Olho D'água do Borges/RN -

N mira do MP: Gestão Allyson vira alvo de inquérito após gasto de R$ 2,7 milhões em cachês no Sal & Luz

 

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um inquérito civil para apurar a aplicação de recursos públicos no evento gospel Mossoró Sal & Luz, realizado pela Prefeitura de Mossoró durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil).

A portaria foi publicada nesta quarta-feira (10) e dá continuidade a um procedimento que já investigava informações relacionadas aos investimentos feitos pelo município na realização da festividade religiosa.

Segundo levantamento realizado com base em dados do Portal da Transparência, a Prefeitura de Mossoró desembolsou mais de R$ 2,7 milhões apenas com o pagamento de cachês de artistas que participaram da edição de 2025 do evento.

De acordo com a portaria assinada pelo promotor de Justiça em substituição Fábio de Weimar Thé, o inquérito é resultado da conversão de um procedimento preparatório instaurado anteriormente para analisar a utilização de recursos municipais no festival.

O documento não aponta irregularidades nem responsabiliza agentes públicos. A medida tem como objetivo aprofundar a análise das informações e documentos encaminhados pela administração municipal.

A edição de 2025 do Mossoró Sal & Luz foi realizada na Estação das Artes e reuniu atrações gospel locais, regionais e nacionais. No ano passado, a programação foi ampliada de dois para cinco dias durante a gestão Allyson Bezerra.

Entre os maiores cachês pagos pelo município estão os da cantora Maria Marçal, que recebeu R$ 230 mil. Também figuram entre os maiores valores Bruna Karla e Isadora Pompeo, ambas com R$ 220 mil, Cassiane, com R$ 210 mil, e Thalles Roberto, com R$ 200 mil.

Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) mostram que Mossoró registrou R$ 25,7 milhões em despesas com festividades ao longo de 2025. Segundo o Painel Festejos, ferramenta de monitoramento da Corte, foram celebrados 102 contratos relacionados à realização de eventos no período.

Edição 2026 já em produção

Enquanto o inquérito tramita no Ministério Público, a Prefeitura de Mossoró já iniciou as contratações para a edição de 2026 do Mossoró Sal & Luz.

Extratos publicados pela Secretaria Municipal de Cultura indicam que os cachês já ultrapassam R$ 1,5 milhão. Entre os maiores valores anunciados estão os de Aline Barros e Banda Morada, contratadas por R$ 280 mil cada.

Também constam nas contratações Thalles Roberto e Julliany Souza, ambos com cachês de R$ 250 mil. A programação inclui ainda Som & Louvor, por R$ 220 mil, Crianças Diante do Trono, por R$ 150 mil, e o cantor Cícero Oliveira, contratado por R$ 80 mil.

O Ministério Público agora analisa a documentação mais recente enviada pela Prefeitura de Mossoró para definir os próximos passos da investigação.

Novo Notícias. 

Indústria do RN recua 17,9% e tem pior resultado do Brasil no 1º quadrimestre de 2026

 

A indústria do Rio Grande do Norte registrou queda de 17,9%, o maior recuo do país no acumulado de 2026 até o mês de abril. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (10). Considerando apenas o mês de abril, a indústria potiguar apresentou recuo de 13,6% na comparação com o mês anterior, também a maior queda registrada no Brasil. As reduções foram puxadas pela atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel), que apresentou retração de 29,9% no acumulado do ano e de 27,8% em abril.

Segundo o IBGE, também tiveram números negativos no quadrimestre a fabricação de produtos alimentícios (-6,2%) e as indústrias extrativistas (-5,6%). Ainda levando em conta os quatro primeiros meses de 2026, além do RN, outros sete estados no País acumulam taxas negativas na produção industrial: Bahia (-4,6%), Maranhão (-4,5%), Ceará (-4,4%), Amazonas (-3,5%), Santa Catarina (-2,8%), Paraná (-1,1%) e São Paulo (-0,4%).

