O deputado Henrique Alves foi um dos 96 parlamentares que receberam
doações durante a campanha das empresas investigadas por suspeitas de
irregularidades em contratos com a Petrobras.
O senador José Agripino, presidente nacional do DEM,
afirmou que o Governo não quer que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
chegue a Câmara Federal porque pode não controlar a base aliada dos deputados
federais. Contudo, é bem verdade que tem deputado torcendo para que isso não aconteça,
pois uma CPI da Petrobras na Casa Legislativa poderá força-los a investigar
empresas que doaram quantias consideráveis para a campanha deles. E o próprio
presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do PMDB, é um desses.
Bom, pelo menos, baseado em reportagem publicada no site
da Revista Veja na noite de quarta-feira. Na matéria, intitulada “Fornecedores
da Petrobras sob suspeita financiaram campanha de 121 parlamentares em
atividade”, o presidente do PMDB no RN e pré-candidato ao Governo do Estado aparece
como um dos beneficiados pelas doações de campanhas feitas pelos fornecedores
da Petrobras que podem vir a ser investigados na CPI da companhia.
“Dos deputados e senadores da atual legislatura, pelo
menos 121 receberam dinheiro oficialmente como doação de campanha de empresas
investigadas pela operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Um levantamento feito
pelo site de Veja nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que
96 dos parlamentares da Câmara e 25 do Senado estão na lista de beneficiados
por repasses feitos por fornecedores da Petrobras sob suspeita”, apontou a
revista.
Henrique teria recebido R$ 150 mil durante a última
campanha de uma das empresas (não foi citada na reportagem qual delas). O nome
dele aparece na lista de beneficiados publicada junto à reportagem. Contudo,
estranhamente, o parlamentar potiguar não é citado no corpo do texto da Veja,
apesar de ser o atual presidente da Câmara Federal e a reportagem ter dedicado
quase um parágrafo, apenas, para citar o beneficiamento de dois pré-candidatos
a governos estaduais pelo PT – o senador Lindbergh Farias, do Rio de Janeiro, e
a ex-ministra Gleisi Hoffmann, do Paraná.
Apesar de não citar Henrique, o texto da reportagem
apontou a presença de um amigo pessoal dele, o deputado Eduardo Cunha (RJ),
líder do PMDB na Casa Legislativa, também entre os beneficiados. Ele teria
recebido R$ 500 mil de fornecedores da empresa pública.
BETINHO
É importante lembrar que o presidente da Câmara não foi o
único parlamentar potiguar a ser citado na reportagem da Veja. O deputado
federal Betinho Rosado também está na lista, tendo recebido R$ 60 mil das
empresas suspeitas. Betinho, que hoje é presidente do PP, era, na época, integrante
do DEM, presidido nacionalmente pelo senador José Agripino, que é, justamente,
um dos que mais cobram a instalação da CPI com a participação, também, da
Câmara Federal.
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