Olho D'água do Borges/RN -

Terceirizados da saúde entram em greve por salários atrasados e Sesap diz ter repassado R$ 6 milhões

 

Trabalhadores terceirizados da rede estadual de saúde do Rio Grande do Norte iniciaram greve cobrando salários atrasados, resultado da falta de repasses às empresas prestadoras de serviço. A Secretaria Estadual de Saúde informou ter transferido cerca de R$ 6 milhões na sexta-feira 14. Parte das empresas efetuou os pagamentos; outras ainda não haviam regularizado a situação.

A paralisação atinge serviços de apoio que sustentam o funcionamento cotidiano dos hospitais — limpeza, alimentação, recepção e manutenção. São funções sem as quais a assistência não se sustenta, ainda que não apareçam na linha de frente do atendimento.

Um ciclo que se repete

O episódio não é isolado. Em julho, a mesma cobrança já havia mobilizado a categoria, e a Sesap informou na ocasião ter repassado mais de R$ 4 milhões a seis empresas terceirizadas, com pagamentos adicionais nos dias seguintes. Mesmo assim, trabalhadores relataram que os valores não chegavam às contas.

As queixas acumuladas incluem salários vencidos, vale-alimentação não pago, férias pendentes e ausência de depósitos do FGTS. Representantes da categoria têm defendido mudança no modelo de contratação da saúde pública estadual, com realização de concursos e redução da dependência de empresas terceirizadas.

O padrão é conhecido no Estado: em janeiro deste ano, uma greve do Sipern chegou ao quinto dia com protesto em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, e o atraso de salários de terceirizados já havia exposto o problema em 2025.

Onde a greve dói

O efeito mais imediato aparece na alimentação hospitalar. Quando o serviço para, a rede precisa recorrer a soluções emergenciais para garantir as refeições de pacientes internados — e, em episódios anteriores, acompanhantes chegaram a assumir tarefas de limpeza em unidades do Estado.

A paralisação ocorre em um momento de pressão sobre as contas da saúde estadual. Levantamento do laboratório vinculado ao Ministério Público apontou que o Rio Grande do Norte aplicou 7,04% das receitas de impostos e transferências em saúde até junho, o menor percentual entre as 27 unidades da Federação, contra um mínimo constitucional de 12% ao ano.

A greve foi noticiada originalmente por O Correio de Hoje, em nota do Informe do Correio sobre a paralisação dos terceirizados.

Agora RN

 

Allyson tentou calar Dinarte, mas acabou revelando onde mais dói e como é feita a velha política

 

O candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil), ao acionar a Justiça Eleitoral para impedir que o jornalista Dinarte Assunção, do Blog do Dina, continuasse impulsionando conteúdos relacionados à operação da Polícia Federal que realizou buscas e apreensões em sua casa e, também, para impedir que o blog continuasse produzindo conteúdos sobre o tema, acabou expondo o incômodo que a investigação parece provocar no candidato.

É evidente que Allyson e seu marketing calcularam o custo e o benefício da ação na Justiça na tentativa de calar o jornalista. O benefício seria impedir que o jornalista mais bem informado sobre o tema pudesse apresentar novos conteúdos ou mesmo repercutir os atuais, silenciando, assim, uma das principais fontes da mídia estadual a respeito do assunto.

O custo dessa ação na Justiça, seria emitir sinais claros do quanto a Operação Mederi é custosa para ele e sua campanha e do quanto os fatos o atingem. Enquanto diz em todo canto que é normal que os órgãos de controle investiguem agentes públicos, Allyson demonstra, com a iniciativa judicial, o quanto o incomoda a repercussão da Polícia Federal em sua porta.

O que fica ainda mais claro nisso tudo é a contradição entre o discurso de Allyson Bezerra e sua atitude. O prefeito adota o discurso do “novo” na política, daquele que teria atitudes e pensamentos diferentes dos representantes da velha política, mas recorre aos mesmos instrumentos e práticas tantas vezes associados ao modelo que afirma combater no passado.