Para o Observatório da Indústria Mais RN, da Fiern, os dados apontam para uma perda de dinamismo do setor na região Nordeste, bem como no cenário nacional. O órgão pondera, no entanto, que não houve queda generalizada no RN.

“Na verdade, o resultado negativo teve como razão, especificamente, o recuo de quase 20%, entre janeiro e abril, do setor de Petróleo e Gás, enquanto os demais apresentaram números próximos do esperado para o início do ano”, disse o observatório por meio de nota.

Para o restante do ano, a Fiern prevê uma recuperação dos saldos negativos, ressalvando que não há como desconsiderar fatores externos ao RN, como o valor da taxa Selic, incertezas envolvendo eleições e mudanças relativas à reforma tributária.

Veja mais aqui.

Brasil: a democracia dos incautos

 

A cada dois anos o Brasil inteiro se mobiliza para participar de eleições. Eleições essas que deveriam ser o ápice da democracia, expresso nos discursos enfadonhos dos liberais e até de vastos setores da esquerda. Democracia dos fingidos. Democracia dos otários. Os que falam em democracia, sempre se revelam ignorantes, até mesmo para dizer o que é, de fato democracia. Gaguejam e falam sobre uma tal “democracia representativa”, baseada no pensamento liberal do século XIX e que é totalmente inócuo, numa sociedade em que a concentração de renda e a centralização de capitais exclui milhões do farto banquete dos lucros e principalmente dos juros, que alimenta o capital financeiro. E o mais patético é continuar achando que essas eleições bianuais tem relação com um conceito de democracia em que as massas trabalhadoras teriam, de fato, acesso à riqueza, teriam educação e saúde que os tornasse cidadãos e não consumidores.

As eleições desse ano, chamada de “gerais”, será um momento de mobilização de 58.072 vereadores e 5.569 prefeitos, para eleger 27 governadores, 1.059 deputados estaduais, 513 deputados federais, 54 dos 81 senadores e 1 um presidente e afetará os 5.569 municípios, desde o menor município do país em termos de população, Serra da Saudade, com suas 830 almas, localizada no centro oeste de minas Gerais, até a maior concentração de pessoas num único município, São Paulo, com cerca de 11,9 milhões de habitantes, mais de 14 mil vezes maior que a pequena Serra da Saudade.

Por isso muitos dizem que estamos entre as maiores democracias do mundo. Nesse imenso “festival democrático”, quanto efetivamente se gasta nessas eleições? Na nossa bela democracia temos um “fundo eleitoral”, que distribuiu já esse ano, R$ 4,9 bilhões, de maneira proporcional às suas representações no Senado e na Câmara de Deputados, que é distribuído para os 30 partidos registrados no TST e, por isso, PL e PT receberão cerca de 30% desse fundo. Portanto, de partida, a “democracia representativa” já começa torta.

Mas quanto, efetivamente, se gasta nessas eleições? Acho que nem Deus sabe, embora nas eleições municipais de 2024 os recursos totais, incluindo o Fundo Eleitoral, somaram R$ 13,3 bilhões, sendo que a doação de pessoas físicas foram cerca de R$ 2 bilhões. Existe também a chamada “vaquinha virtual”, no qual. os deputados podem arrecadar por esse instrumento, que é dirigido ao eleitor de maneira geral. Em 2024 esse valor chegou a ínfimos R$ 7,8 milhões, ou seja, 0,06% do total gasto.

Potiguar Noticias

 

Senado aprova piso salarial de R$ 13,6 mil a médicos e dentistas

 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em caráter terminativo o projeto de lei 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e relatoria de Fernando Dueire (PSD-PE), que prevê a elevação do piso salarial nacional de médicos e cirurgiões dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 em jornadas de 20 horas semanais.

A proposta, informou o Congresso em Foco, também aumenta de 20% para 50% os adicionais de trabalho noturno e de horas extras, assegura intervalo de descanso de dez minutos a cada 90 minutos trabalhados, determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos seja exercida exclusivamente por profissionais das respectivas áreas e estabelece correção anual do piso conforme a inflação.

