Olho D'água do Borges/RN -
Médicos iniciam paralisação em serviços de alta complexidade nesta segunda-feira
Uma conta que pode fechar: “matemática” projeta chapa com Flávio Rocha ao Senado e Hélio na suplência
Uma “conta” política que vem sendo feita a boca miúda, de
Brasília ao Rio Grande do Norte, desenha um cenário que, para alguns
articuladores, parece simples — ao menos no papel.
Pelas especulações, o empresário Flávio Rocha surgiria como
candidato ao Senado ocupando a segunda vaga na chapa encabeçada por Álvaro Dias
ao Governo do Estado. Ao seu lado, já estaria o senador Styvson Valentim como o
outro nome na disputa.
Nesse desenho, o Coronel Hélio entraria como suplente de
Flávio Rocha, compondo a engrenagem política da chapa. A lógica, segundo
interlocutores, seria acomodar todos os atores relevantes dentro de um mesmo
projeto.
A “matemática” vai além do cenário estadual. Em caso de uma
eventual vitória nacional de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, Flávio
Rocha — empresário de projeção nacional — poderia ser alçado a uma função
ministerial. Com isso, abriria espaço para que o suplente assumisse o mandato
no Senado.
O resultado dessa equação, segundo os bastidores, seria a
formação de uma chapa considerada “forte”, capaz de alinhar interesses locais e
nacionais, garantindo espaço político para diferentes lideranças.
Tudo, no entanto, segue no campo das conjecturas. A política,
como se sabe, nem sempre respeita a lógica da matemática — mas, nos bastidores,
essa conta já está sendo feita.
Robison Pires
Governo Fátima pode enfrentar greve geral na saúde do RN
Servidores da saúde estadual do Rio Grande do Norte
convocaram uma mobilização para a próxima terça-feira (28), em frente à
Governadoria, em Natal, e já falam abertamente na possibilidade de uma greve
geral caso o governo não cumpra o acordo de reposição salarial.
A categoria cobra a implantação do reajuste de
4,26% nos contracheques de abril de 2026, percentual que, segundo os
trabalhadores, já havia sido pactuado, mas até agora não foi efetivado.
O ato está marcado para as 9h e é tratado
internamente como decisivo. Lideranças avaliam que a ausência de uma resposta
concreta por parte do governo tem ampliado a insatisfação e pode levar a uma
paralisação mais ampla em toda a rede estadual de saúde.
No sindicato, o clima é de endurecimento. A
mobilização deve servir não apenas como pressão, mas também como espaço para
deliberação de indicativo de greve, caso o impasse continue.
Ismael Souza
Allyson Bezerra deixou o caos em áreas vitais do município; MP abre prazo para solução
Termina no fim deste mês o prazo dado pelo Ministério
Público Estadual (MPRN) para a Prefeitura de Mossoró apresentar soluções
efetivas ao colapso em áreas sensíveis do município.
A recomendação foi assinada no dia 8 de abril com prazo de 20
dias.
No mesmo dia, em audiência pública, o MP apresentou problemas
na assistência social, com ênfase na falta de acolhimento à pessoa idosa; na
educação infantil, diante da fragilidade na rede de creches e de atendimento à
criança de zero a três anos; e na saúde, onde existe necessidade de estruturar
a rede de saúde mental infantojuvenil.
O Jornal de Fato publicou reportagens com o diagnóstico
elaborado pelo Ministério Público, mostrando que esses problemas se acentuaram
nos últimos dois anos, principalmente no que diz respeito à assistência à
pessoa idosa, a partir da inexistência de Instituição de Longa Permanência para
Idosos (ILPI).
O problema se agravou nos cinco anos da gestão Allyson
Bezerra (União Brasil), que se mostrou indiferente ao sofrimento de crianças
carentes e idosos que necessitam das políticas públicas. Quase nada ou nada foi
feito nessas áreas vitais.
Agora, o problema está no colo do prefeito Marcos
Bezerra (Republicanos), que não pode culpar o seu antecessor, que o premiou com
o poder, e ele precisa dar resposta ao Ministério Público até o fim deste mês.