A ação contra Dinarte Assunção não visou unicamente impedir a divulgação de notícias sobre a Operação Méderi que desagradam ao candidato. O objetivo parece ter sido silenciar a fonte que apresentou o caso de maneira ampla ao público, com várias reportagens completas, bem elaboradas e acompanhadas de documentos que sustentam o que foi publicado.

Qualquer pessoa tem o direito de não gostar de Dinarte, discordar dele ou criticar seus posicionamentos. O que não se pode ignorar é a qualidade do trabalho jornalístico que ele tem apresentado. Não conheço Dinarte pessoalmente, mas tenho acompanhado seu trabalho nesse caso e tenho visto um jornalismo feito com zelo, critérios e documentação.

Quando Allyson colocou na balança o custo e o benefício de tentar calar Dinarte Assunção, talvez tenha esquecido que, no lado do custo, existem três fatores cujo preço pode ser elevado demais: a solidariedade que o bom jornalismo costuma despertar, a visibilidade que a tentativa de silenciamento acaba dando ao próprio assunto que se pretendia conter e a contradição de quem se apresenta como o novo, mas recorre a práticas que remetem ao que há de mais velho e ultrapassado na política.

Neto Queiroz

 

“Matemática de Mossoró acaba custando caro”, diz Álvaro Dias sobre investigação contra Allyson Bezerra

O candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (PL), publicou nas redes sociais um vídeo que faz referência à “Matemática de Mossoró”, expressão que se popularizou após ter sido usada pelo empresário Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed, em áudios das investigações da Operação Mederi.

O empresário supostamente explicava a um funcionário como funcionava a divisão de valores e o suposto esquema de superfaturamento em contratos de fornecimento de medicamentos e de pagamento de propinas para a Prefeitura de Mossoró, à época comandada pelo também candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil).

Na peça, uma professora inicia uma aula sobre a “Matemática de Mossoró”, cita um exemplo fictício utilizando uma compra de 400 quadros para escolas e questiona quantos itens seriam entregues. Um dos alunos logo responde: “400”, mas logo em seguida é retrucado com uma ironia por um colega de sala: “Mas foi em Mossoró. Lá na Prefeitura parece que é normal pagar 400 e receber só 140”, diz, fazendo referência às ordens de compra superfaturadas ou com entrega parcial de produtos citadas na investigação da Polícia Federal.

Blog do BG 

ACABOU O DINHEIRO: Governo Fátima deixa 367 projetos do RN fora da Lei Câmara Cascudo

 

Dos 492 projetos apresentados à Lei Câmara Cascudo em 2026, apenas 125 foram aprovados. Outros 367 ficaram de fora por falta de recursos, segundo alegou a própria Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

A situação atinge projetos que já fazem parte do calendário cultural potiguar. Entre os eventos que podem deixar de acontecer estão o Festival de Jazz, projetos da produtora Diana Fontes e o tradicional Festival de Quadrilhas.

De acordo com o Blog do Gustavo Negreiros, produtores culturais questionaram a transparência na distribuição dos recursos e levantaram suspeitas de que projetos ligados a aliados políticos do governo teriam recebido prioridade.

Blog do BG

 

Allyson promete terceira ponte de Natal e duplicação do acesso a Pipa, mas não explica como vai pagar e nem custos e prazos.

 

O candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil) prometeu duplicar estrada que liga a BR-101 à Praia de Pipa (RN-003) e construir uma terceira ponte sobre o Rio Potengi, em Natal. Nos dois casos, ele não apresentou detalhes sobre localização, prazo de execução, orçamento ou fonte de recursos para as obras.

Apesar de não dar informações objetivas sobre os projetos, principalmente sobre o impacto financeiro, o próprio candidato condicionou a execução das duas obras à reorganização das contas do Rio Grande do Norte.

O RN destinou 56,12% da Receita Corrente Líquida Ajustada à folha de pagamento dos servidores públicos estaduais no primeiro quadrimestre de 2026, acima do limite máximo de 49% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, além de acumular um déficit previdenciário superior a R$ 2 bilhões.