Se transformada em lei, a nova remuneração mínima valerá para profissionais dos setores público e privado. Para servidores estaduais, distritais e municipais, o reajuste poderá seguir índice definido em legislação local. O projeto também prevê que o aumento das despesas de estados e municípios seja financiado por transferências do Fundo Nacional de Saúde.

Parecer do relator

Ao defender a aprovação da proposta, Fernando Dueire argumentou que o novo piso é necessário não apenas por falta de reajuste nacional dos valores, mas na falta de efetividade da legislação atualmente em vigor. Segundo o relator, “Uma lei que é descumprida em escala nacional, de forma sistemática e impune, deixa de ser direito e torna-se promessa vazia”.

O senador também sustenta que a “a inexistência de patamar remuneratório mínimo claro e dotado de mecanismo de sanção cria incentivo estrutural para que empregadores comprimam custos por meio de arranjos contratuais atípicos”, abrindo terreno para a precarização.

Para Dueire, a valorização da categoria também está associada à ampliação do acesso à saúde em regiões afastadas dos grandes centros urbanos ao viabilizar o exercício da medicina nesses locais.

Sobre o aumento do adicional noturno, o parlamentar avalia que o percentual atual não considera as características da atividade desempenhada por médicos e dentistas durante a noite, frequentemente ligada a atendimentos de urgência e emergência de maior complexidade.

No seu entendimento, o projeto cria condições para que o direito à saúde “deixe de depender da boa vontade dos empregadores e passe a contar com um marco legal efetivo”.

Próximos passos

O projeto foi aprovado no Senado em rito terminativo, que dispensa a necessidade de votação em Plenário, salvo recurso contrário. Na Câmara, deverá avançar no rito equivalente, a tramitação conclusiva. Nela, também é dispensada a votação em Plenário contanto que haja concordância entre todas as comissões ao longo do percurso.

Caso a Câmara mantenha o texto conforme definido pelo Senado, a matéria segue diretamente à sanção presidencial. Se houver mudança, retorna à Casa para revisão. 

CCJ da Câmara aprova proposta que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos

 

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. Agora, o texto segue para análise de uma comissão especial para tratar do tema e, depois, para o plenário da Casa.

A proposta foi aprovada por 44 votos contra 18. Venceu o posicionamento do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), que apresentou parecer favorável.

Na prática, a PEC faz com que adolescentes de 16 e 17 anos acusados de crimes hediondos, como homicídio, estupro e latrocínio, passem a responder criminalmente perante a Justiça comum e possam ser condenados à prisão. Hoje, menores de 18 anos não respondem pelo Código Penal e estão sujeitos apenas às medidas socioeducativas previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

A votação se deu depois de o debate ser adiado três vezes por falta de consenso entre os congressistas de esquerda, sob o argumento de que diminuir a maioridade penal não resolveria o problema da criminalidade entre os mais jovens e poderia levá-los à reincidência. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) chegou a apresentar um voto pela rejeição da PEC.

O texto foi apresentado em 2015, pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). A proposta original tinha dispositivo que tornava obrigatório o voto em eleições para maiores de 16 anos e permitia com que a faixa etária pudesse se candidatar para o cargo de vereador. Esses trechos foram retirados pelo relator.

Somada à redução da maioridade penal em si, a PEC tramita de forma conjunta a outras duas propostas: uma delas sugere a responsabilização penal de menores de 18 anos nos casos de crimes hediondos ou de maus-tratos e crueldade extrema contra pessoas e animais; a outra prevê a responsabilização para adolescentes a partir de 12 anos que cometerem crimes cometidos com violência ou grave ameaça, crimes hediondos e crimes contra a vida. O parecer do deputado Coronel Assis também foi a favor das duas.

A CCJ não discutiu a PEC da Maioridade Penal em seu mérito. Os deputados fizeram apenas o debate para saber se as regras previstas no texto estão de acordo com as normas constitucionais. Para analisar a proposta em si, a pauta ainda precisa ser analisada por uma comissão específica antes de ser votada no plenário.