Jornal de Fato
Aneel aprova e COSERN vai reajustar contas de energia no RN
A
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário da
Neoenergia Cosern, que atende mais de 1,6 milhão de consumidores no Rio Grande
do Norte. Os novos valores começaram a valer no dia 22 de abril, mas os efeitos
práticos serão sentidos nas contas com vencimento a partir de maio.
O reajuste médio
definido pela Aneel foi de 5,4%. Para os consumidores de baixa tensão, que
englobam a maioria das residências, o aumento será de 3,74%. Já os clientes de
alta tensão, como indústrias e estabelecimentos comerciais de maior porte,
terão um impacto mais significativo, com elevação média de 10,9%.
Segundo a agência reguladora, o reajuste foi influenciado por custos relacionados a encargos setoriais, transmissão e geração de energia, além de componentes financeiros considerados no cálculo tarifário. Para amenizar os efeitos sobre os consumidores, recursos da Conta de Desenvolvimento Energético foram antecipados, reduzindo parte do impacto do aumento.
Allyson e Abraão, uma parceria nada republicana
Ex-candidato a deputado federal Abraão Lincoln voltou às
manchetes e, mais uma vez, de forma negativa:
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) manteve a sua
condenação pela prática de caixa 2 nas eleições de 2014, ao rejeitar, por
unanimidade, um recurso de sua defesa.
Essa condenação, a bem da verdade, é algo de pouca relevância
na sua ficha corrida.
Há pouco tempo, ele foi preso ao prestar depoimento na CPMI
do INSS. Abraão é um dos investigados no esquema criminoso que roubou dinheiro
dos velhinhos da Previdência Social, estimado pela Polícia Federal em mais de
R$ 6 bilhões acumulados entre 2019 e 2024.
Segundo as investigações, o político usou a Confederação
Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), da qual é presidente.
Antes, em 2015, Abraão foi preso no âmbito da Operação
Enredados, ficando custodiado no Presídio Central de Porto Alegre. Ele foi
acusado de participação em um esquema de venda ilegal de permissões para pesca
industrial.
Na época, a executiva nacional do Partido Republicano
Brasileiro (PRB) o afastou do cargo de presidente da legenda no RN, mas ele
acabou retomando as rédeas do Republicanos potiguar.
Recentemente, o político ficha suja negociou o Republicanos
com o pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil), que colocou na
presidência estadual do partido o prefeito de Mossoró, Marcos Bezerra, com a
companhia de um filho de Abraão na vice-presidência.
Abraão e Allyson se abraçaram politicamente, acreditando que
o cidadão potiguar não está nem aí para as atividades, digamos, nada
republicanas do líder dos Republicanos.
Será?
Jornal de Fato
Zenaide não aceita Carlos Eduardo para o senado e Jaime Calado avisa a Agripino
Jaime Calado não aceita a pré-candidatura de Carlos Eduardo Alves ao Senado e já deixou isso claro ao ex-senador José Agripino Maia, principal articulador da chapa de Allyson Bezerra e visto como o “padrinho” político do projeto.
Enquanto
partidos como PP, Republicanos, União Brasil e Solidariedade caminham para
apoiar o nome de Carlos Eduardo, o PSD, comandado pela senadora Zenaide Maia,
bate o pé e não concorda com a indicação.
O
impasse revela uma divisão importante dentro do grupo que tenta se consolidar
em torno da candidatura de Allyson ao Governo do Estado.
A
presença de Carlos Eduardo na chapa tende a fortalecer a candidatura de
Allyson, especialmente na Grande Natal — região onde ele precisa ampliar sua
base. Por outro lado, pode dificultar a estratégia de Zenaide, ao dividir votos
em um mesmo campo político.
Na tentativa de
contornar a polêmica, Allyson tem buscado justificar a posição da senadora.
“Sempre pontuei que poderíamos ter apenas uma candidatura ao Senado. Pode ser
que eu saia com um nome, pode ser também que sejam dois. Isso ainda está sendo
avaliado”, afirmou.