Com informações do Agora RN 

E AGORA? Relatório da PF não aponta crime cometido por jornalista do Maranhão alvo de operação de Moraes após reportagens sobre Dino

 

Relatório da Polícia Federal (PF) usado para embasar decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes afirma não haver indícios de que o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida tenha cometido crime de violação de sigilo funcional.

Luís Pablo entrou no radar da investigação após publicar reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. A apuração identificou o ex-secretário maranhense Raimundo Cutrim como a fonte que teria repassado documentos e informações ao jornalista.

No documento, a PF diferencia as condutas e afirma que, em tese, o jornalista estaria protegido pela liberdade de imprensa. Já a eventual atuação de agente público que acessa informações restritas e as repassa para publicação poderia configurar violação de sigilo funcional.

Apesar disso, Moraes citou na decisão que autorizou as diligências devido a existência de indícios de possível perseguição contra Dino. A investigação também analisou conversas entre Luís Pablo e o advogado Diogo Diniz Lima, que teria enviado sugestões para matérias críticas ao ministro.

Os investigadores ainda encontraram ainda uma transferência de R$ 100 mil feita por Lima para a conta de Danilo Cutrim Bezerra, relacionada à compra de um imóvel rural de R$ 461 mil pelo jornalista. A PF registrou a transação e aprofundou a apuração sobre a relação entre os envolvidos, mas o relatório não conclui que o pagamento tenha sido feito em troca de reportagens.

 

TRE-RN manda retirar pesquisa que divulgou Allyson na liderança e aponta dúvidas sobre levantamento

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) determinou, nesta terça-feira (18), a suspensão da divulgação dos resultados para governador da pesquisa Data Census registrada sob o número RN-09307/2026. O levantamento havia sido divulgado por veículos de comunicação mostrando Allyson Bezerra na liderança da disputa pelo Governo do Estado. 

A decisão liminar é do desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus e atende parcialmente a uma representação apresentada pelo candidato Raphael Ferreira Araújo contra o Instituto Data Census Potiguar. 

Segundo o TRE-RN, a pesquisa foi registrada oficialmente para medir as intenções de voto apenas para senador, deputado federal e deputado estadual. Apesar disso, o questionário aplicado aos entrevistados continha cinco blocos de perguntas para governador e os resultados dessa disputa foram posteriormente divulgados. 

A decisão também aponta inconsistências na documentação do levantamento, como uma nota fiscal emitida antes do período informado para a coleta, a assinatura do relatório estatístico depois da divulgação dos resultados e a presença de dados cadastrais de uma terceira empresa no relatório técnico. 

Para o magistrado, essas inconsistências “corroboram a dúvida” sobre a confiabilidade procedimental da pesquisa. A decisão destaca ainda que a circulação dos números para governador poderia induzir o eleitorado a erro e afetar a igualdade entre os candidatos. 

Com a liminar, o Data Census está proibido de divulgar os resultados para governador vinculados à pesquisa. O TRE também determinou que Mega Portal RN, Blog do Ismael Medeiros e Blog Geraldo Carneiro retirem as publicações em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. 

O instituto terá ainda dois dias para entregar à Justiça Eleitoral os microdados, mapa dos setores censitários e planilhas de controle da coleta, permitindo uma análise mais aprofundada da pesquisa. A decisão é liminar e o mérito da representação ainda será julgado.

MPF defende que a Operação Mederi continue no TRF-5 — e cita elementos envolvendo Allyson Bezerra

 

O Ministério Público Federal juntou aos autos da Operação Mederi um parecer em que defende a permanência do caso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. E o argumento que usa para isso mira dois gestores. O “desenvolvimento regular das diligências”, diz o texto, revelou “elementos veementes” relacionados a Allyson Leandro Bezerra Silva, de Mossoró, e a João Evaristo Peixoto, de Paraú — “os quais figuram no polo investigado do presente inquérito”.

A manifestação é de 12 de agosto, assinada pela procuradora regional da República Acácia Soares Peixoto Suassuna. Não é peça de ofício: é a resposta formal do Ministério Público ao requerimento que a defesa da Dismed Distribuidora de Medicamentos protocolou em junho, e que o Blog do Dina revelou na semana passada. A defesa pede o envio do caso à primeira instância e a anulação de tudo o que a investigação produziu.