CNN

 

Copa do Mundo 2026 começa hoje com cerimônia de abertura; veja os jogos desta quinta (11)


A Copa do Mundo FIFA 2026 começa oficialmente nesta quinta-feira (11) com a partida entre México e África do Sul, às 16h (horário de Brasília), no Estádio Azteca, na Cidade do México.

Antes da bola rolar, a FIFA realiza a primeira das três cerimônias de abertura previstas para esta edição do torneio. O evento está marcado para as 14h30.

Entre as atrações anunciadas estão Shakira, J Balvin, Maná e Tyla.

Shakira também participa da trilha sonora oficial da competição ao lado de Burna Boy. Os dois interpretam a música “Dai Dai”, tema oficial do Mundial.

Após a partida de abertura, a rodada do Grupo A será encerrada com o confronto entre Coreia do Sul e República Tcheca. O jogo está marcado para as 23h (de Brasília), no Estádio Guadalajara, no México.

Programação do primeiro dia da Copa do Mundo de 2026 (11/)

  • Cerimônia de abertura – 14h30 – Estádio Azteca, na Cidade do México
  • México x África do Sul – 16h – Estádio Azteca, na Cidade do México
  • Coreia do Sul x República Tcheca – 23h – Estádio Guadalajara, no México

Onde assistir 

Cerimônia de abertura

  • TV: Globo, SBT, SporTV e N Sports
  • Streaming: Ge TV (apenas no Globoplay) e CazéTV (YouTube)

México x África do Sul

  • TV: Globo, SBT, SporTV e N Sports
  • Streaming: Ge TV (apenas no Globoplay) e CazéTV (YouTube)
  • Tempo real: CNN Esportes

Coreia do Sul x República Tcheca

  • Streaming: CazéTV (YouTube)
  • Tempo real: CNN Esportes

PESQUISA VERITÁ: Álvaro Dias lidera intenção de voto estimulada para o Governo do RN com 41,6%; Cadu Xavier tem 28,3% e Allyson 27,8%

 

Levantamento do Instituto Veritá para o Governo do Rio Grande do Norte aponta liderança de Álvaro Dias (PL) na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.

Álvaro Dias aparece com 41,6% das intenções de voto. Em seguida estão Cadu Xavier (PT), com 28,3%, e Allyson Bezerra (União Brasil), com 27,8%. Outros candidatos somam 2,3%.

Pesquisa Veritá Espontânea: Álvaro Dias lidera cenario com 42,2%, Cadu Xavier em 2º lugar com 30,8% e Allyson com 24,9%.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados citam livremente o nome do candidato de sua preferência, Álvaro Dias (PL) também aparece na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

O ex-prefeito de Natal registra 42,2% das citações. Cadu Xavier (PT) aparece em segundo lugar, com 30,8%, seguido por Allyson Bezerra (União Brasil), com 24,9%. Outros nomes somam 2,1%.

PESQUISA VERITÁ: Álvaro Dias venceria todos os adversários em cenários de segundo turno.

Levantamento do Instituto Veritá para o Governo do Rio Grande do Norte mostra que Álvaro Dias (PL) venceria todos os adversários testados em simulações de segundo turno.

No cenário contra Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro registra 52,0% dos votos válidos, enquanto o prefeito de Mossoró aparece com 48,0%.

Já em um eventual confronto contra Cadu Xavier (PT), Álvaro amplia a vantagem e alcança 58,0% dos votos válidos, contra 42,0% do adversário.

A pesquisa também simulou uma disputa entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier. Nesse cenário, Allyson lidera com 56,8% dos votos válidos, ante 43,2% do candidato petista.

Os números indicam que Álvaro Dias venceria todos os adversários testados pelo Instituto Veritá em cenários de segundo turno para o Governo do Estado.