Apesar das divergências
internas, a tendência é de que a confirmação de Carlos Eduardo como segundo
nome ao Senado é apenas uma questão de tempo. A decisão será essa e ainda não
foi anunciada oficialmente porque se tenta uma maneira de amenizar os atritos
com Zenaide e o PSD.
Dorgival Dantas lança I Sanfonada que vai transformar as ruas de Olho D’Água do Borges em palco de forró
A cidade de Olho
D’Água do Borges se prepara para viver um momento especial com a estreia da
Sanfonada, iniciativa criada pelo cantor e compositor Dorgival Dantas. A
proposta é reunir sanfoneiros e amantes do forró em um grande cortejo musical
pelas ruas, valorizando a cultura nordestina de forma espontânea e coletiva.
O evento será
realizado no dia 16 de maio. A concentração começa às 15h30, no letreiro da
cidade, (Contorno para Carubas), com saída prevista para as 16h30. A ideia é
transformar o percurso em um verdadeiro palco a céu aberto, onde músicos e
público caminhando juntos ao som da sanfona, do triangulo e da zabumba, ocupando
ruas e calçadas da cidade.
Durante o
trajeto, o forró ganha vida de maneira natural, criando uma conexão entre
artistas e espectadores. Segundo Dorgival, a expectativa é de um momento
marcante para a cidade, reunindo talentos e celebrando a música que faz parte
da identidade local.
Além do cortejo,
o projeto também traz uma novidade voltada à valorização dos músicos,
reconhecendo o papel fundamental de quem mantém o forró vivo no dia a dia.
A Sanfonada
integra a programação do Derradeiro de Maio, que chega à sua quarta edição e
será realizado entre os dias 15 e 17 de maio, consolidando o município como um
dos principais polos culturais do estado.
Os interessados em participar podem obter mais informações e realizar inscrição por meio do perfil @fazendatomexote nas redes sociais.
Com três forças em jogo, sucessão estadual se torna mais equilibrada e realista
A disputa pelo
Governo do Rio Grande do Norte começa a assumir contornos mais realistas. A
ideia de uma polarização entre o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União
Brasil), e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), já não se sustenta.
Apesar da crise
administrativa e da desaprovação dos governos Fátima Bezerra e Lula, o PT no
estado ainda detém cerca de 30% do eleitorado potiguar. Nesse contexto, Cadu
Xavier (PT) passa a se consolidar como um nome competitivo, posicionando-se ao
lado de Allyson e Álvaro mostando um cenário de disputa equilibrado.
Um indicativo
disso foi sua recente visita à região Oeste, onde prefeitos, vereadores e
lideranças políticas de partidos aliados começaram a declarar apoio ao seu
projeto, demonstrando que ele não será apenas uma figura secundária na sucessão
estadual.
Dessa forma, o
cenário eleitoral do RN ganha uma nova configuração. Hoje, são três nomes com
potencial competitivo na disputa pelo governo.
Cadu contará com o apoio de Lula e Fátima em seu
palanque, defendendo o projeto petista. Allyson, por sua vez, aposta no legado
de sua gestão em Mossoró, aliado ao seu forte poder midiático. Já Álvaro se
posiciona alinhado à direita, sustentado por sua trajetória política, que
inclui diversos mandatos como deputado estadual, um como deputado federal e a
reeleição em primeiro turno como prefeito de Natal, onde mantém um elevado
índice de aprovação.
O jogo está posto, em um cenário de forças relativamente equilibradas — e a vitória ficará com quem souber conduzir melhor sua estratégia.
Candidato diz que PSDB vai liberar geral, mas Ezequiel nega
A entrevista do pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, Dr. Heider Ferreira, ao Meio Dia TCM, abriu ruído dentro do partido quando ele afirmou que a tendência seria liberar os filiados para apoiarem quem quisessem na disputa pelo Governo do Estado.
A leitura, no entanto, não foi bem recebida na cúpula tucana. O presidente estadual da legenda, deputado Ezequiel Ferreira já disse que: “Quem fala por Ezequiel é Ezequiel”.