O que está em jogo é grande. Se o TRF-5 seguir o parecer, cai o pedido central da defesa. Nada é anulado. A escuta ambiental instalada dentro da empresa em Mossoró continua de pé. E o caso permanece sob supervisão do desembargador Rogério Fialho Moreira. Quem decide é o tribunal — o parecer opina, não determina.

No mesmo documento, o Ministério Público faz um pedido que corre na direção oposta: quer a revogação das tornozeleiras eletrônicas de sete investigados.

A pergunta que o blog deixou em aberto

A reportagem sobre o pedido da Dismed terminou com uma pergunta dirigida à Procuradoria Regional da República: depois da decisão de junho de 2024, o órgão manteve o entendimento de que a competência era da primeira instância?

O parecer responde: não.

A defesa tinha se apoiado no Parecer nº 14254/2024, da então procuradora Sônia Maria de Assunção Macieira. Aquele texto opinava pelo declínio do caso para uma vara federal do Rio Grande do Norte. O novo parecer lembra que a manifestação “não foi acolhida” e que a competência do tribunal foi mantida. Depois vai além: hoje, escreve, “não há fundamento para o declínio da competência pretendido pelos requerentes”.

O documento que a defesa citou como aliado ganhou uma segunda parte. E ela joga contra.

O que os autos trazem sobre Allyson

O parecer não descreve os elementos. Aponta onde estão: a Informação de Polícia Judiciária nº 076/2025, página 32, e a representação da PF nos autos da representação criminal.

Essa é a peça em que a Polícia Federal analisou o material da escuta. É ela que sustenta o que o Ministério Público chama agora de elementos veementes.

Na página exata que o parecer indica, a PF descreve um diálogo entre dois sócios da Dismed. Oseas Monthalggan Fernandes Costa explica ao sócio Moabe, “por meio da matemática de Mossoró”, como seria a partilha de percentuais. A análise policial trata esses percentuais como comissões ou propinas. Segundo a PF, o diálogo traz “menção direta aos nomes dos beneficiários”: 10% para uma pessoa citada pelo primeiro nome, 15% para “Allyson”.

Um ponto precisa ficar claro, e é o próprio documento que faz questão de registrá-lo. Allyson não é interlocutor dessas conversas. Ele é citado por terceiros.

A PF também não crava a identificação. Qualifica. Escreve que “é muito provável” que o nome mencionado corresponda ao então prefeito de Mossoró. Em outro trecho, fala em “indícios de que esse percentual de 15% seria destinado” a ele.

A conta aparece na transcrição literal reproduzida na página seguinte:

Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYSON e a FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLYSSON. Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa!

Diálogo captado na sede da Dismed, transcrito pela Polícia Federal

O blog publicou o núcleo desse cálculo em janeiro, na reportagem sobre a “matemática de Mossoró”. O que muda agora não é o dado. É a função dele. Esse material deixou de ser apenas prova de um esquema. Virou o fundamento jurídico pelo qual o Ministério Público sustenta que o caso não pode sair do tribunal.

O cargo que o parecer usa

O parecer se refere a Allyson como “Prefeito de Mossoró/RN”. Ele não está mais no cargo.

O texto antecipa a objeção. Sustenta que os elementos “não se referem a fatos estranhos às funções exercidas pelos agentes públicos”. Estariam ligados a “contratações administrativas, fornecimento de medicamentos, emissão de ordens de compra e pagamentos realizados pelos Municípios durante os respectivos mandatos”.

Em seguida invoca a tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal no HC 232.627, julgado em março de 2025:

A prerrogativa de foro para julgamento de crimes praticados no cargo e em razão das funções subsiste mesmo após o afastamento do cargo, ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados depois de cessado seu exercício.

Supremo Tribunal Federal, HC 232.627, citado no parecer

Traduzindo: para o Ministério Público, sair da prefeitura não devolve o caso à primeira instância. A competência do tribunal, diz o parecer, “não se sujeita a oscilações supervenientes”.