Dados da pesquisa: levantamento realizado pelo Instituto Veritá entre os dias 27 e 31 de maio de 2026, com 1.220 entrevistados. Registro no TRE-RN: RN-06276/2026.

Blog do BG


 

Ezequiel rejeita Fátima e o PT e deve anunciar apoio a pré-candidatura de Álvaro Dias

 

A política do Rio Grande do Norte segue movimentada e os sinais dos bastidores apontam para uma possível aproximação entre o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias.

O presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira (PSDB), vai se reunir com a cúpula do PT no Rio Grande do Norte para anunciar, oficialmente, que não vai apoiar a pré-candidatura do grupo para a eleição de 2026. A informação é do jornalista Gustavo Negreiros, divulgada durante o Jornal das 6.

A proposta do PT para Ezequiel desconfiguraria a atual chapa. Samanda Alves, pré-candidata do PT ao Senado, iria para a suplência e o próprio Ezequiel seria o nome da chapa para o Senado. A pré-candidatura de Rafael Motta também seria suprimida.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que o PSDB poderá caminhar em bloco na definição de apoio a um projeto majoritário para 2026 e poderá firmar um acordo para apoiar o nome de Ezequiel para presidência da Assembleia Legislativa. 

Caso a aproximação se confirme, Álvaro Dias poderá ganhar um importante reforço político, especialmente pela influência que Ezequiel possui junto a prefeitos, vereadores e lideranças do interior do estado. A possível aliança é vista por analistas como uma das movimentações mais relevantes do xadrez político potiguar para as eleições de 2026.

Veja o vídeo aqui.

 

Editorial do Globo afirma que RN simboliza avanço preocupante da gastança eleitoral nos estados

  

O Rio Grande do Norte surge como o caso mais preocupante entre os estados brasileiros em ano eleitoral. Com forte aumento do endividamento, caixa negativo e déficit primário nos primeiros meses de 2026, o estado simboliza um problema que se espalha pelo país: a tendência de governos ampliarem gastos em busca de dividendos políticos, mesmo às custas do equilíbrio fiscal.

Segundo projeções da XP Investimentos, os estados devem encerrar 2026 com déficit de R$ 6 bilhões. Apesar de terem terminado 2025 com sobra de caixa de R$ 29 bilhões, muitos governadores aceleraram despesas, que cresceram acima da inflação e em ritmo muito superior ao das receitas.

Enquanto exceções como o Espírito Santo demonstram que é possível manter responsabilidade fiscal mesmo em ano eleitoral, a maioria dos estados segue caminho oposto.

No Rio Grande do Norte, a dívida saltou de 27,5% para 41,5% da receita entre 2023 e 2024, acompanhada de deterioração do caixa e das contas públicas. O cenário reforça os alertas sobre a prática recorrente de expandir gastos sem planejamento, muitas vezes amparada pela expectativa de futuras renegociações de dívida com a União.

Esse ciclo aumenta o chamado risco moral e reduz os incentivos para ajustes fiscais duradouros.

Os três estados mais endividados são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul (os dois acima do teto máximo de 200%) e Minas Gerais (acima do limite de alerta de 180%). Dos três, os governos gaúcho e mineiro fecharam 2025 com caixa negativo. O destaque foi Minas, com um rombo de R$ 11 bilhões.

Se nada mudar, o país corre o risco de repetir, nos próximos anos, a combinação de gastança eleitoral e sucessivos programas de socorro financeiro aos estados, adiando mais uma vez o enfrentamento dos desequilíbrios fiscais. 

Tribuna do Norte.

Benes critica Kelps e afirma que bases rejeitaram apoiar o ex-deputado

 

As declarações do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil), que apontou os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria como seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026, provocaram reação dentro da própria Federação União Progressista. Em entrevista ao Diário do RN, Benes Leocádio rebateu a tese de concorrência interna, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata é o caminho para ampliar o número de eleitos.

Para Benes, a postura adotada por Kelps acabou criando dificuldades dentro da própria Federação ao direcionar sua estratégia eleitoral contra os atuais parlamentares do grupo.

