados seria justamente um amplo acordo em torno da presidência da Assembleia. Reivindicar o comando para o próprio PT poderia fechar portas importantes nessa negociação.

Também considero improvável a possibilidade de União Brasil, PP e PL se unirem para conquistar o comando da Casa e formar uma oposição majoritária ao governo Cadu.

Isso porque nem todos os deputados se beneficiariam dessa união. Alguns teriam que abrir mão de integrar a base governista, com as vantagens políticas e administrativas que essa posição pode oferecer, para assumir um papel de oposição sem necessariamente receber algo em troca.

Restam, portanto, as duas alternativas que considero mais viáveis: uma aliança do PT/PV com o grupo de deputados que participou do palanque de Allyson Bezerra ou uma composição com o grupo de Ezequiel Ferreira, ligado ao PSDB.

Entre Cristiane Dantas e Kléber Rodrigues, os dois nomes que surgem nessas possibilidades, entendo que Cristiane reúne melhores condições políticas neste momento.

Isso porque ela e todo o grupo tucano apoiaram Cadu no segundo turno, o que lhes confere uma posição de maior proximidade política com o governador eleito e, consequentemente, uma vantagem nas negociações pela presidência da Assembleia.

Concluindo: Cristiane Dantas é hoje o nome que parte na frente na disputa para a presidência da Assembleia.

 Neto Queiroz

Styvenson Valentim anuncia voto em Rogério Marinho para presidente do Senado

 

O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), reeleito em outubro com 1.055.000 votos, já sinalizou que apoiará o colega potiguar Rogério Marinho (PL-RN) na eleição para a presidência do Senado, marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Apesar de manter uma boa relação política com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Styvenson indicou, em resposta a um seguidor nas redes sociais, que seu voto será destinado a Rogério Marinho.

O nome de Styvenson aparece em levantamentos que circulam nos bastidores da disputa como um possível voto de Alcolumbre. A manifestação pública do senador potiguar, entretanto, aponta para outro caminho.

A disputa envolve a possibilidade de avanço de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), tema defendido pela oposição.

Ismael Souza

 


 

MERCADO EM PÂNICO: Ibovespa engata 6ª queda seguida, dólar vai a R$ 5,48 e juros sobem com temor fiscal

 

O Ibovespa engatou a sua sexta queda consecutiva nesta terça-feira (03), ao recuar 1,42% e fechar aos 165 mil pontos, escancarando que o mês de novembro começou sob o mesmo pânico fiscal que marcou o fim de outubro. O dólar comercial acompanhou a sangria e subiu 0,79%, cotado a R$ 5,487 na sua terceira alta seguida.

O renovado pessimismo do mercado financeiro é reflexo direto da falta de um plano fiscal crível por parte do Governo Federal e da simpatia de aliados do Planalto por teses heterodoxas de intervenção na taxa Selic e uso de reservas cambiais.

Mesmo com as tentativas da equipe econômica de atuar como “bombeira” e negar planos de tabelamento de juros, o simples apoio de nomes próximos ao presidente a propostas mirabolantes bastou para disparar as taxas de juros futuros e azedar o ambiente de negócios.

A indefinição quanto aos novos nomes para o Banco Central e a ausência de cortes rígidos de gastos continuam cobrando um preço alto da economia real. O resultado foi um tombo generalizado em papéis de peso na Bolsa, com ações de grandes bancos em queda e a Dasa despencando mais de 15% sob a pressão dos juros elevados.

Com informações do Infomoney 

Ibovespa fecha semana com queda de 18%, registra pior resultado desde 2020 e dólar dispara para R$ 5,44


A Bolsa brasileira encerrou a semana com um dos piores desempenhos de sua história recente. O Ibovespa caiu 0,75% nesta sexta-feira (30), aos 167.921 pontos, acumulando perdas de 18% nos cinco pregões após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foi a maior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia. No mês, o índice acumulou recuo de 9,75%, o pior resultado mensal desde junho de 2022.