O que o parecer diz sobre o prefeito de Paraú

Sobre João Evaristo Peixoto, o parecer é curto. Registra que a autoridade policial anotou um encontro na sede da Dismed, no qual “foram tratadas questões relacionadas a ordens de compra, valores, percentuais e fornecimentos ao Município de Paraú/RN”. O encontro está datado nos autos: a tarde de 8 de maio de 2025, dois dias depois de o equipamento de captação entrar no escritório.

É esse mesmo prefeito que o Ministério Público quer livre da tornozeleira. No relatório da Secretaria de Administração Penitenciária que instruiu o pedido, ele não teve nenhum registro de descumprimento.

A escuta que a defesa queria derrubar

O parecer rejeita, um a um, os argumentos de nulidade.

A defesa chamou a captação ambiental de pescaria probatória. O Ministério Público responde que ela não foi a primeira providência. Quando a escuta foi autorizada, os autos já tinham o Relatório de Inteligência Financeira nº 94545, análises bancárias, relatórios de vigilância e dados telemáticos.

Depois vem o detalhe que a petição não menciona: a medida teve objeto delimitado. Equipamento instalado em 6 de maio de 2025, na sala da diretoria. Gravações restritas a dias úteis e horário de expediente. Arquivos verificados por hash SHA-256.

Resta o ponto mais concreto da petição — a entrada disfarçada de um agente sob pretexto de manutenção. Contra ele, o parecer aponta o parágrafo 2º do artigo 8º-A da Lei 9.296/1996. O dispositivo admite instalar o equipamento “por meio de operação policial disfarçada” quando isso for necessário à efetividade da medida. E cada ofício às provedoras de internet, lembra o texto, passou por decisão judicial.

O último pedido da defesa era processar a petição para fins de prequestionamento. Some em duas linhas: prequestionamento é requisito de acesso a recurso especial e extraordinário, “e não configura pedido autônomo a ser processado no âmbito de inquérito policial”.

Mais 90 dias

No mesmo documento, o Ministério Público concorda com a prorrogação do inquérito por mais 90 dias. O motivo é o volume de trabalho pendente: falta a perícia das licitações indicadas pela autoridade policial e a análise de todos os dispositivos eletrônicos apreendidos.

Uma dessas frentes começou em 5 de agosto e tem regra própria. É a análise dos equipamentos apreendidos com advogados, acompanhada por representante indicado pela Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB de Mossoró.

Estão sob apuração desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em contratos das empresas Dismed, Drogaria Mais Saúde e Mais Saúde Drogaria com seis prefeituras: Tibau, Serra do Mel, Mossoró, Paraú, São Miguel e José da Penha. O caso completo está reunido no acompanhamento da Operação Mederi.

O espaço está aberto para manifestação.

Fonte: Blog do Dina

 

Onda 22 toma as ruas de Natal e inicia caminhada de Álvaro Dias pelo Passo da Pátria

 

A Onda 22 iniciou, nesta terça-feira, sua caminhada pelas ruas de Natal com a presença do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias. O pontapé inicial aconteceu na comunidade do Passo da Pátria, na Zona Leste da capital, onde Álvaro foi recebido por apoiadores, eleitores, amigos e lideranças locais.

A mobilização percorreu as principais ruas da comunidade e foi marcada pelo contato direto de Álvaro com os moradores. Ex-prefeito de Natal, o candidato foi recebido com manifestações de carinho pela população, em uma demonstração de proximidade construída ao longo de sua trajetória política à frente da Prefeitura.

Participaram da caminhada o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a vice-prefeita, Joana Guerra; o deputado estadual Luiz Eduardo; o vereador licenciado Felipe Alves; os vereadores Irapuã Nóbrega e Preto Aquino; além de Herberth Sena, Daniel Santiago e Kleber Fernandes. Também estiveram presentes o ex-vereador Klaus Araújo, o ex-vereador Luciano Nascimento e lideranças comunitárias como Deca, Pirata e Joãozinho.