“A dificuldade que ele criou é exatamente querendo derrotar os parceiros que poderiam ajudá-lo”, afirmou.

O deputado também rejeitou a narrativa de que os atuais detentores de mandato tenham descumprido compromissos com Kelps. Segundo ele, houve tentativas de construção de apoios, mas a resistência das próprias bases eleitorais inviabilizou avanços.

“Houve conversas. Ele solicitou que os deputados que já tinham mandato e que fossem permanecer na nominata abrissem mão de alguns apoios, mas a resistência de todos os apoiadores consultados foi muito grande”, explicou.

De acordo com Benes, alguns parlamentares chegaram a consultar lideranças e bases eleitorais sobre a possibilidade de redirecionamento de apoios, mas encontraram forte rejeição.

“Houve tentativas de alguns, mas uma resistência incontornável. Não podemos fazer nada. Teve colega que consultou dezenas e dezenas de apoiadores, e a resposta era a mesma”, relatou.

Benes rejeitou a tese de que a Federação tenha descumprido compromissos com Kelps Lima. “De forma nenhuma houve traição. De forma nenhuma”, declarou.

A principal divergência entre os dois está justamente na leitura sobre a disputa proporcional. Enquanto Kelps afirmou que um dos atuais deputados federais da Federação precisaria ficar de fora para que ele conquistasse uma vaga, Benes sustenta que a lógica eleitoral funciona de forma diferente.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna, não. Para mim, quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou ao Diário do RN.

O parlamentar argumenta que, em eleições proporcionais, o crescimento da nominata beneficia todos os integrantes da chapa.

“Se a gente entende de eleição proporcional, quanto mais votos a nominata tiver, mais chance alguém tem de ser eleito. “A Federação disputa bem duas vagas e mais uma. Há chance real de eleger três deputados federais”, ressaltou.

Na avaliação do deputado, o foco deveria estar na construção coletiva da nominata. “Se você quer buscar voto para somar no conjunto, na nominata, eu tenho que pensar em agregar e não desagregar”, disse.

Mesmo diante das críticas feitas por Kelps, Benes afirmou não guardar ressentimentos e declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral de todos os integrantes da federação.

“Eu desejo muito boa sorte a ele, que tenha muitos votos e que possa ser um dos eleitos no número que a nominata conquistar”, afirmou.

Declaração de Kelps gera repercussão

O posicionamento de Benes surge após reportagem publicada na edição anterior do Diário do RN mostrar que Kelps Lima considera seus principais adversários justamente os deputados federais da FederaçãoUnião Progressista. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado chegou a afirmar que “um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, ao citar nominalmente Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria.

 Diário do RN

“O Brasil que acorda cedo”: Entidades empresariais divulgam carta em defesa da PEC de Rogério Marinho

 

Entidades do setor comercial e industrial brasileiro publicaram, nesta terça-feira (9), uma carta aberta a senadores e senadoras pela aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) 12/2026, a do “trabalho flexível”, como foi apelidada.

De autoria de 36 senadores, incluindo Rogério Marinho (PL), Damares Alves (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL), esta proposição é uma alternativa à chamada PEC pelo fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio deste ano.

Sgundo os parlamentares, daria aos trabalhadores mais autonomia sobre sua própria jornada de trabalho, podendo ser adaptada de acordo com suas necessidades pessoais e profissionais.

A carta aberta desta terça-feira, assinada pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNT (Confederação Nacional do Transporte), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e outras inúmeras associações, defende a proposta alternativa.

Segundo a nota oficial, o abaixo-assinado representa mais de 40 milhões de empregos, ou 90% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Intitulada “Uma Carta para o Brasil que Acorda Cedo“, as entidades defendem que a PEC 12/2026 permitirá ao trabalhador ter mais flexibilidade caso o filho fique doente, queira ver apresentações da filha na escola ou precise fazer uma renda extra sem precisar se limitar ao período “engessado” de oito horas definido pela outra proposta em tramitação.