Nos bastidores, a fala é vista como um recado claro de que não há, até o momento, qualquer decisão oficial de liberação geral dentro do PSDB no Rio Grande do Norte.
Robinson Pires
Partido Novo confirma pré-candidatura de Flávio Rocha ao Senado e fortalece expectativas de Álvaro Dias
O presidente do
Partido Novo no Rio Grande do Norte, Renato Cunha Lima, afirmou em entrevista à
FM 98, em Natal, que o empresário Flávio Rocha, filiado à legenda, é
pré-candidato ao Senado. Segundo ele, a filiação e a transferência do domicílio
eleitoral para o estado dentro do prazo legal indicam que se trata de um
projeto político em curso.
Renato destacou
ainda que a intenção de Flávio Rocha é disputar uma vaga no Senado e defendeu
que os institutos de pesquisa passem a incluí-lo nas sondagens eleitorais.
Ele também
revelou que o empresário chegou a procurar o Coronel Hélio para propor uma
composição conjunta ao Senado. A proposta incluiria a desistência da
candidatura de Hélio, que passaria a ocupar a posição de primeiro suplente na
chapa de Flávio Rocha.
De acordo com o
dirigente do Novo, essas informações ajudam a esclarecer as dúvidas sobre a
real intenção do empresário. Renato afirmou que pesquisas qualitativas já
realizadas apontam que Flávio Rocha tem potencial competitivo na disputa.
Por fim, informou que o empresário está atualmente articulando alianças para viabilizar sua candidatura e formar um grupo político em torno de seu projeto. A expectativa, segundo ele, é de que, após essas declarações, os institutos de pesquisa passem a considerar o nome de Flávio Rocha em seus levantamentos.
Decisão do TCU pode afetar novos projetos eólicos no RN
O Tribunal de Contas da União rejeitou pedidos da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias e manteve o entendimento de que o Ministério de Minas e Energia deve revisar uma portaria que flexibilizava mudanças em projetos de energia renovável sem perda de benefícios tarifários. A decisão tem impacto direto sobre estados como o Rio Grande do Norte, líder nacional na geração de energia eólica e com forte expansão também na área solar.
Na prática, a regra permitia que empreendedores
comprovassem o início das obras dentro do prazo legal e, depois disso,
alterassem características importantes dos projetos, como localização, potência
instalada e equipamentos, mantendo o direito a descontos no uso dos sistemas de
transmissão e distribuição.
Para o relator do processo, ministro Walton Alencar
Rodrigues, atos como portarias ministeriais não podem criar direitos além do
que está previsto em lei. Segundo ele, a norma autorizava o ministério a
regulamentar exigências técnicas, como garantias financeiras e critérios para
caracterizar o começo das obras, mas não a permitir mudanças amplas com
preservação automática do subsídio.
O TCU avaliou que essa flexibilidade poderia transformar
o benefício em um tipo de ativo negociável. No entendimento do tribunal,
haveria risco de empreendimentos obterem o direito ao desconto e depois
transferirem ou remodelarem projetos em condições diferentes das aprovadas
inicialmente.
Para o Rio Grande do Norte, onde dezenas de parques
eólicos operam e novos investimentos seguem em análise, a decisão é relevante
porque muitos projetos dependem de ajustes ao longo do desenvolvimento.
Mudanças tecnológicas em turbinas, dificuldades de conexão ao sistema elétrico
e licenciamento ambiental costumam exigir revisões de traçado e localização.
Empresas do setor defendem que essas adaptações são
naturais em projetos de longa maturação e ajudam a tornar os investimentos mais
eficientes. Já o tribunal entende que mudanças precisam ter limites para não
descaracterizar o empreendimento originalmente enquadrado na política pública.
O estado concentra uma das maiores carteiras de projetos renováveis do país, especialmente nas regiões do Mato Grande, Serra de Santana e litoral Norte. Qualquer endurecimento regulatório tende a aumentar a necessidade de planejamento prévio e pode alongar cronogramas de novos parques.
Procura-se um vice para Cadu Xavier
Procura-se um vice. A chapa encabeçada por Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado entra na sua fase final de montagem, com apenas uma peça ainda em aberto: o nome que ocupará a vaga de vice.