Durante a caminhada, Álvaro Dias agradeceu a recepção dos moradores e destacou que a mobilização representa o início de uma agenda de proximidade com a população de Natal. “Meus amigos, lideranças do Passo da Pátria, um grande abraço a todos vocês pelo carinho e pelos sorrisos. Obrigado por abrirem suas casas. Estamos aqui começando uma caminhada nas ruas de Natal, casa a casa, uma caminhada que só vai parar com a vitória, que será construída com todos vocês”, finalizou.

 


Oeste com Álvaro: prefeitos do Alto Oeste defendem nome de Álvaro Dias para o Governo do RN

 

O candidato a vice-governador Babá Pereira liderou, em Portalegre, uma reunião de articulação política da campanha no Oeste potiguar. O encontro reuniu lideranças de diferentes municípios da região e reforçou a mobilização em torno do projeto de Álvaro Dias para o Governo do Rio Grande do Norte. 

Participaram da reunião José Augusto, de Portalegre; Marcos Aurélio e a ex-prefeita Bernadete Rêgo, de Riacho da Cruz; Dibed e o ex-prefeito Babau, de Marcelino Vieira; Dayane, de Tenente Ananias; Rosane, de Serrinha dos Pintos; Gisele e o ex-prefeito Lucimar Porfírio, de São Francisco do Oeste; Josiene, de Paraná; Tututa, de Luiz Gomes; Thales, representando a prefeita Maria Elce, de Major Sales; Claudinha, de Rodolfo Fernandes; Ludmila, de Rafael Godeiro; Alberoni, de Encanto; Bibi de Nenca, de Campo Grande; e Raimundinho, de Alexandria. 

A reunião, coordenada por Babá Pereira, teve como objetivo fortalecer a articulação política, alinhar estratégias e ampliar a presença da campanha no Oeste potiguar.

ESCÂNDALO: Contrato da Arena Nogueirão, assinado na gestão de Allyson Bezerra, pode deixar rombo de R$ 143 milhões para Mossoró, aponta TCE

Um contrato firmado na gestão do ex-prefeito e candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil) pode causar um prejuízo de aproximadamente R$ 143,7 milhões à Prefeitura de Mossoró, segundo um novo parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) sobre o projeto da nova Arena Nogueirão.

O documento foi elaborado após o município apresentar esclarecimentos aos questionamentos feitos anteriormente pelo TCE sobre a Concorrência Eletrônica nº 01/2026, publicada pela Secretaria Municipal de Administração de Mossoró (Semad), vencida pela empresa Nacional Incorporadora e Construtora LTDA. O contrato foi assinado em 23 de março de 2026.

O parecer, assinado pelo auditor Vladimir Sérgio de Aquino, mantem a recomendação de suspensão do contrato assinado pelo então prefeito Allyson Bezerra. Para o TCE, não ficou demonstrada a viabilidade econômica do negócio.

O auditor alerta que o negócio não seria rentável para a empresa nas condições apresentadas no projeto. Diante do risco da incorporadora não recuperar o investimento e rescindir o contrato, Mossoró poderá ter que arcar futuramente com uma indenização estimada em aproximadamente R$ 143,7 milhões, segundo estimativa do TCE.

O parecer representa mais uma notícia negativa para Allyson Bezerra, que vem sendo responsabilizado pelo descaso com o futebol de Mossoró e pelo estado de destruição do antigo Estádio Nogueirão, que foi demolido pela Prefeitura.

Blog do BG

 

Atentado à Democracia: Allyson quer calar jornalista Dinarte Assunção por noticiar a Operação Mederi.

 

A campanha de Allyson Bezerra acionou o Tribunal Regional Eleitoral contra o jornalista Dinarte Assunção por uma publicação sobre a Operação Mederi, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo contratos públicos. Além de pedir multa de R$ 30 mil, a campanha quer impedir novas publicações do jornalista sobre a operação.

É um precedente preocupante. Em vez de responder às informações divulgadas pela imprensa — inclusive explicar por que não forneceu as senhas dos aparelhos apreendidos pela Polícia Federal —, a campanha prefere levar o jornalista à Justiça. Se a informação incomoda, por que não esclarecer os fatos em vez de tentar impedir que sejam divulgados?