Segundo as associações, certas profissões não podem ser sustentadas no modelo aprovado pela Câmara, já que muitas vezes dependem de taxas adicionais de serviços ou comissão, o que exige mais tempo para ser alcançado, não de “uma folga obrigatória”.

A carta afirma ainda que a rigidez aumentaria os custos de produtos e serviços para o trabalhador, como preços pagos por alimentação e tarifas de transporte.

De acordo com as entidades, caso aprovada, a PEC do Trabalho Flexível também viria junto com direitos da CLT garantidos, como 13º salário, férias, 1/3 de férias, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), aviso prévio, entre outros.

“É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida”, afirmam.

Fonte: CNN  

Rubio promete R$ 2,7 bilhões para o Brasil combater PCC e CV com apoio direto de Trump

 

O secretário de Estado dos Estados Unidos afirmou que o Brasil poderá receber ajuda do governo Trump no combate ao narcotráfico, com verba de R$ 2,7 bilhões prevista para cooperação policial com países da América do Sul em 2027.

O anúncio vem logo após Trump classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e acende o debate sobre até onde vai a disposição do Brasil em aceitar interferência americana no combate ao crime organizado.

Veja. 

Prefeita de Pedro Avelino anuncia apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do RN

 

A prefeita de Pedro Avelino, Marina Trindade (MDB), oficializou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito em encontro político que reuniu lideranças do município e representantes do grupo que articula a candidatura do ex-prefeito de Natal para as eleições de 2026.

Além da gestora municipal, também declararam apoio os ex-prefeitos Edicleiton Trindade e Elson Trindade, bem como os vereadores Brunno Teidoro, Jayme Câmara, Gireth Gregório, Hélio Gás e Nilton Mendes.

O evento contou ainda com a presença do deputado estadual Tomba Farias, do pré-candidato ao Senado Coronel Hélio e do pré-candidato a vice-governador Baba Pereira, que acompanham Álvaro Dias em agendas pelo interior do estado.

Durante o encontro, Álvaro destacou sua ligação com os municípios do interior e reforçou o compromisso de construir um projeto voltado para todas as regiões do Rio Grande do Norte.

“Sou filho do interior e conheço de perto a realidade das famílias potiguares. Seguimos ouvindo cada município e fortalecendo um projeto que pensa no desenvolvimento de todo o RN”, afirmou.

A adesão das lideranças de Pedro Avelino amplia a base de apoios políticos de Álvaro Dias no interior potiguar e fortalece as articulações em torno de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. 

Fátima Bezerra exemplo nacional: Como ideias de esquerda destruíram as finanças do RN

A gestão Fátima Bezerra é exemplo nacional: de como quebrar um estado. O portal Gazeta do Povo fez um estudo que aponta como a administração petista no RN virou um péssimo exemplo para o País.  

O texto diz:  

"As leis da economia são absolutas: é impossível gastar mais do que se arrecada por muito tempo sem colher o desastre. O Rio Grande do Norte, sob o segundo mandato da petista Fátima Bezerra, tornou-se o exemplo vivo e trágico dessa máxima. 

O estado encerrou o último período como o ÚNICO do Brasil a estourar o limite máximo de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Quase R$ 6 de cada R$ 10 arrecadados dos impostos dos cidadãos vão exclusivamente para sustentar a máquina pública e a folha do funcionalismo. 

O resultado dessa asfixia ideológica? Um déficit bilionário de quase R$ 3 bilhões na insuficiência de caixa, investimentos zerados em infraestrutura e uma crise política sem precedentes — onde os próprios aliados do governo rejeitam disputar a sucessão para não herdar a falência provocada pelo partido. Enquanto a máquina incha, um terço da população potiguar permanece abaixo da linha da pobreza. 

A irresponsabilidade fiscal não é apenas um erro técnico; é um ataque direto ao bem-estar da população e ao setor produtivo, que hoje clama por socorro." 

Blog do Gustavo Negreiros. 

 
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