O dólar também avançou e fechou em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, atingindo o maior valor de 2026. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 9,15% frente ao real.

Com informações da CNN

 

 


Foi em Guamaré que Robinson Faria se lascou: apenas 98 votos e derrota por 32

 

O ex-governador Robinson Faria (PP) tem motivos para lamentar o resultado das eleições de 2026 em Guamaré. Candidato à reeleição para deputado federal, Robinson recebeu apenas 98 votos no município e acabou ficando fora da Câmara dos Deputados por uma diferença de apenas 32 votos.

Segundo a versão atribuída a Robinson, existia um entendimento político para que a liderança do ex-prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César (PP), se traduzisse em votos para os dois candidatos: Júlio para deputado estadual e Robinson para federal.

Mas os números apresentados mostram uma diferença enorme. Enquanto Júlio César conquistou 1.669 votos para deputado estadual, ficando na segunda colocação em Guamaré, Robinson recebeu somente 98 votos para deputado federal.

Para completar, os votos para deputado federal foram parar nas mãos de outros candidatos. Benes Leocádio, da mesma federação, recebeu 3.790 votos no município, enquanto João Maia conquistou 945. Foi justamente João Maia quem garantiu a segunda vaga da federação na Câmara dos Deputados, superando Robinson por apenas 32 votos.

Em Guamaré, o prefeito Hélio de Mundinho apoiou a candidatura de Benes Leocádio para deputado federal, que recebeu 3.790 votos no município. O resultado também ajuda a explicar a votação de apenas 98 votos obtida por Robinson Faria, que acabou perdendo a reeleição por uma diferença de somente 32 votos para João Maia.

É por isso que Guamaré entrou na conta das reclamações atribuídas ao ex-governador. A votação no município ficou muito distante daquela que Robinson esperava obter com o apoio político de Júlio César.

No fim das contas, a diferença de 32 votos entre Robinson e João Maia tornou o resultado de Guamaré um dos principais motivos de insatisfação do ex-governador. Foi ali que, na avaliação dele, uma aliança política não produziu os votos esperados. 

Notas Walter Alves ameaçado no comando do MDB: Dr. Bernardo, Benes e Álvaro na mira

 

A permanência do vice-governador Walter Alves na presidência do MDB do Rio Grande do Norte virou uma grande incógnita depois das eleições de 2026. O rompimento com o PT, após quatro anos de participação no governo Fátima Bezerra, e as derrotas acumuladas nas urnas colocaram sua liderança partidária sob questionamento.

Walter não conseguiu se eleger deputado estadual, viu seu aliado Allyson Bezerra perder a disputa pelo Governo do Estado para Cadu Xavier e ainda apostou, no segundo turno presidencial, em Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula.

Mesmo mantendo uma boa relação com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, Walter enfrenta um cenário de incertezas. Nos bastidores, interlocutores políticos avaliam que sua continuidade no comando da legenda potiguar ficou comprometida.

Dois nomes já aparecem nas conversas sobre uma possível mudança: o deputado federal eleito Dr. Bernardo, atualmente no PV, e o deputado federal reeleito Benes Leocádio, do União Brasil. Ambos dependeriam de uma articulação partidária para assumir o comando do MDB.

Mas existe outro nome que não pode ser descartado dessa disputa: o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias. Com experiência política, liderança própria e presença no cenário estadual, Álvaro também não é carta fora do baralho numa eventual reorganização do MDB no Rio Grande do Norte.

O comando da legenda é considerado estratégico por envolver estrutura partidária, tempo de televisão, recursos do fundo eleitoral e a preparação para as eleições municipais de 2028 e estaduais de 2030.

Por enquanto, Walter Alves continua na presidência. Mas, diante das movimentações de bastidores, a sucessão no MDB potiguar promete entrar na pauta das articulações políticas dos próximos meses.

Robinson Pires

 

 
Copyright © 2010-2013 Blog do Gilberto Dias | Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento » RONNYdesing | ronnykliver@live.com - (84)9666-7179