Dinarte Assunção é um dos jornalistas mais atuantes do Rio Grande do Norte e tem acompanhado de perto operações policiais e investigações de interesse público. No caso da Operação Mederi, existem fatos que não podem ser apagados simplesmente porque são politicamente inconvenientes: Allyson foi alvo de busca e apreensão em sua residência, é apontado como um dos principais alvos da investigação, teve equipamentos eletrônicos apreendidos e, segundo documentos divulgados pela imprensa, não forneceu as senhas dos aparelhos. Tudo isso precisa ser esclarecido — e tentar calar quem noticia esses fatos não é resposta.

Isso não significa condenação — investigação não é sentença. Mas significa que há uma investigação e fatos que precisam ser esclarecidos.

Tentar transformar o jornalista em réu por divulgar uma investigação da Polícia Federal é, no mínimo, uma atitude incompatível com quem pretende governar com serenidade um Estado.

Allyson deveria explicar os fatos, não tentar calar quem os notícia.

O eleitor tem direito à informação. A imprensa tem direito de investigar. E político nenhum está acima das perguntas, das críticas ou da fiscalização.

Quem quer governar precisa aprender a conviver com a imprensa livre — inclusive quando a notícia é incômoda.

Morais e Dino defendem rediscussão do diploma de jornalista; dias dos blogueiros sem formação podem estar contados

Os dias de quem abre um blogue, cria um perfil nas redes sociais e simplesmente passa a se apresentar como jornalista sem formação profissional podem estar contados. Pelo menos é essa a discussão que os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), querem recolocar em pauta.

Nesta terça-feira (18), os ministros defenderam que o Supremo volte a discutir a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dino relacionou a necessidade do debate ao novo ambiente criado pelas redes sociais e à facilidade com que qualquer pessoa pode se autodenominar jornalista.

“Hoje com as redes sociais, em que qualquer pessoa acorda e diz: ‘A partir de hoje eu sou um jornalista’”, afirmou Dino, ao questionar situações em que pessoas utilizam blogues e plataformas digitais para atacar a honra de terceiros e depois procuram se proteger sob o argumento da liberdade de imprensa.

Para Dino, esse tipo de atuação não pode ser colocado no mesmo patamar da imprensa e do jornalismo profissional. Moraes também defendeu que a discussão sobre a exigência do diploma seja retomada.

Portanto, os chamados “pseudojornalistas” e blogueiros sem formação que se apresentam como profissionais da imprensa devem ficar atentos: se essa discussão avançar e resultar numa mudança das regras, os dias do jornalismo profissional sem diploma podem estar contados.

 

Duas rodovias no RN entram em estudos para possível concessão à iniciativa privada

 

O Ministério dos Transportes, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), iniciou estudos para avaliar a concessão de importantes corredores rodoviários federais, incluindo trechos das BR-101 e BR-304 que passam pelo Rio Grande do Norte.

Os levantamentos ainda estão em fase de modelagem. Por isso, ainda não há definição sobre o formato das concessões, os investimentos que serão exigidos das empresas ou a possibilidade de cobrança de pedágio.

Um dos projetos envolve a BR-101, em um corredor que parte da divisa entre Espírito Santo e Bahia e segue até o entroncamento com a BR-304, em Natal. O trecho analisado possui aproximadamente 1.835 quilômetros e atravessa seis estados brasileiros.

O segundo corredor reúne a BR-116, entre Fortaleza (CE) e o entroncamento com a BR-304, em Mossoró, além da própria BR-304 até Natal. Nesse caso, o trecho estudado tem cerca de 533 quilômetros.

Segundo o Ministério dos Transportes, os estudos ainda estão em estágio inicial e devem ser concluídos somente após 2026. A eventual concessão prevê que as empresas vencedoras assumam atividades como manutenção, conservação, sinalização e atendimento aos usuários.

Obras de maior porte, como duplicações e implantação de faixas adicionais, deverão seguir cronogramas definidos nos contratos de concessão. Conforme o Ministério, esse tipo de intervenção costuma ter início a partir do terceiro ano da concessão, dependendo das condições estabelecidas para cada trecho.

Veja matéria completa aqui.

 

 
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