Com a confirmação do ex-deputado Rafael Motta (PDT) como candidato ao Senado e a definição anterior de Samanda Alves (PT) para a primeira vaga, a composição majoritária praticamente se consolida, restando apenas esse último ajuste.
Relatórios do MPRN expõem colapso na gestão de Allyson em Mossoró
Um diagnóstico técnico apresentado pelo Ministério
Público do Rio Grande do Norte (MPRN) revelou um cenário preocupante na oferta
de serviços públicos em Mossoró, evidenciando falhas estruturais que atingem
diretamente crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade.
A audiência conjunta realizada em 08 de abril, com
participação da gestão municipal, consolidou dados acumulados entre 2025 e 2026
e resultou no estabelecimento de prazo de 20 dias para que o Executivo
apresente respostas às deficiências apontadas.
Embora parte dos problemas tenha caráter histórico, o
conjunto de evidências indica a permanência e, em alguns casos, o agravamento
de fragilidades ao longo da gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra.
Mossoró conta com apenas uma unidade do Centro de Referência
Especializado de Assistência Social (CREAS), responsável por atender toda a cidade.
Além da limitação, o equipamento opera em localização considerada inadequada,
dificultando o acesso da população mais vulnerável.
A ausência de serviços estratégicos agrava o cenário. O
município não dispõe de centro-dia para idosos e pessoas com deficiência, e não
possui Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) pública, o que tem
gerado superlotação e desvio de função em unidades de acolhimento provisório.
Sobre o tema, o MP observa que “idosos acamados e cadeirantes demandam auxílio
integral e rotina de alta complexidade incompatível com a estrutura de
“passagem”.
Na prática, a rede opera sob pressão constante, com
capacidade reduzida de prevenir e intervir em situações de violação de
direitos. ”O CREAS acumula 612 casos reprimidos e sua equipe de rua (SEAS) atua
sem retaguarda, chegando a sofrer hostilidade pública por falhas da rede”,
afirma o Ministério Público.
Apesar de avanços na pré-escola, a maior parte da demanda
reprimida está concentrada na faixa de zero a três anos. O diagnóstico, de
acordo com o MP, indica que o município não conseguiu alinhar a expansão da
rede à real necessidade da população, segundo a análise dos “dados consolidados
referentes ao quantitativo de crianças não matriculadas na Educação Infantil da
rede municipal de Mossoró”.
O déficit atinge diretamente a primeira infância, fase
considerada decisiva para o desenvolvimento cognitivo e social, e impacta
também a rotina de famílias que dependem do serviço para inserção no mercado de
trabalho.
Há registros de usuários com necessidade simultânea de
acompanhamento psicológico e psicopedagógico, o que evidencia a complexidade da
demanda e a insuficiência da rede especializada.
Os longos tempos de espera indicam um sistema incapaz de
absorver a demanda, comprometendo o atendimento precoce e ampliando riscos ao
desenvolvimento dos pacientes.
O prazo de 20 dias estabelecido ao Executivo marca um momento
decisivo: ou a gestão apresenta soluções efetivas, ou o cenário tende a evoluir
para novas medidas judiciais.
Na assistência social, o órgão defende a implantação de uma
ILPI pública municipal, a reativação imediata do centro-dia, conforme decisão
judicial, a criação de uma nova unidade do CREAS e a regularização dos repasses
financeiros às instituições parceiras, além da garantia de transporte adequado
para as equipes técnicas.
Na educação, a recomendação é de ampliação de vagas em
creche, com prioridade para crianças de zero a três anos, especialmente em
berçários, além do aprimoramento do planejamento com base na demanda real.
Já na saúde, o Ministério Público aponta a necessidade de
estruturar a rede de saúde mental infantojuvenil, reduzir o tempo de espera por
atendimento psicológico, ampliar os serviços especializados e qualificar os
processos de triagem.
O órgão também enfatizou a importância da integração entre as
políticas públicas, com compartilhamento de dados entre secretarias e
organização de fluxos intersetoriais de atendimento.
Diário do RN